quarta-feira, 22 de março de 2017

NAVIO NEGREIRO

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/03/navio-negreiro.html
NAVIO NEGREIRO

Refrão: Será mesmo que o negro
Escapou da escravidão?
Foi no seio da Bahia
Que nasceu esse refrão (bis)

Ainda existe 
Quem trafique os irmãos
Faz parte do sistema
Esquema de opressão

Só para a Itália
Já foi mais de um milhão
Mulher é jogada
Na prostituição

Estende-se para a Espanha
Holanda e até Alemanha
A brutalidade
É sempre tamanha


Refrão: Será mesmo que o negro
Escapou da escravidão?
Foi no seio da Bahia

Que nasceu esse refrão (bis)

Homens e crianças
Assassinados feito gado
Seus órgãos são vendidos
No Macabro Mercado

Os restos mortais
São descartados
Sem deixar vestígios
Dos pobres coitados

Homem branco 
Também é leva
Mas, é muito mais fácil
Sequestrar o favelado


Refrão: Será mesmo que o negro
Escapou da escravidão?
Foi no seio da Bahia
Que nasceu esse refrão (bis)

Quanto mais pobre
For o país
Mais gente some
Estatística infeliz

Para a Grande Mídia
Miserável não tem nome
Se você examinar
Um navio de renome

De janeiro a janeiro, descobrirá
Que ele é o mundo inteiro
Não importa muito
Se você ginga

Se luta capoeira
Ou se é quilombola
De Angola ou Mandinga
Porque essa mafiocracia

Comanda o corte e a emenda
Mata a democracia
Faz-se tudo de encomenda
Seja noite ou seja dia

Os grilhões
São a própria sepultura
Eles têm balas e canhões
Nos porões da ditadura

Refrão: Será mesmo que o negro
Escapou da escravidão?
Foi no seio da Bahia
Que nasceu esse refrão (bis)

Ateu Poeta
22/03/2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

A EXPLOSÃO

 A EXPLOSÃO

Neste mundo cão
A mais triste solidão
De supetão 
Vem aflorar

Intolerância aos sete nós
Fragrância de fel sem foz
O ódio impera sobre nós
Seduz como a Megan Fox

Cegos em egos
À toda voz
Quem enxerga 
Que se erga

Só quando é tarde 
O alarde se dói
DÓI CODI vem
Feito noz

Quem não tem esquilo
Grita no asilo
Caça feito grilo
Mendes ou Murilo

Humanos, nem sei mais
Onde estão
Bicho no poder
A fazer falsa revolução

No seio da canção
Fenece o irmão
Por culpa braba
Da religião relapsa

Os porcos se vendem
E todos pagam
A dívida dos tolos
Do Arpuador à Lapa

A lápide lapida
A vida sem razão
Refrão sem direção
Causará a divisão

Só a suástica tem força
A foice foi-se em paz
O vermelho caiu
Soltaram Barrabás

Do Japão a Aquiraz 
Aqui jaz a união
O vil metal a conquistar
O reinado do vilão

Carrascos suprimem
O pão com seus cascos
Fino e febril fiasco
Golpe no seio do Brasil

Estopim a galope
Trottoir civil
Estampido dolorido
O colorido não se viu

Penas cortam espadas
Sangradas ou não
No nosso peito uma granada
Em suprema explosão

Ateu Poeta
04/03/2017

quinta-feira, 2 de março de 2017

REVIRANDO NÓS

REVIRANDO NÓS 

O céu derrama 
Dramas para quem não tem
As damas postas no além
Aquém da realidade

Moldam a polaridade de alguém
Por desprezo ou vaidade
A sanidade vai e vem
Em versos orbitantes

A pátria nunca foi nem será o Sol
Mas manda no arrebol
Sinfonias de sangue
Para delírio do congresso

Chá de lírio e de regresso
Processo de listas
As listras já não se escondem mais
De Juazeiro a Pinhais

Juízes e carrascos
Culpados de pecados mil
Inflamam fogo no Brasil
Com hipnose e decretos

Secretos são os planos
Dessa gente
Um tucano indecente
Quer tornar cadente

Cada estrela
O pó
Que chamam de cocaína
Está na esquina

Revirando nó
Atropa dá e leva choque
Cega, sega e maltrata
Com a brutalidade ingrata

Para com quem tira o jiló
E aumenta o pão de cada dia
Com firmeza e galhardia
Mas, só importa a sangria para o arigó

E para quem tem dinheiro
Lá no Rio de Janeiro
Que faz carnaval o ano inteiro
E não vai para o xilindró

Ateu Poeta
02/03/2017

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A ÁGUIA E A CORUJA

A ÁGUIA E A CORUJA

Águia e coruja não se bicam
Nem se beijam
Um predador não come o outro
Geralmente

Não porque seja deprimente
Ou canibal
Ou qualquer rito tribal
Mas, por não haver nutriente

Que alimente mais
Do que o secundário
Produtor natural
Herbivoraz 

Ateu Poeta
28/02/2017

sábado, 25 de fevereiro de 2017

WILLIAN WALLACE

WILLIAN WALLACE

A vaidade não é nada 
A sanidade é uma piada
Quando a jornada 
Sobrepuja a honra

A liberdade é possível
A luta sempre é incrível
Com invencível armada
A liderança se forja na espada

A arrogância da ganância é podridão
Quem não tem coração persegue
Oprime os já oprimidos
À exaustão

A luxúria manipula a massa
Enquanto a farsa dança sublime
Todo homem quer alguém 
Que o estime

A traição deixa a sua fumaça
Ir muito mais além
Não é para qualquer um
Willian Wallace

Não se rendeu
A rei algum
Todos nascemos e morremos
Poucos brilharão

A História não é só glória
Será que é tudo em vão?
Talvez, a tragetória
Seja apenas comédia da ilusão

Ateu Poeta
25/02/2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

FALSAS MUSAS

FALSAS MUSAS

Quando o teatro cair
Não adianta reclamar
Quem não foi conferir
Mentiu sobre amar

Vendeu o leito do rio
Desmatou pra acabar
À minha terra feriu
A guerra encerra o cantar


A serra segue febril
A desertificar 
Pacoti desistiu
De se levantar

É tão fácil seguir
E difícil lutar
Construção civil
Está acima do lar

Quem foi que viu
Alguém gritar
Contra o fuzil?
A forca está no ar

À força vem dominar
Dogmas do poder
Feia fera
A ladrar

Preferem se render
À prosperar
Promessas a escorrer
Pretensão de driblar

"Inverdades" gasguitas
Amargura à gralhar
Inquisição do sertão
Do Inferno ao mar

Pinta de verde o peão
Com jargão a jogar
Enquanto o escorpião
Cresce sempre a calar

"Aprenderam da língua
A se alimentar"
Quando faltar o pão
Quem irá comprar?

A urna arde na mão
Urram no pátio a pastar
Quando a provocação
Por droga assaltar

A educação
Já cansou de sangrar
Embebida em ilusãoDialética

Fagulha em fricção
Poética
Alerta no coração
Não há ética

Tudo é decifração
Cibernética
Fragmentação
Fração estética

Cifra, selva, cifrão
Prova tática
E uma população
Estática

Triste botão d'aporética
Na programática
Não importam onde estão
Os erros de gramática

A grana mora na lama
Jogada da dama
Pó em grama
Grades de porcelana

Tudo em tempo
Sem alento
Atento
Tanto quanto Alencar

Elenco torto
Já bem morto
A murta muda
Emudece a elencar

Entre crivos e arquivos esquecidos
Falsos museus
São as musasNo altar

Quem tem os seus 
Não teme adeus
E jura para um deus
Que nunca esteve lá

Ateu Poeta
16/02/2017

sábado, 11 de fevereiro de 2017

UM SIMPLES ADEUS

UM SIMPLES ADEUS

Há certos tipos de chaga
Que o tempo nunca apaga
A poesia não afaga
Consagra e sangra na canção

Que o coração propaga
A lágrima cai
Mas não paga
Porque a saudade não sai

Foras ao mesmo tempo
Zé Ramalho e Chicó
Afora, jornalista
Em Pacoti, um artista

Espalhavas graça ao teu redor
Adeus, amigo!
O mundo não dá abrigo, faz nó
Na solidão que dá em dó

Contigo foi a brisa
Do riso e carisma
Comigo ficou um vão sem jeito
Em meu peito cabe um vagão

Independente de qualquer nirvana
A vida ainda nos irmana
Na alegria de outr'ora
Ou na hora da dor

Que em dissabor se aprimora
E mora na separação
Amanhã não haverá aurora
Agora, sou fração

Ateu Poeta
11/02/2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

ISABEL

ISABEL

Qual latitude?
Qual o teu nome em Latim?
Que altitude
Que atitude, enfim

Qual a virtude
Olhos de Querubim
Para atingir a longitude
De teu coração

Onde a canção brota
De bálsamo em jasmim?
Perdi teu rosto
Em um esboço qualquer

Em alvoroço
Brincas de mal-me-quer
És primorosa rosa
Desabrochando em botão

És tentação
Musa de frenesi
Mas, tuas pistas de pão
Não têm sustentação

Toda a paixão
Emana de ti
És a fascinação nua
O luar em si

A escuridão dá abrigo
Ao papel
O meu violão decifra
Cifras ao léu

Nenhum cifrão
No balão de Babel
A solidão é sólida
Isabel

Venhas comigo
Da libido ao céu
Do colorido sabor
Êxtase de mel

A transformar o mundo
Em carrossel
Sobre um negro corcel
Perambular por aí

No jardim de sinfonia
E torpor
Até o tempo mais lento decantar
Em vapor

Ateu Poeta
31/01/2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O EVEREST NO ARREBOL

O EVEREST NO ARREBOL

Todos temos sonhos
Com estrelas ou com o mar
Novos horizontes
Irão lhe guiar

Não haverá saída 
Quando o mundo desabar
Passagem só de ida
Você tem que voar

A guarida é acreditar
Em si
E tentar
Tocar em fá e si

Se cair
Levantar
Você vai conseguir
Vale à pena arriscar

A vida não está no ar
Só para maltratar
Trinque os dentes
Quando precisar

Empine o nariz
Tape os ouvidos
Para cantar
Seja feliz

O seu próprio juiz
Se necessário, olvidar
Não sangre mais 
Pelo que passou

O passado ensina
Mas, a sina
Acabou
De passar

Está na hora de partir
Viajar
Ir aonde
Desejar

A onda pode lhe afogar
Mas, se você souber nadar
Sempre poderá
Escapar

Aprenda o que precisar
Não se prenda
Nem se arrependa
Sob o Sol

Até içar
O seu próprio arrebol
Vá caçar por aí
Até alcançar

O Everest da paixão
No limite da razão
Deixe de imitar
E crie seu próprio jargão

Faça o seu caminho
Até não poder mais
Arranque os espinhos
E os deixe para trás

Exploda as pedras
Faça delas seu vagão
Nunca se renda
A nenhum coração

Nem ao seu
A vitória não se faz
Ao se render
Invente novas formas

De vencer
Quebre as formas
As regras
Que deformam

Que algum dia
A paz
Irá aparecer
Só você pode tecer

Vá lá e faça acontecer
Até um dia novo amanhecer
Tente de novo, porque
Ninguém nasceu pra sofrer

Ateu Poeta
26/01/2017

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

POR ENTRE NUVENS DE FOGO

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/01/por-entre-nuvens-de-fogo.html
POR ENTRE NUVENS DE FOGO

E que tal 
Se eu fosse 
Aquele passarinho
Que vem cantar no quintal

Em voos rasantes 
De moinho
Sozinho 
Entre as mais distantes 

 Nuvens  errantes 
De fogo
Furando um portal
Para o jogo matinal  

Desse doce 
Céu sem nau?
Com as asas postas
Podem fazer apostas

Eu seria feliz 
Por inteiro
No esplendor azul 
Sem roteiro

Ateu Poeta
24/01/2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A CAVERNA SELVAGEM

A CAVERNA SELVAGEM

Entre a selva e a caverna
A sanidade se encerra
A humanidade erra
Porque sempre se enterra

Em sua infinita pequenez 
A embriaguez da guerra
Corrói mulheres e crianças
Entre logo nesta dança

Pois chegou a sua vez
Este inferno de fogo ferra o meu coração
A Síria sangra sem paz
Com a fúria de um vulcão

Sobre o cais
Poucos se levantam dos escombros
O céu cai sobre os ombros
Do homem primata

Que morre e que mata
Totalmente sem noção
Terremoto de poeira
Esmaga o cidadão

Fronteiras se fecham
O mar não é solução
A fé cega sob imposição
Império que se apega

À corrupção
A expansão está acima da massa
Ultrapassa a razão
O rolo compressor

Passa de avião
Rebeldia, terrorismo e alienação
Show da ganância em ação
Cada bomba a mais

É nova câmara de gás
Como no holocausto dos judeus
Não aparecerá nenhum deus
Os pulmões já não respiram mais

Ateu Poeta
12/01/2017

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PELE PRETA

PELE PRETA

O que eu faço não me define
Nem me reprime o não fazer
O apreço não tem preço
Nem pressa

Tudo o que não se vende tem valor
O capital deprecia
Com sua torta e porca teimosia
De escravizar

O homem não pode ser livre
Se tem que avisar
Doar sangue
No mangue

Na corrente 
Do dissabor
Ardente
Açoite

Que ultrapassa o lombo
À noite
Combo
Trapaça 

No paço passa
Tiroteio na praça
Rasteira
Armada

Arapuca na jogada
E na pele preta
A escopeta come
A morte é passaporte

Que deporta
Sem nome
Se a jiripoca piar
Na cassorotiba

A porrada assola
A pomba gira
A cobra fuma
O fumo leva

Cai o a do índio
A tribo tira tora
Porque o peixe
Já não mora

Como o falso quilombola
Sempre desmata
Cascata
Não é mula a mulata

E a muamba da lata
Não é da Lapa
É da nata
Da cocada branca

Aí na geladeira
Ladeira
Que despencou inteira
De dentro do helicóptero astral

O autor não é infrator
Nem autoral
Atual
Atuado

Tatuado com ferro e fogo
O quilombo não sangra 
Por acaso
Mordaça do atraso 


No caso
Ocaso
Seio
Receio

Rodeio
Centeio
Sexta 
Sesta 

Meia
Cesta 
Ceia
Cheia

Vermelha
Centelha
Na séCega fé

A profanar o laicismo
Faz nova Constituição
Crime-catecismo
Catatônico

É irônico
Como nunca pararão
De nos roubar
E difamar

Se pudessem
Jogariam
O nosso corpo
Ao mar

Na orla
De Fortaleza
Sem nobreza
Com cimento nos pés

64 ditaduras
Tão duras
Torturas
A calar coronéis

Quem vê não viu
O vil voltar
O cidadão civil
Só sabe apanhar

Nas redes
Nas ruas
Nas escolas sem partido
País partido

Alunos cheiram cola 
Agora morrerão no sinal
Sem rima legal
Para consolar a sina

A consoante sem lisura nada ensina
Estrutura que começa a pesar
É com grande pesar
Que no penar não se voa

A pena 
Apenas
Assina a pena
Que pena!

Pequena 
Não é a dor
Ator
Em Diadema

Saquarema 
A sacudir
Até o porto partir
Parto

O parto do pato
Propaga
Quanto imposto 
Imposto se paga?

A praga
Da ignorância
Corrompe
Qualquer tolerância

No confronto inevitável
Tudo já está instável
Só falta a explosão
Como paga

As cotas 
Serão o próximo alvoSó será salvo
Quem delas não precisar

Não adianta 
Pedir para Ishtar
Iansã, Atenas, Ossanha
Toda manha está no Congresso 

O que é de gesso
Já está pelo avesso
Congelado até o talo
No estalo do tálamo

Otelo, o Grande
Onde está Macunaíma? São deles as balas
Nosso peito é um ímã

Porque o dinheiro
Vale mais que o irmão
A marmelada já não é de goiaba
Mas de pizza

E a pisa do César
Não é Monalisa
Salutar a pensar
Na Torre de Pizza

Ateu Poeta
10/01/2017

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

FLASH

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/01/flash.html
FLASH

Depois que aquele raio me atingiu
Vermelho virou a minha cor
Com a pressão da fricção
Sou intocável e invisível

A todo vapor
O homem mais veloz do universo
Perseguido sem parar
Pelo Flash Reverso

Que roubou a minha história
Quer roubar a minha glória
Vindo do futuro
Vou voltar no tempo

E desfazer o destino duro
Mais que um velocista
Com panela na cabeça
E moto sem uso

Que talvez você esqueça
Para ter eficiência
É preciso referência
No calor da ciência

Correr, correr, correr
Para sobreviver
Um super-herói
Eu sempre ei de ser

Se irei vencer ou morrer
A batalha é quem dirá
Porque a justiça
Deve prosperar

Então, pago o preço
Se me apresso
Mudo de endereço
E pelo avesso

Deixo a minha vida
Sem quarida
Além da própria evolução
Não há saída

Entro no furacão
Porque além de escolha
É uma missão
Sou 5 em um

Vertentes diferentes
Cumprindo o legado
Do anterior
Com o mesmo sonho alado interior

O mundo proteger
Sobre tudo
Mesmo mudo
De medo a tremer

Ou a fenecer
Com intensa dor
Minha existência é intensa
Resiliência mais do que extensa

Impulsividade
Versus inteligência
Habilidade e eloquência
Contra depressão e carência

Enfrento de frente os assassinos
Por mais que pareça um desatino
A lágrima cai como um hino
Cada aliado abatido

Deixa o meu ego ferido
E derrete o meu coração
Feito magma em libido
No seio do vulcão

A erupção
Então explode
A ira contamina
E o mundo sacode

Você não sabe o quanto
O heroísmo me fascina
Esse é o ímpeto
Que me rege e domina

Sou mina engatilhada
Que arranca pedaços da estrada
Então, bandido
Pode correr

Meu sobrenome é perigo
E desistir
É só um termo, enfim
Que não existe para mim

Não sou responsável
Pela sorte de Pollux
Acabei virando
Um dos lanternas azuis

Nada mais irá me abater
Procuro paz
E os meus pais
Irão sobreviver

Salvarei o que tiver que ser
Com os poderes a crescer
Até o tempo parar
A minha vida

Eu mesmo vou controlar
E, no fim
Tudo dará certo
Eu sei que sim

Ateu Poeta
03/01/2017

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

SEM ARREGO


Historiadores
Poetas
Jornalistas
Professores

Têm o dever de lutar
Quanto mais esclarecido
Mais ácida a bílis 
No estampido

Sem limites da razão
Faz prosperar
Não se escondam!
Venham!

Enquanto ainda é cedo
Com todas as #DEFORMAS

Tenta nos formatar
O nosso ego
Já conseguiu 
Triturar

Desfazendo os diretos
De expressão
Difusão
Informação

E trabalhistas
Mas, quando vejo
Com seu cajado de Moisés

A abrir o mar vermelho
Da minha mente
Sinto, assim, a verve
Que tanto ferve

E ainda está latente
Ele não é valente
Cada veia começa a pulsar

Falar com esses guerreiros
Companheiros
Faz meu coração corar
E quando um dia

Eu puder fazer
Mais do que poesia
Para lutar, eu farei
Sem pestanejar

Ateu Poeta 
22/12/2016

VOMITAÇO NOS LADRÕES


Para a esperança vencer o medo mais uma vez
É preciso gritar #FORA_TEMER
A plenos pulmões
Com a força de um tenor

Um trator infrator 
Ninguém atropela
A gente vira
O agente do mal está infiltrado

É hora de arrancar suas pressas
Com a pressa de quem tem fome
Com suas balas, blindados e canhões

Se o clamor não bastar
Ainda podemos vomitar
Na cabeça
Desses ladrões

Ateu Poeta
22/12/2016

BRASIL GOLPEADO




Fere mais para sair 

Do que para entrar
E uma vez instalada
É fatal
Pois cria

Internas coagulações
De forma tal 
Que para escapar
Com vida

É preciso ser
Incisivo na ferida 
E, de forma brutal 
Fazê-la sangrar.

Ateu Poeta 
22/12/2016

NÃO HÁ LISONJA MAIOR PARA A PAIXÃO DO QUE NARCISOS COM OLHARES DE VULCÃO. ATEU POETA

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2016/12/nao-ha-lisonja-maior-para-paixao-do-que.html

Não há lisonja maior para a paixão do que narcisos com olhares de vulcão

 ATEU POETA
23/11/2016

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

DADAÍSMO JURÍDICO

DADAÍSMO JURÍDICO

A lei pela lei
É tão parnasiana
Dadaísmo jurídico
Pérolas de porcelana

Calunga com enfeite
A reger uma 
Falsamente laica
Ladra e fascista

Manipuladora
Mequetrefe
Magarefe
Masoquista

Curinga da patifaria
Câncer calculista d'euforia
Destruidora, noite e dia
D'adutora d'alforria

Ateu Poeta
21/12/2016
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.