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sábado, 10 de dezembro de 2016

POETISA

POETISA

Poetiza
Minha
Vida
Poetisa

Festa
Que atesta
O Feitiço
Festival

Carnívoro
Surreal
Shangri-La
Carnaval

Que São Paulo
Quer acabar
Na rua
Da Lua

Mona
Lisa
Que desliza
Na lição

O coração
Na produção
Se faz
Canção

Sem proporção
Estrela
Vespertina
Felina

Menina
Coralina
Cora
Desatina

Perseu
Desceu
Mora
Agora

No museu
Já se perdeu
Feito
Um frágil

Fariseu
Na esquina
Casual
Frenética

Do litoral
Que frisa
A Brisa
Sepulcral

A fera
Dilacera
A longa
Era espectral

Já não há
O mesmo ar
Celestial
Ritual

À espera
Da quimera
Que alitera
A esfera

Lituânia
Literária
Libertária
Literal

Sorumbática
Asmática
Aquática
Magmática

Estância
Estática
Instância
Na entrância

Asiática
Politeística
De querer
Guiar

Distância
Salutar
Discordância
Intolerância

Com a arrogância
A lutar
Doce
Dose

Dissidente
De dissonância
Ao deus
Dará

Poesia
Engrenagem
Grená
Fantasia

Anestesia
Com corpo
De mulher
Sinestesia

Alegria
Alegoria
Ao meio
Dia

Será
A inspiração
Mera
Euforia

Que a meditação
Não alivia?
Mesmo
Medicação

Afetaria
Medo
À explosão
Faria

Sumiria
A rima
Pobre
Até

Apareceria
Sem
O poema
Perecer

Como
Seria?
A fascinação
A florescer

Passarinho
A cantar
Sobre
A catarse

Do meu
Ninho
El niño
A glaciar

Ateu Poeta
11/12/2016

domingo, 4 de dezembro de 2016

DELÍRIO DISSONANTE

DELÍRIO DISSONANTE

O instinto é que me faz sonhar
A insanidade está na dor
Há fascinação sob o luar
A ilusão finge esplendor

Quando o seu olhar
Pousa no meu
De parapente ou planador
O meu coração tão fariseu

Esquece que é plebeu
Vira condor
O céu é seu
No arpoador

A felicidade
Equidistante
É diamante fino
Encantador

Caro
Raro
Delirante
Dissonante

Irradiante
Feito o seu corpo
De bacante
Sedutor

O seu abraço é abrigo
Embora inimigo da razão
Líbia, Líbano, Libido
Biquíni, Berlin, Japão

O seu sorriso desperta a liberdade
Tempestade que invade
A mais segura mansidão
Em plena a frialdade da cidade

Água
Fogo
E jogo
Na arena da paixão

Ateu Poeta
05/12/2016

FERREIRA GULLAR


Poesia enterrada
No tom mais profundo
Não é o poema que é sujo
É o mundo

Entre o trema
E o morfema
Houve o terror
De morrer no exílio

Terrível dissabor
Provado por muitos
Na passada ditadura
A saudade é mais dura

Portugal o premiou com louvor
Uma estrela se apaga
No seio azul do Brasil 
Já tão abalado

Por tanto golpe vil
Grande mestre
De pena imortal
Que pena que foi

Mas vive o ideal
Não parará o protesto
Nem a construção
Sob qualquer pretexto

Manifesto 
Viva a revolução!
Seja na arte
Ou na vida

Na TV
No jornal
Que não se cale
O dever visceral!

Fenomenal
Exemplo de escritor
Patriota 
E guerreiro

Sem a menor pretensão
De ser
Foi pioneiro
Reconhecido

Como merecido
A vanguarda nunca morre
A literatura é armadura
Escuto e espada

Jornada de fato sem fim
Cada um luta como pode
Ou como a ideologia manda
De pessoal demanda

Na caneta
Na baioneta
Na escopeta 
Ou no clarim

Inventar é a grande façanha
De um pensador intrínseco 
Sem planos acabados
Já que não existem sentidos nem pecados

Negando ser triste
Sem bengala de misticismos
Fez de si um gigante
Em fragmentos e aforismos

Ateu Poeta 

05/12/2016

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A PEC DA MORTE

A PEC DA MORTE

A hipocrisia vem
De cavalaria
A gritar
Negros batalhões

Balas
Bombas
E rojões
Pra aprovar

A prova é esta
Cada PEC atesta
A festa em bloquear
Nas muralhas da ditadura

Homens sem armadura
A cantar
São cidadãos
Estudantes em ação

A protestar
As borrachas do poder
Não podem apagar
As marcas históricas

Se o fogo sangrou
Nesta data categórica
É porque o poder
Está a golpear

O povo inteiro
Que não é carneiro
Para a tudo
 Se ajoelhar

Os cassetetes
Ferem leis pétreas
No seu altar
É salutar para o Brasil

Que não se desista
Mesmo que 
A Mídia Fascista
Insista em demonizar

Criminalizando os movimentos
Sociais por intento
Que seguem atentos
Para a Constituição

Não desabar
Que o IPHAN faça mesmo
Esse maldito 
Temer tombar

Eunício não me representa
Não me venha falar
No meu Ceará
Sai pra lá, golpista!

Você está na lista
A sugar
Sem investimento
A nação só pode mesmo

 É afundar
Lamento
Que no Parlamento
Tenha tanta gente má

Gestores infratores
Grotescos tratores
Neste circo 
De horrores

Irão  de nós tudo tirar
O alvo é certo
Se fará deserto 
Para cá

Agora é o momento
De firme balançar o maracá
Porque a guerra
Já está declara

Com atentado
Até em Maricá
O cão que muito ladra
Morde com afinco

Se algum temor se demonstrar
Por isso mesmo temos
Que muito mais
Forte protestar

Ateu Poeta
30/11/2016

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

ORQUESTRA MATINAL

 ORQUESTRA MATINAL

Na serra
Os passarinhos 
São os orquestrantes 
Das manhãs

Sonatas Naturais
Em Pacoti 
Tenores silvestres
Que vestem o Céu de azul

Blues
Onde a poesia canta
E acalanta on blue
A tristeza fenece

Vociferam vidas
Guerras 
Paz
Conversas 

Que ao Sol tecem
Apetece ao meu coração
Voar
Em vão

Até cansar 
Na esquina 
De uma outra
 Dimensão

Aliteração 
Sem sombra 
Saber sonhar
Ser sinfonia

Sabres
Sobre sótãos 
Soltam soturnos sinais
Sóbrias sinestesias siderais

Ateu Poeta 
24/11/2016

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

OS FACÍNORAS


 A vida é mais fatalista
Que qualquer filosofia
E não há alquimia mista
Com toda a centropia

Que arranque
Do fascista
A sua louca
Obsessão doentia

Em plena a luz do dia
O golpe vem à bala
O próprio pai
Faz mortalha

No peito do filho
Inocente
Quantos guilhermes
Haverão de morrer

Quantos olhos terão
Que ser arrancados
Para se perceber
Que todo esse seriado

É uma novela torpe
Que só tem um lado
A grega tragédia
Que agora é mundial?  

As guerras sangrentas
Só crescem
Alimentando
O podre capital

A selvageria humana
É grotesca
Tosca
Brutal

Os tolos fazem
Do bandidos heróis
Chamam os paladinos reais
De vagabundos

Digam-me
 Em que mundos que vocês moram?
Estão chapados
Alienados medíocres?

As suas panelas batendo
Não estancarão os sagramentos
O seu pato pateta
Possui fome

De coxinha
Massa de manobra
De mente demente
Tolinha

Não adianta perder a linha
As vidas não voltarão
Os canalhas estão no poder
Cada qual o maior tubarão

Mandam-me ler as PECs
Como se fossem o Corão
Com todo o fundamentalismo
Mecanismo

Para gerar
Ostracismo na razão
Falsidade intelectual
Argumentos ad ominem

Linguajar de jaguar
E lobista
Tudo obra orquestrada
Por um imperialista

Que se esconde na ribalta
De categoria tão alta
Que o seu nome
É quase um crime dizer

Os próprios sites
 boicotam os clientes
Ao seu bel prazer
As marionetes se contentam

Com as suas migalhas
Vendem os seus países
Para os facínoras
Gentalhas

Ateu Poeta
23/11/2016

sábado, 12 de novembro de 2016

A ROSA VERMELHA

A ROSA VERMELHA

Nada fala por si
Até o olhar apaixonado
Deve ser analisado
Desde a mais tênue escuridão

Às tramoias no Senado
Morre a flor amarela
Mas, a Rosa Vermelha
Brota do chão

Fogo na rua
Povo a batucar
Sem patos nem panelas
Em febril aquarela

As querelas
Continuarão a querê-las
Sem a menor compaixão
Ditadura da bala e do cassetete

A chuva de canivetes
Está para cair
Às escusas
O Vampiro pira

Sai do caixão
Para sugar o sangue
De todo o país
Quando se compra o juiz

O jogo está decidido
Mas, a arquibancada
Revoltada
E unida

Já criou até
A desexpulsão do Pelé
Cartão vermelho para o árbitro
O show da mais pura revolução

"Cala a boca, Galvão!"
Da gávea ao Castelão
Do sertão à serra
A batalha não se encerra 

Esta terra Brasil
Traz no peio o pavio
Para salvar
Tripulação e navio

Aplaudiria Karnal
O historiador
Afinal
Não se chegou ao final

É preciso 
Um otimismo de Sabino
Porque a democracia
Não é carnaval

As vaias são duras
Às vezes sábias
Quase pintura
Dando certa candura

De antemão
Se não Cortella 
Pasquale lembraria
Que quem tem boca vaiaria

A grande Roma de seu tempo
Só começou a sangria
Machado, Moro, Temer
Cunha, Calheiros, Serveró

É grande a lista
E a hipocrisia
Fica maior
Dia a dia

O couro come
Não resta nem sobrenome
Da AS em pó
Odebrecht 

Avante a Greve Geral!
Ocupem tudo!
Pois, o capital
Não pode estar acima da razão

"Caminhando e cantando"
Já dizia a canção
"Sem lenço e 
Sem documento"

"Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação"
"O Céu é só uma promessa
Eu tenho pressa, vamos nessa direção"

Com frases e cartazes na mão
Com ação e sanidade
É que se faz 
Uma nação de verdade

Com qualidade na Saúde
Reforma Agrária
Sem Lei Arbitrária 
E exímia Educação

Mas, sem luta
É perdida a labuta
Presa na predação
Político-industrial

Neste país tão desigual
A fome logo voltará
A ser assolação abissal
Porque no seio da ambição

Mora
O voraz açoite
Da população
Que a noite aprimora

O Sol queimará a todos
Sem ao Socialismo amar
Anarquismo e Comunismo
Serão paisagismos

Aforismos da inequação
Se o cabresto não romper
Os grilhões voltarão
Nos porões da tortura

Com toda a loucura do sistema
Não tema!
O cão se farta no temor
Que alimenta a fúria do opressor

Progresso não é propaganda
Governamental na Globo
Até o bobo consegue ver
Mas, a ignorância desejada

Para a jornada com suas muralhas
Para fugir das batalhas
Deixando a mente falha
Delirar

Deturpando qualquer argumento
Mentindo sobre todos os aumentos
Superávit cambial
Implantando o ritual

"Deus, pátria e família"
Eis aí o fascismo, milha filha
Na ilha da ilusão
Os idiotas moram lá

Quem saiu da caverna
Faz navegação
E descobre a realidade
Quando chega a idade

Deus não obra milagre
Mudança faz quem está
Na linha de frente da tropa
Quem disse que só a Europa

Pode prosperar?
A influência dos Estados Unidos
Deixa os Estados desunidos
Melhor alertar

A História se faz agora
Fascistas, fora!
É isso
Que iremos gritar

Ateu Poeta
12/11/2016
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Modelo Simples. Tecnologia do Blogger.