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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

FALSAS MUSAS

FALSAS MUSAS

Quando o teatro cair
Não adianta reclamar
Quem não foi conferir
Mentiu sobre amar

Vendeu o leito do rio
Desmatou pra acabar
À minha terra feriu
A guerra encerra o cantar


A serra segue febril
A desertificar 
Pacoti desistiu
De se levantar

É tão fácil seguir
E difícil lutar
Construção civil
Está acima do lar

Quem foi que viu
Alguém gritar
Contra o fuzil?
A forca está no ar

À força vem dominar
Dogmas do poder
Feia fera
A ladrar

Preferem se render
À prosperar
Promessas a escorrer
Pretensão de driblar

"Inverdades" gasguitas
Amargura à gralhar
Inquisição do sertão
Do Inferno ao mar

Pinta de verde o peão
Com jargão a jogar
Enquanto o escorpião
Cresce sempre a calar

"Aprenderam da língua
A se alimentar"
Quando faltar o pão
Quem irá comprar?

A urna arde na mão
Urram no pátio a pastar
Quando a provocação
Por droga assaltar

A educação
Já cansou de sangrar
Embebida em ilusãoDialética

Fagulha em fricção
Poética
Alerta no coração
Não há ética

Tudo é decifração
Cibernética
Fragmentação
Fração estética

Cifra, selva, cifrão
Prova tática
E uma população
Estática

Triste botão d'aporética
Na programática
Não importam onde estão
Os erros de gramática

A grana mora na lama
Jogada da dama
Pó em grama
Grades de porcelana

Tudo em tempo
Sem alento
Atento
Tanto quanto Alencar

Elenco torto
Já bem morto
A murta muda
Emudece a elencar

Entre crivos e arquivos esquecidos
Falsos museus
São as musasNo altar

Quem tem os seus 
Não teme adeus
E jura para um deus
Que nunca esteve lá

Ateu Poeta
16/02/2017

sábado, 11 de fevereiro de 2017

UM SIMPLES ADEUS

UM SIMPLES ADEUS

Há certos tipos de chaga
Que o tempo nunca apaga
A poesia não afaga
Consagra e sangra na canção

Que o coração propaga
A lágrima cai
Mas não paga
Porque a saudade não sai

Foras ao mesmo tempo
Zé Ramalho e Chicó
Afora, jornalista
Em Pacoti, um artista

Espalhavas graça ao teu redor
Adeus, amigo!
O mundo não dá abrigo, faz nó
Na solidão que dá em dó

Contigo foi a brisa
Do riso e carisma
Comigo ficou um vão sem jeito
Em meu peito cabe um vagão

Independente de qualquer nirvana
A vida ainda nos irmana
Na alegria de outr'ora
Ou na hora da dor

Que em dissabor se aprimora
E mora na separação
Amanhã não haverá aurora
Agora, sou fração

Ateu Poeta
11/02/2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

ISABEL

ISABEL

Qual latitude?
Qual o teu nome em Latim?
Que altitude
Que atitude, enfim

Qual a virtude
Olhos de Querubim
Para atingir a longitude
De teu coração

Onde a canção brota
De bálsamo em jasmim?
Perdi teu rosto
Em um esboço qualquer

Em alvoroço
Brincas de mal-me-quer
És primorosa rosa
Desabrochando em botão

És tentação
Musa de frenesi
Mas, tuas pistas de pão
Não têm sustentação

Toda a paixão
Emana de ti
És a fascinação nua
O luar em si

A escuridão dá abrigo
Ao papel
O meu violão decifra
Cifras ao léu

Nenhum cifrão
No balão de Babel
A solidão é sólida
Isabel

Venhas comigo
Da libido ao céu
Do colorido sabor
Êxtase de mel

A transformar o mundo
Em carrossel
Sobre um negro corcel
Perambular por aí

No jardim de sinfonia
E torpor
Até o tempo mais lento decantar
Em vapor

Ateu Poeta
31/01/2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O EVEREST NO ARREBOL

O EVEREST NO ARREBOL

Todos temos sonhos
Com estrelas ou com o mar
Novos horizontes
Irão lhe guiar

Não haverá saída 
Quando o mundo desabar
Passagem só de ida
Você tem que voar

A guarida é acreditar
Em si
E tentar
Tocar em fá e si

Se cair
Levantar
Você vai conseguir
Vale à pena arriscar

A vida não está no ar
Só para maltratar
Trinque os dentes
Quando precisar

Empine o nariz
Tape os ouvidos
Para cantar
Seja feliz

O seu próprio juiz
Se necessário, olvidar
Não sangre mais 
Pelo que passou

O passado ensina
Mas, a sina
Acabou
De passar

Está na hora de partir
Viajar
Ir aonde
Desejar

A onda pode lhe afogar
Mas, se você souber nadar
Sempre poderá
Escapar

Aprenda o que precisar
Não se prenda
Nem se arrependa
Sob o Sol

Até içar
O seu próprio arrebol
Vá caçar por aí
Até alcançar

O Everest da paixão
No limite da razão
Deixe de imitar
E crie seu próprio jargão

Faça o seu caminho
Até não poder mais
Arranque os espinhos
E os deixe para trás

Exploda as pedras
Faça delas seu vagão
Nunca se renda
A nenhum coração

Nem ao seu
A vitória não se faz
Ao se render
Invente novas formas

De vencer
Quebre as formas
As regras
Que deformam

Que algum dia
A paz
Irá aparecer
Só você pode tecer

Vá lá e faça acontecer
Até um dia novo amanhecer
Tente de novo, porque
Ninguém nasceu pra sofrer

Ateu Poeta
26/01/2017

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

POR ENTRE NUVENS DE FOGO

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/01/por-entre-nuvens-de-fogo.html
POR ENTRE NUVENS DE FOGO

E que tal 
Se eu fosse 
Aquele passarinho
Que vem cantar no quintal

Em voos rasantes 
De moinho
Sozinho 
Entre as mais distantes 

 Nuvens  errantes 
De fogo
Furando um portal
Para o jogo matinal  

Desse doce 
Céu sem nau?
Com as asas postas
Podem fazer apostas

Eu seria feliz 
Por inteiro
No esplendor azul 
Sem roteiro

Ateu Poeta
24/01/2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A CAVERNA SELVAGEM

A CAVERNA SELVAGEM

Entre a selva e a caverna
A sanidade se encerra
A humanidade erra
Porque sempre se enterra

Em sua infinita pequenez 
A embriaguez da guerra
Corrói mulheres e crianças
Entre logo nesta dança

Pois chegou a sua vez
Este inferno de fogo ferra o meu coração
A Síria sangra sem paz
Com a fúria de um vulcão

Sobre o cais
Poucos se levantam dos escombros
O céu cai sobre os ombros
Do homem primata

Que morre e que mata
Totalmente sem noção
Terremoto de poeira
Esmaga o cidadão

Fronteiras se fecham
O mar não é solução
A fé cega sob imposição
Império que se apega

À corrupção
A expansão está acima da massa
Ultrapassa a razão
O rolo compressor

Passa de avião
Rebeldia, terrorismo e alienação
Show da ganância em ação
Cada bomba a mais

É nova câmara de gás
Como no holocausto dos judeus
Não aparecerá nenhum deus
Os pulmões já não respiram mais

Ateu Poeta
12/01/2017

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PELE PRETA

PELE PRETA

O que eu faço não me define
Nem me reprime o não fazer
O apreço não tem preço
Nem pressa

Tudo o que não se vende tem valor
O capital deprecia
Com sua torta e porca teimosia
De escravizar

O homem não pode ser livre
Se tem que avisar
Doar sangue
No mangue

Na corrente 
Do dissabor
Ardente
Açoite

Que ultrapassa o lombo
À noite
Combo
Trapaça 

No paço passa
Tiroteio na praça
Rasteira
Armada

Arapuca na jogada
E na pele preta
A escopeta come
A morte é passaporte

Que deporta
Sem nome
Se a jiripoca piar
Na cassorotiba

A porrada assola
A pomba gira
A cobra fuma
O fumo leva

Cai o a do índio
A tribo tira tora
Porque o peixe
Já não mora

Como o falso quilombola
Sempre desmata
Cascata
Não é mula a mulata

E a muamba da lata
Não é da Lapa
É da nata
Da cocada branca

Aí na geladeira
Ladeira
Que despencou inteira
De dentro do helicóptero astral

O autor não é infrator
Nem autoral
Atual
Atuado

Tatuado com ferro e fogo
O quilombo não sangra 
Por acaso
Mordaça do atraso 


No caso
Ocaso
Seio
Receio

Rodeio
Centeio
Sexta 
Sesta 

Meia
Cesta 
Ceia
Cheia

Vermelha
Centelha
Na séCega fé

A profanar o laicismo
Faz nova Constituição
Crime-catecismo
Catatônico

É irônico
Como nunca pararão
De nos roubar
E difamar

Se pudessem
Jogariam
O nosso corpo
Ao mar

Na orla
De Fortaleza
Sem nobreza
Com cimento nos pés

64 ditaduras
Tão duras
Torturas
A calar coronéis

Quem vê não viu
O vil voltar
O cidadão civil
Só sabe apanhar

Nas redes
Nas ruas
Nas escolas sem partido
País partido

Alunos cheiram cola 
Agora morrerão no sinal
Sem rima legal
Para consolar a sina

A consoante sem lisura nada ensina
Estrutura que começa a pesar
É com grande pesar
Que no penar não se voa

A pena 
Apenas
Assina a pena
Que pena!

Pequena 
Não é a dor
Ator
Em Diadema

Saquarema 
A sacudir
Até o porto partir
Parto

O parto do pato
Propaga
Quanto imposto 
Imposto se paga?

A praga
Da ignorância
Corrompe
Qualquer tolerância

No confronto inevitável
Tudo já está instável
Só falta a explosão
Como paga

As cotas 
Serão o próximo alvoSó será salvo
Quem delas não precisar

Não adianta 
Pedir para Ishtar
Iansã, Atenas, Ossanha
Toda manha está no Congresso 

O que é de gesso
Já está pelo avesso
Congelado até o talo
No estalo do tálamo

Otelo, o Grande
Onde está Macunaíma? São deles as balas
Nosso peito é um ímã

Porque o dinheiro
Vale mais que o irmão
A marmelada já não é de goiaba
Mas de pizza

E a pisa do César
Não é Monalisa
Salutar a pensar
Na Torre de Pizza

Ateu Poeta
10/01/2017

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

FLASH

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/01/flash.html
FLASH

Depois que aquele raio me atingiu
Vermelho virou a minha cor
Com a pressão da fricção
Sou intocável e invisível

A todo vapor
O homem mais veloz do universo
Perseguido sem parar
Pelo Flash Reverso

Que roubou a minha história
Quer roubar a minha glória
Vindo do futuro
Vou voltar no tempo

E desfazer o destino duro
Mais que um velocista
Com panela na cabeça
E moto sem uso

Que talvez você esqueça
Para ter eficiência
É preciso referência
No calor da ciência

Correr, correr, correr
Para sobreviver
Um super-herói
Eu sempre ei de ser

Se irei vencer ou morrer
A batalha é quem dirá
Porque a justiça
Deve prosperar

Então, pago o preço
Se me apresso
Mudo de endereço
E pelo avesso

Deixo a minha vida
Sem quarida
Além da própria evolução
Não há saída

Entro no furacão
Porque além de escolha
É uma missão
Sou 5 em um

Vertentes diferentes
Cumprindo o legado
Do anterior
Com o mesmo sonho alado interior

O mundo proteger
Sobre tudo
Mesmo mudo
De medo a tremer

Ou a fenecer
Com intensa dor
Minha existência é intensa
Resiliência mais do que extensa

Impulsividade
Versus inteligência
Habilidade e eloquência
Contra depressão e carência

Enfrento de frente os assassinos
Por mais que pareça um desatino
A lágrima cai como um hino
Cada aliado abatido

Deixa o meu ego ferido
E derrete o meu coração
Feito magma em libido
No seio do vulcão

A erupção
Então explode
A ira contamina
E o mundo sacode

Você não sabe o quanto
O heroísmo me fascina
Esse é o ímpeto
Que me rege e domina

Sou mina engatilhada
Que arranca pedaços da estrada
Então, bandido
Pode correr

Meu sobrenome é perigo
E desistir
É só um termo, enfim
Que não existe para mim

Não sou responsável
Pela sorte de Pollux
Acabei virando
Um dos lanternas azuis

Nada mais irá me abater
Procuro paz
E os meus pais
Irão sobreviver

Salvarei o que tiver que ser
Com os poderes a crescer
Até o tempo parar
A minha vida

Eu mesmo vou controlar
E, no fim
Tudo dará certo
Eu sei que sim

Ateu Poeta
03/01/2017

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

SEM ARREGO


Historiadores
Poetas
Jornalistas
Professores

Têm o dever de lutar
Quanto mais esclarecido
Mais ácida a bílis 
No estampido

Sem limites da razão
Faz prosperar
Não se escondam!
Venham!

Enquanto ainda é cedo
Com todas as #DEFORMAS

Tenta nos formatar
O nosso ego
Já conseguiu 
Triturar

Desfazendo os diretos
De expressão
Difusão
Informação

E trabalhistas
Mas, quando vejo
Com seu cajado de Moisés

A abrir o mar vermelho
Da minha mente
Sinto, assim, a verve
Que tanto ferve

E ainda está latente
Ele não é valente
Cada veia começa a pulsar

Falar com esses guerreiros
Companheiros
Faz meu coração corar
E quando um dia

Eu puder fazer
Mais do que poesia
Para lutar, eu farei
Sem pestanejar

Ateu Poeta 
22/12/2016

VOMITAÇO NOS LADRÕES


Para a esperança vencer o medo mais uma vez
É preciso gritar #FORA_TEMER
A plenos pulmões
Com a força de um tenor

Um trator infrator 
Ninguém atropela
A gente vira
O agente do mal está infiltrado

É hora de arrancar suas pressas
Com a pressa de quem tem fome
Com suas balas, blindados e canhões

Se o clamor não bastar
Ainda podemos vomitar
Na cabeça
Desses ladrões

Ateu Poeta
22/12/2016

BRASIL GOLPEADO




Fere mais para sair 

Do que para entrar
E uma vez instalada
É fatal
Pois cria

Internas coagulações
De forma tal 
Que para escapar
Com vida

É preciso ser
Incisivo na ferida 
E, de forma brutal 
Fazê-la sangrar.

Ateu Poeta 
22/12/2016

NÃO HÁ LISONJA MAIOR PARA A PAIXÃO DO QUE NARCISOS COM OLHARES DE VULCÃO. ATEU POETA

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2016/12/nao-ha-lisonja-maior-para-paixao-do-que.html

Não há lisonja maior para a paixão do que narcisos com olhares de vulcão

 ATEU POETA
23/11/2016

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

DADAÍSMO JURÍDICO

DADAÍSMO JURÍDICO

A lei pela lei
É tão parnasiana
Dadaísmo jurídico
Pérolas de porcelana

Calunga com enfeite
A reger uma 
Falsamente laica
Ladra e fascista

Manipuladora
Mequetrefe
Magarefe
Masoquista

Curinga da patifaria
Câncer calculista d'euforia
Destruidora, noite e dia
D'adutora d'alforria

Ateu Poeta
21/12/2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

GROTESCAS OBSERVAÇÕES

GROTESCAS OBSERVAÇÕES

Uns me criticam
Dizem que não tenho ego
Outros esbravejam 
Que tenho ego demais
Em resposta às duas visões antagonistas
Digo que são dispensáveis
As suas observações
Em órbita 
Ecos teatrais
Desobservantes
Dissonantes
Arrogantes
Delirantes
Como personagens de Cervantes
Quixotescas
Tão grotescas
Quanto o Inferno de Dante
Impossível não ter ego
Uma vez que "ego"
Significa "eu"
E negar a si mesmoSomente na ilusão a esmo
De ser niilista
O que não condiz em nada
Com ser ateu
É só pensamento aforista
De quem desrespeita o artista
Ou jamais o leu

Ateu Poeta
20/12/2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

UM PAÍS DECADENTE

UM PAÍS DECADENTE

A palavra é a arma que tenho
Por isso que eu tanto escrevo
Com tamanho empenho
O desempenho se é pleno

Vocês é que irão dizer
Não sei se nos canalhas
Consigo fazer doer
É o meu modo de defender

A nobre democracia
Que essa elite esnobe
Rói noite e dia
Cada um tem que escolher

A sua linha
Para bater de frente
Com intensa harmonia
Eles derramam o sangue

Da população
Nós falamos
Fora cambada!
E fazemos canção

Fora Temer
Calheiros
Moro
E Dallagnol!

Estudantes guerreiros
Apanham no rol
O Sol da liberdade
Os ratos encobriram

Pensam que nos pegam
Com um simples anzol
A fachada do Power Point
É uma grande furada

Têm Estados Unidos
Por trás da jogada
O Cunha é só a mão
O resto escapou

Desse sistema corrupto
Em mais um grito de gol
Na goela desce o pacote do mal
Com balas e cassetetes

Pedaços de pau
A chuva de canivetes
Começou a cair
Muitos foram cegados

Mas não irão desistir
Resistir é a palavra de ordem
São 20 anos de peia
É o fim da picada

Porrada
Fogo
Cadeia
Aqui se ateia

Essa destruição
Tudo o que os podres querem
É trair a nação
E roubar com acordos

Adornos pra lá e pra cá
Batendo panelas
A justiça comprar
O Supremo cruzou os braços

Com o rabo preso
O preço do retrocesso 
Só milionário
Sairá ileso

Para quem não conhece a miséria
Ela baterá na porta
Morderá a língua
A burguesia tão porca

Que olha de cara torta
Para benefícios e cotas
Não será tão jocosa
A pobreza para as cocotas

Janotas tão mauricinhos
Os dândis achacadores
Conhecerão de perto
O jardim dos horrores

Apanharão em seguida

Dos mesmos ditadores
Serão infratores
Quando for tarde demais

Entenderão que o homem
É o seu próprio Deus e Satanás
E quem foi tão audaz
Em aplaudir opressores

Terá que encarar
Franco-atiradores
A globo encobrirá
Como faz no presente

De veraz só a voraz
Tropa ardente
Sem escutar os ais
Deste país decadente

Ateu Poeta
17/12/2016

DIVINA INSPIRAÇÃO

DIVINA INSPIRAÇÃO

Metade de mim é paixão
Loucura, poesia e canção
Aquela vontade de voar
Esquecendo Gaza

Fugir de casa ao luar
A outra parte 
Não é arte
É pé no chão

Renega toda a ilusão
Enxerga a tragédia grega
Explode a caverna de Platão
Fica de plantão ao Sol

Com toda a sobriedade
Que invade o seio do arrebol
Sobre o mar
Sem altar

Reino da escuridão

Solidão
No meio da multidão
A lápide do escorpião

Tempestade de vulcão

Trovão
Furacão
E maremoto

Terremoto

No Haiti e no Japão
Jardineiro da rosa de Hiroshima
Bikini, Síria e Afeganistão

Jonas, Copérnico, Galileu

Tântalo, Aquiles, Prometeus
Perseu ateu no Coliseu
Zagreus mergulhado no Queronte

Mas, tu que és a fonte

De toda a razão
Deusa que me faz sangrar
Corando até pensamento
Atenais, Ísis, PsiquêDaymon sem a qual

Todo suspiro
É mero delírio
Lírio que respiro

Calor d'aliteração
Sedução
Monte onde me atiro

Sublime sinfonia de Vênus

Safári de safiras
Maestria de constelação
A mais completa inspiração

Ateu Poeta

16/12/2016

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O VENENO DA LOUCURA

O VENENO DA LOUCURA

Não serei aquele
Que age com envergador
Criando círculos concêntricos
Para não morrer de dor

Quem bebeu o veneno da loucura
Dirá  que o melhor é ditadura
Que a doença é o que cura
Sem nenhuma lisura

A inflação vem socorrer
Os bandidos
Que estão no poder
Para sempre garantidos

Querer o melhor
É tratado como se fosse paixão
O fim tão previsto
Eu nunca vi

São tantos vagões
De um mesmo trem
Quem lutar além
Dirá: sobrevivi

São patos
São PECs
Volta ao pau-a-pique
Os ladrões do Brasil

Vivem dando chilique
Querem ir à Disney
Pois são extremos de chique
Ladram desde o pau-brasil

O seu ódio é tão vil
Massacram professores
Atiram em estudantes menores
Que nem são infratores

Ao povo chamam de vândalos
Um povo injustamente pela História difamado
Nenhum rival por eles
Jamais fora dizimado

O papel registra as mentiras
Dos mais fortes
A verdade permanecerá velada
Enquanto a vítima calada

Morre de fome ao relento
Ou por puro espancamento
Com ou sem lamento
Balas e bombas ao vento

O inimigo dos tiranos
É o conhecimento
Enquanto os imbecis latem
Contra quem lhes deu a mão

Aplaudem Cunha e Calheiros
Chamam Dallagnol e Moro de guerreiros
E se mascaram de Japonês da Federal
A direita mastiga os direitos

De toda uma nação
Devorando quaisquer perspectivas
De melhoria para o cidadão
Propagam que para sair do buraco

Com sabedoria fina
Têm-se que cavar mais
Até o caos do cais
Sair na China

Onde haverá outra medicina
Com ostracismo, cinismo e lentidão
Meritocracia, hipocrisia e imensa ilusão
E que a crise é culpa do aposento

Daí, ninguém mais estará isento
De trabalhar feito um jumento
Para manter o PSDB
DEM e PMDB

A trilogia do mal
Da ganância descabida
Em Maçonaria embebida
Sangrento e macabro ritual

Ateu Poeta
14/12/2016
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Modelo Simples. Tecnologia do Blogger.