sábado, 19 de maio de 2018

REALISMO

REALISMO

Razão 
Sem vontade 
É frialdade
Vontade 
Sem razão 
É perdição

Ateu Poeta
19/05/2018

quinta-feira, 17 de maio de 2018

MÁSCARA


Qual é a 
Máscara mais cara?
A que mascara 
A mácula
Ou nos 
Separa
Sã 
&
 Má?

Ateu Poeta
17/05/2018

terça-feira, 15 de maio de 2018

quarta-feira, 25 de abril de 2018

SAMURAI


Você pensa que quer 
Respostas prontas
Com muita sanidade
E qualidade sem esforço
Por isso apronta
Apressa e afronta
Catarse a esmo
Porque você quer mesmo
É o caroço desse angu
A sua vaidade
É pantera feroz
Fênix macabra
Abracadabra
Espada Queiroz 
Que arrasta para o caos
Você quer a escopeta
A batalha
A sarjeta
Fera-fêmea-capeta
Você busca, na verdade
A pura intensidade
Aquilo que lhe invade e perpetra
Chega e penetra
Com fúria e calma 
Sem pedir licença ao mundo
Entra e não sai
Fere forte 
E fura fundo 
A sua alma samurai

Ateu Poeta
25/04/2018

quinta-feira, 19 de abril de 2018

COLISEU


COLISEU

Coliseu era o antigo
Fliperama
Amante da morte
Onde a sorte engana

Ateu Poeta
19/04/2018

SOFISMA SUPREMO

SOFISMA SUPREMO

O universo é filho sem pai
Verso sem poeta
Poesia sem poética
Profecia sem profeta
Diálogo sem dialética
Drummond sem aporética
França sem avião
Franco sem franquia
Sofisma sem ditador
Jovem sem juventude
Confraria sem explorador
Surfista sem prancha
Em um mar de tubarões
Artista em Camarões
Que nunca leu Camões
Jornada que segue em vão
Gérmen sem semeadura
Não sabemos nem
Se vão
As peças desta
Arquitetura
De ilusão
No seio da fissura
Demão sem tinta
Extinta mão

Ateu Poeta
19/04/2018

quarta-feira, 18 de abril de 2018

ARMA QUÍMICA

ARMA QUÍMICA

Não é disfarce fácil
E talvez até clichê
Mas, a minha vida não faz
Mais sentido sem você

Uma mina inteira
Que só beira à ilusão
Esse sorriso grácil
É Vesúvio em erupção

Cada vez que me disse não
Uma nova arma química 
Acertou o meu coração

Seu olhar é um míssil teleguiado
O meu peito é a Síria
Eu sou um rebelde desarmado

Ateu Poeta
18/04/2018

quarta-feira, 11 de abril de 2018

QUAL É?

QUAL É?

Não é questão de tempo
Então, qual é?
Remar contra a maré
É só pra quem tá vivo

Na paralaxe do crivo
De antemão
Do pescotapa ao camburão 
A confraria é doente sempre

Romaria no portão quebrado
Brado ecoado contra a prisão
A elite segue crackeando
 Viralizando seu nazifascismo 

Capitalismo do Sangue faz look
Já subiram as ações do Facebook

Ateu Poeta
11/04/2018

sexta-feira, 6 de abril de 2018

CAÇADOR

CAÇADOR

Roubou 
Minhas asas 
De condor
E voou
A vida virou
Um liquidificador
Sabendo que não 
Nasci 
Pro chão
Solidão
Vou 
Aprendendo 
A caçar 
Escorpião

Ateu Poeta
06/04/2018

sábado, 17 de março de 2018

SAPIÊNCIA E PERDIÇÃO

SAPIÊNCIA E PERDIÇÃO

Multiversos em versos astrais
Poiêsis d'aporética
Dialética magnética d'Isócrates
Zarapelhos são espelhos da matriz
O mundo das ideias no caleidoscópio
Todo ciclope tem visão de lince
Mas nenhuma lateralidade
Tudo flui entre arbitrariedades e a razão
Canção sem som
Multidão de um
Ateu afsan, ibarium
Jorge com Excalibur
Fere a Fênix espartana
Anel de Sigurd no dedo amputado da ciência
Sapiência também é perdição?

Ateu Poeta
17/03/2018

quinta-feira, 15 de março de 2018

CRIMES CAPITAIS

CRIMES CAPITAIS

O seu ego faz eco
De sangue e caos
De Laos a Pequim
De Nova York a Paris

Já é tarde demais
Pra outro porto
Outro parto
Outro cais

Os diamantes são mais delirantes
Que o uivante amanhecer
O que é importante
Você finge esquecer

Tudo o que reluz ilude
O que não se faz por um minuto de poder?

Ateu Poeta
15/03/2018

quinta-feira, 8 de março de 2018

A COR DO EFÊMERO

A COR DO EFÊMERO

A cor do efêmero
Afaga a dor
Afoga a faca
Adaga
Adega
Adágio à grega
Agrega
Alega alegro
O saber tem sabor

Ateu Poeta
09/03/2018

quarta-feira, 7 de março de 2018

DESÁGUA

DESÁGUA

Eu aprendi
Só tem valor
O que desaba
O que se acaba
O que é paixão
E se a solidão
Deságua
É porque é ínfima
A imensidão

Ateu Poeta
08/03/2018

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

TUIUTI, A CAMPEÃ DO POVO

TUIUTI, A CAMPEÃ DO POVO

A Globo manipula de novo
Mas, tu és a campeã do povo
Tuiuti, Tuiuti
A vitória pertence a ti

História com sabor de glória
O boicote era inevitável
Arrancaste lágrimas
De modo admirável

Com uma denúncia formidável
Vampirão com faixa de presidente
Neste Brasil imprudente
É deprimente

O que nos deixa descontentes 
É a volta das correntes
A carteira de trabalho
Indo para o calvário

E o erário?
Vai pro bolso do salafrário
Que diminui o salário
E mente na televisão

Por baixo da cortina 
Tem muita corrupção
Patos patéticos, panelas
Princípio de passarelas

A elite finge ser donzela
Mas não zela pela memória
A verdade vira estória
E a História, ira de gazela

Pra quem não sabe
Peremptória
A farsa se repete
Em trajetória 

Golpe civil-parlamentar
A truculência tem mão militar
Opulência maçônica
Trama armada, faraônica

A obsolescência 
É tão programada
Que a mão invisível
Preda pela audiência 

O plim-plim de prata
Ainda veste Prada
E produz fake-news
Com a justiça comprada

Ateu Poeta 
14/02/2018

sábado, 10 de fevereiro de 2018

AERODINÂMICOS CAP5: EVOLUÇÃO DE 3º GRAU

AERODINÂMICOS CAP5: EVOLUÇÃO DE 3º GRAU

Dez tigres saltam sobre a águia de uma vez, ela devorou dois, mas os outros oito a feriram fundo com seus dentes de sabre.

A águia levantou voo a devorar mais alguns tigres naquele jogo de quem devora quem, outros saltaram de cima das árvores. Eu só pensava em sequestrar os filhotes e formar um exército de tigres para soltar contra os aerodinâmicos, se fosse possível sobreviver.

_Geralmente um predador não devora outro_ Disse alguém.

_Por qual razão?_ Perguntei enquanto tentava ver de onde as palavras vinham.

_Os predadores consomem proteína e não produzem, isso é mais uma prova de que mesmo a evolução é falha, pois nenhum ser vive sendo auto-suficiente, somos todos dependentes.

_Você não é um predador também.

_Intermediário, mas sou mais do que você um grau.

_Sei. Um aerodinâmico metido a besta só porque voa.

_Sim, na verdade, três graus acima de você. Olhe para cima._ Olhei e o aerodinâmico em questão tinham asas com plumagem densa e também bico de águia e era maior que os demais.

_Que droga! Você não param de evoluir?

_Ha-ha-ha! _A risada vinha de muitos ao redor, eram tantos que  o dia parecia anoitecer.

Ateu Poeta
10/02/2018

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

AERODINÂMICOS CAP4: A SELVA

AERODINÂMICOS CAP4: A SELVA


Os antigos humanos se dizimaram, as 300 tribos são descendentes de uma única tribo em fuga que ia migrando cada vez para lugares mais altos e por isso as evolução.

Os aerodinâmicos devem ser para o meu povo a próxima etapa evolutiva, assim como alguns aerodinâmicos agora têm penas e planejam viver fora da Terra, mas os que atravessaram a exosfera logo descobriram que ao sair, pela falta de gravidade, fica-se à deriva e quem volta pega fogo na entrada, por isso há uma impressão de haver uma grande chuva de fogo, mas são só os aerodinâmicos mais evoluídos voltando para morrer tostados .

Também tentei sair da Terra, mas a minha águia congelou e eu com ela, e novamente estava eu a cair até que a centenas de quilômetros abaixo, quase caindo no mar, a águia acordou e conseguiu planar enquanto uma infinidade de tubarões-brancos tentavam morder, mas foi a águia que segurou dois e os devorou no ar.


Ao pousarmos notei que ali era uma selva , talvez sem humanos o mundo todo tenha se repovoado de árvores. Está certo que algum dia o Sol devorará tudo, mas enquanto isso os meus problemas são os tigres-dentes-de-sabre que voltaram a existir, numa versão um pouco maior do que os da época jurássica.

Ateu Poeta
90/02/2018

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

AERODINÂMICOS CAP3: CARNIFICINA

AERODINÂMICOS CAP3: CARNIFICINA

No dia seguinte, assamos a primeira ave enquanto outros humanos eram jogados no ninho, ao subirmos o mais alto possível avistamos ninhos e águia-mãe deste começa a voltar, então, pusemos fogo no centro do ninho e a fumaça fez a águia vir mais rápido, com olhos a lacrimejar.

_Vamos subir nela ou ela irá nos devorar!_ Clamei. Eu não contei, mas deveria ser por volta de uma centena. Ao subir todo mundo a águia ainda devorou alguns, logo eu subi até a cabeça e chutei um dos seus olhos. A águia começou a voar desnorteada e foi cair justo na minha tribo onde todos saíram de suas cavernas para ver o monstro.

Sugeri que matássemos a águia o quanto antes para nos livrarmos dela em vez de acontecer o contrário. Começaram em seguida a cegá-la com arpões e lhe amarraram os pés com muito custo.

Quando finalmente deu certo foi feito uma fogueira gigante para o banquete, mas o fogo atraiu outras águias e por acaso algumas provaram da águia assada e começaram a virar canibais. Foi uma enorme batalha entre elas, mas algumas foram por nós cavalgadas com cabrestos forjados no momento, na gambiarra.

Reparei que os aerodinâmicos faziam o mesmo, mas uma parte de nós foi mais esperta e conseguiu fazer capuz gigante para alguns e deixou-as sem alimento, alimento-as aos poucos após vários dias até algumas ficarem aparentemente dóceis com humanos. 


Os aerodinâmicos resolveram atacar as tribos humanas, então a minha resolveu fugir para locais planos onde a humanidade vivera antigamente, aqui onde vivo são plataformas acima das nuvens onde a humanidade anterior não suportaria viver.

Éramos 300 tribos humanas, agora dizimadas em uma grande carnificina. Aprendendo a controlar as águias os aerodinâmicos não precisam mais de nós.

Ateu Poeta


08/02/2018

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

AERODINÂMICOS CAP2: CANIBAL

AERODINÂMICOS CAP2: CANIBAL


Então, eu tinha me atirado, seguindo aquele louco sonho de voar, e caí, caí, caí, até que senti algo me segurar pelos pés; era um humano planador com pés de harpia e couro aberto como um esquilo voador. 


Enquanto batia as asas, subindo mais e mais, começou a falar:_ O que deu em você de se atirar assim? Que loucura!_ Avistei outros seres iguais a ele também segurando humanos iguais a mim.



_Você é um ser estranho,_Respondi_tem asas de morcego e pés de águia.



_Onde você viu essas coisas?_ Indagou a criatura.



_Em revistas que os aerodinâmicos trazem para a tribo.



_Então, você sabe ler?
_Sim, eu aprendi vendo alguns fazendo isso.



_Mas, isso não importa, você vai virar comida de águia.



_Como?_ Avistei um ninho gigantesco com enormes filhotes monstruosos e famintos a devorar humanos que alguns aerodinâmicos jogavam, mas, alguns humanos começaram a se rebelar e fizeram as aves devorarem-se umas às outras.


_Por que vocês fazem isso com a gente?_ Perguntei.

_Porque se não fizermos, as águias gigantescas capturam os aerodinâmicos. Nós criamos vocês para isso, e os que sobram nós comemos, carne de humano é boa.


_A de aerodinâmicos também deve ser._ Arranquei um pedaço de um dos dedos dele com uma grande mordida. A criatura deu um urro de dor e me soltou mas veio atrás quando caí no ninho. Nisso, um dos humanos enfiou uma estaca em seu pescoço.

Quando a noite caía nós fizemos fogo com varas do próprio ninho e queimamos a palha, assamos o aerodinâmico, aquilo para mim era canibalismo já que um aerodinâmico não era mais que uma espécie de humano evoluído.

Ateu Poeta
06/02/2018

sábado, 3 de fevereiro de 2018

CRÂNIO DE DRAGÃO

CRÂNIO DE DRAGÃO

Cadmus, Loki, Apófis
Um milhão de gigantes do chão
Eles, cabeças, certezas
Titãs

Infinitas fortalezas
E eu? Só um dente
Estridente de dragão
Norato, Jormungand, Basilisco

Tantas outras serpentes
Cachoeiras de correntes
Labirintos ferinos da Besta
Baklimet-Fenrir

Macabra caverna
No meu coração

Ateu Poeta
04/02/2018

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

OPERAÇÃO CABARÉ

OPERAÇÃO CABARÉ

Vampiro vivo?
Realmente não está
E a Lava jato
É pra pato amar

Talvez gato angorá
Louros e papagaios
"Raios, raios!"
Não há fim nas chacinas

Se todos os golpistas 
Fossem meninas
Do cabresto de leite e café
Neste país de Pelé

Que não pega fogo
De 7 a 1 segue o jogo
Se não mudar a maré
Brasília é um puteiro

Operação Cabaré
A suruba persiste
E a lei só existe
Para o Brasil leiloar

Do Rio ao Ceará
A corrupção come solta
A febre é verde
E amarela

Querela, como não querê-la
Se o Direito não é direito
E à direita só entorta?
A Constituição está morta

Já não há porta nem porto
O que foi parto é aborto
Jorra sangue sem trincheira
Mané, passa a carteira!

Dar trabalho dá trabalho
É mais fácil difamar
Quem deu casa, comida
Saúde e educação

Sem morar em mansão
Tatuagens reformam
Nepotismos de cruzeta
Caixa 2 agora é 3

Quarteirização
Manutenção da escravidão
E aposentadoria
Chamada de "vagabundização" 

Ateu Poeta
02/02/2018

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

DEVASSA

DEVASSA

É tanta lista 
De golpista
Fascista
Nazista
Tem que enumerar
Cadê as malas 
Que tanto ao Brasil abalam?
Sem amá-las o Vampiro sorriria?
Tão grande é a euforia
De ver Lula na cadeia
Que encandeia os olhos febris
Dos seres mais vis 
De dentro da caverna
Escutam o plim-plim chegando
À Lei seguem enganando
Com pó de pir-lim-pim-pim 
Dólar, Euro ou Real?
Nessa mandinga 
Tem de Índio à Boca de Sapo
Sempre um papo de que nada muda
E a multidão segue muda
Enquanto seres maléficos
Tramam com a máquina usurpada
Colarinho branco
Tudo é piada
Virou Banco Imobiliário
Uma pá de salafrário
Desviando erário para suas deformas
Sem revolta organizada
É previsível a nova jogada
O gado segue no rebanho
Após o banho é o açougue 
Nem o Batman nem o Dougue
Podem parar o Senado 
Parlamento e Supremo
É tão extremo que nem há prova
Nem reprova o que não passa
Democracia é mera carcaça 
Ditadura-carapaça 
Que não cai
Não sai
 Devassa!

Ateu Poeta
01/02/2018

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

DITADURA EM DÓLAR

DITADURA EM DÓLAR

Faz sol na mansão
E sombra na praia
A justiça molha a mão
E enxuga com a saia

Eu vou ver Gilberto Gil
Lula foi o melhor presidente do Brasil
Perseguição no meio digital
Malandro que é rico não compra sal

É tanta mala e maracutaia
Santa Catariana, Acre e Marabaia
De Geddel a Malafaia
Falha no sistema que só tem lacraia

São Paulo quer se emancipar
Junto com o sul, que não cansa de quebrar
Enquanto isso, a filha de Roberto
Não consegue fazer nada de certo

Tem tanto prefeito de fachada
Que fecha emergência
E apaga a História registrada
Que furada!

E a Fiesp que não paga o pato
Fez amarelinho de otário
E agora pisa com o sapato
Diminuindo o salário

O piso nacional
É inverso à gasolina
Enquanto o povo vai pro pau
Tem arara no carnaval

Que democracia é essa?
Ditadura disfarçada 
Com dólar à beça
Até na sacada

PEC da morte
Escola sem partidoGente pedindo esmola
Neste país ferido

De Pacoti ao Rio de Janeiro
O trem de Temer
Massacra sem freio
É melhor sair do meio

Ateu Poeta
12/01/2018

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

DOCE MIRAGEM

DOCE MIRAGEM

O que soul
Ninsei
Nem sol
Sem clave
Não sei se Sol
Teus olhos de blues 
No arrebol
O azul do céu
É meu lençol
Meu coração é sideral espaçonave
Ave real
Rumo à miragem
Perdeste a chave
O teu seio é a doce viagem
Do ideal

Ateu Poeta
25/12/2017

sábado, 16 de dezembro de 2017

A DANÇA DA CHUVA


Eu me aproprio da chuva feito luva 
Para ver teu olhar
Porque sei que na dança da lembrança
Posso te encontrar

Meu coração nunca se cansa 
De se apaixonar 
Bate tão forte que balança
Ao sabor do mar

Não descobri ainda aonde
O meu norte quer me levar
Com sorte será em teu regaço 
O porto a pousar

A libido no peito ferido 
Vem me açoitar 
Eu só queria a flechar do Cupido
Pra te conquistar 

Ateu Poeta
16/12/2017

sábado, 9 de dezembro de 2017

CAPTURA

CAPTURA 

Feliz de quem vinculou-se 
A uma nomenclatura qualquer 
Um nome e nada mais 
É tudo o que de mim sobrará 

Quando descansar em paz 
Não entrarei na História 
Mas estarei nas entrelinhas 
De alguma história 

Serei a mentira devassa 
Que domina as noites 
De valsa 
Ou a verdade estampada 

Que cega 
Aos imaturos 
Quem sabe, 
Parte do muro 

Da anti-imortalidade 
Ou talvez 
Mais um mito 
A rondar a cidade 

Tal ou qual qualidade 
Que tive 
Acabara 
Grafada em pedra 

Ou carrara 
Em lantejoula 
Ou cristal 
Lá se vai 

Mais um carnaval 
A caravana que pequei 
É lotação 
Sem pista 

Ou estação 
Pois ninguém conduz 
Não há nenhuma cruz 
Meus átomos 

Serão luz 
O dia 
Seduz 
Mas é pra noite 

Que vamos 
Não importa 
A batalha 
Que travamos 

Ninguém escapa 
Do xeque-mate 
Pra vida 
Não existe empate 

A todo rei 
Se abate 

Ateu Poeta 
20/10/2009 
4h e 22min 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

ARISCA

ARISCA

O bom predador
Fingindo ser caça
Caça o caçador
É fera na risca
Quem se arrisca
A pegar 
A isca 
Arisca
Se pisca
O que belisca 
Também mata
Na mata
Na relva 
Na selva 
Ou no mar
Não carece amar
O amargo febril
A vida vale mais
Que o bote bravio 
Ou o vício fabril
Da ira 
Armar

Ateu Poeta
08/12/2017

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

SI BEMOL

SI BEMOL

Teu perfume 
Brilha mais 
Do que o Sol
A tua boca 
Tem sabor 
De arrebol

Que traz ciúme 
A bem-te-vi 
E rouxinol
Tanto faz 
Se és flor do cais
Em si bemol

Quem não quis 
Do teu caos
Um doce mol 
Pra ser feliz?
Tens sublime beleza 
E mansidão

A despertar 
O mais nobre
Vulcão desativado
Coração desavisado
Explode
De paixão


Ateu Poeta 
02/12/2017

DÓ MAIOR

DÓ MAIOR

Não dá para viver no gelo
Sem virar esquimó
Um sorriso tão perfeito
Ser tão só
Sertão verter
Grão em pó
Coração delirante
Não dar nó
Ou a lágrima cair
Sem dor
Nem dó

Ateu Poeta
01/12/2017