segunda-feira, 12 de junho de 2017

VÍRGULA

VÍRGULA


Um número vezes quinze (15) é igual a este número dividido por dois (2) mais ele mesmo mais a vírgula andando uma casa para a direita, sendo que a vírgula para a direita equivale a aumentar um zero (0) ou multiplicar por dez (10).

É como dizer que o 10, o 0 e a vírgula fossem para a Matemática a mesma coisa e estas equações são a complexidade, que significa dobradura, enquanto simplificar é tirar a dobradura.

Do mesmo modo que um fole só produz som ou vento ao se mover, o cálculo é a complexidade para a simplificação, ou seja; a dobradura serve para se chegar a um lugar sem atravessar o meio.

Assim como um número vezes 15 é igual à soma desde mesmo número quinze vezes. Lembro-me da questão do universo como um pano de sinuca, como Einstein explicara a questão da pressão de densidade de massa sobre a outra, que vale para pressão também por eletricidade, magnetismo e junção, inclusive da questão de buraco negro, o que faz lembrar também do proposto buraco de minhoca, mas de outra forma que não tenho certeza alguma, são só  pensamentos que vieram de repente e nada mais, nem sei se isto chega ou chegará a ser visto como Filosofia, ciência ou somente literatura, ou um tratado sistemático sobre nada, anacrônico, lunático, ou visto mesmo como grande parte dos meus leitores e não-leitores veem a maioria das coisas que eu produzo como algo puramente pretensioso. 

Não é de estranhar que civis criados como gado jamais aprendam a ser pastores de si mesmos, foram criados de joelhos e jamais poderão admirar um ajoelhado que fica de pé, porque ficar de pé é somente para quem pertence à casta dos grandes ludibriadores escravistas, sanguinários, abutres ferozes que são algozes hipnotizadores de massas.

O que é um civil se não um selvagem domesticado sob um manto pueril? Pois bem, voltemos à questão das dobraduras. 

Imagino o universo como um pão fechado. O que há em cada parte de fora da casca quando você parte ao meio pode se unir por causa desta dobradura criada. Se o universo for um corpo que não pode se partir, o movimento que vemos e notamos com nossas mentes e aparelhos são somente dobraduras, como espécies de ondas no mar.

Mesmo assim, nada se criaria, mas, também não teria havido big-bang algum, nem cubos-mágicos-automáticos, nem multiversos, nem buracos de minhoca e nem buracos negros, na realidade, porque o buraco negro seria como migalhas a se partir na casca do pão, mas indo para outras partes da própria casca.

Aí me veio uma pergunta: a repetição será tão simples quanto 1 e vírgula, sendo 1 a matéria e a vírgula correspondente ao 0; algorítimo de espaço em vácuo ou não-matéria, ou imperfeição, ou ausência?

Na proposição do universo pano de mesa de sinuca as bolas são as partículas, que a cada dia a ciência descobre formas menores numa jogada a mais para um suposto infinito de mais do mesmo onde acaba gerando confusão e sendo usadas pelos falsos cientistas que criam religiões chamando-as de "ciências ocultas", se são ocultas é porque são segregacionistas e não testadas, logo; não são ciências nem de longe, mas falsificações niilistas a fim de atrair para si justamente clientes desiludidas com as religiões conhecidas e ao mesmo tempo carentes demais ou medrosos demais para usar a ciência mesmo como um método racional.

Se o espaço fosse imutável mas ao mesmo tempo tremulante, uma era poderia ocorrer de criar dobraduras onde alguma coisa no ponto A pudesse passar para o ponto Z sem encostar nas outras letras do alfabeto e ao mesmo tempo sem a necessidade de ir ou voltar no tempo, o que sempre me pareceu algo incrivelmente absurdo, sem a viagem Mário-Brós por um cano adutor chamado buraco de minhoca onde o início sugador se chamaria buraco negro e o fim dejetor se chamaria de buraco branco, a debocar num multiverso paralelo ou coisa de gênero e sem outra loucura comum no cinema e até em desenhos animados que é a tal desmaterialização, onde depois haverá uma rematerialização num flash de luz a ultrapassar galáxias em um tempo que nem mesmo a luz em si é capaz. E se nada é mais rápido do que a própria luz, isso consiste em que ao se aproximar da velocidade da luz o objeto tenha os seus átomos agitados de tal modo a virar eletricidade que um pouco mais agitados virariam átomos de luz e energia que é luz, logo; matéria, luz e energia seriam apenas 3 partes da matéria em si só que em agitações ou super-agitação ou quase não agitação e se houvesse ausência total de movimento, isso seria a suprema escuridão, talvez a luz não expulse a escuridão mas somente a agite e com isso a transforme também em luz, que é uma radiação, que não deixa de ser um modo de agitação e com isso a ideia de qualquer ser ultra além que expurgou de si qualquer coisa ou que tenha sonhado qualquer coisa ainda é irrelevante, o mais próximo disso seria na suprema agitação em que tudo um dia virasse luz, como diz em uma canção da banda "Engenheiros do Hawaii", o que seria a extrema radiação onde seria impossível a vida acontecer e de repente seja este super clarão a ilusão das super-novas ou mesmo um em vários big-bangs e a própria ilusão das estrelas mortas que brilham no céu, porque de repente as estrelas poderiam ser apenas migalhas do clarão supremo que ainda não diminuíram bastante a agitação suficiente do espaço.

Contudo, de repente, a vírgula é que fosse a escuridão e onde exista o 0 não exista 1 e a luz se encontra, como no espaço entre palavras, ou número. Luz, matéria e energia sendo a repetição de letras criando textos no caos enquanto a vírgula dá os zeros suficientes para gerar em nosso cérebro, metáfora do universo em dobraduras, uma imperfeita mania de sentido e perfeição, que o diga Fibonacci 

Ateu Poeta 

12/06/2017

sábado, 29 de abril de 2017

EU VOU JOGAR CAPOEIRA

EU VOU JOGAR CAPOEIRA

Não importa se é ateu
Da umbanda ou Candomblé
Pra jogar capoeira
Você tem que ter axé

Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé 

É na esquiva
É na malícia
É na mandinga
É na ponteira

Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé 

Já quebrei minha corrente
Não queira outra me botar
Hoje eu vivo contente
Eu vou jogar, eu vou jogar

Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé 

Se o meu amigo Bodó
Estivesse aqui jogando
Com João Doido e o Piu
O mundo estaria cantando

Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé
Ter axé, ter axé, você tem que ter axé 

Ateu Poeta
29/04/2017

quarta-feira, 26 de abril de 2017

As correntes de Andrômeda estão sempre a aprisionar, e o Cetus mora na caverna

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/04/as-correntes-de-andromeda-estao-sempre.html As correntes de Andrômeda estão sempre a aprisionar, e o Cetus mora na caverna
Ateu Poeta
26/04/2017

O historiador é um caçador de lentes que está sempre a aprimorar

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O historiador é um caçador de lentes que está sempre a aprimorar
Ateu Poeta
26/04/2017

Será que a felicidade não é só resiliência?

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Será que a felicidade não é só resiliência?
Ateu Poeta
26/04/2017

Toda lei de Murphy tem o seu próprio Robocop

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Toda lei de Murphy tem o seu próprio Robocop
Ateu Poeta
26/04/2017

Quando a poesia grita tudo muda ou emudece

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/04/quando-poesia-grita-tudo-muda-ou-emudece.html
Quando a poesia grita tudo muda ou emudece
Ateu Poeta
26/04/2017

sábado, 15 de abril de 2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

FOGO DE VULCÃO

FOGO DE VULCÃO

És ilusão 
Pura paixão
Jogo, desejo e sedução
Tem fogo em teu beijo
Veneno que inebria
O fio da razão
Luar e Prazer
Que vive a cantar
Até o céu fenecer
Pequena imensidão
Arde em teu seio
Sem nenhum receio
Um mar de vulcão
Maré de magma
Sinfonia de caos e cais
E o resto do universo
Para mim tanto faz

Ateu Poeta

14/04/2017

sábado, 8 de abril de 2017

SOBRE APOFENIA (PAREIDOLIA)

SOBRE APOFENIA (PAREIDOLIA)

Procurando por #Pareidolia e #Apofenia (acredito que vindo de "Apófis"; serpente-demônio da mitologia egípcia), por tabela, entendi uma coisa que aconteceu comigo dia desses. 

Eu estava assistindo por acaso um pequeno documentário em #Inglês e num dado momento tive a impressão de que uma das pessoas falou exatamente a palavra que eu li em #Português. 

Eu escutei mesmo, mas não foi o que ele falou, tive uma vaga ilusão de que o documentário tinha ficado em #Português e com isso eu parei de olhar e voltei e falei pra mim mesmo, isso foi uma ilusão. 

Lembrei de uma outra pessoa dizendo, certa vez, que deixara de ler por desatenção e deixou de entender o filme, aí falou mais ou menos assim: "_Eu esqueci que o filme não era em Português, deixei de ler e parei de entender o filme". 

Talvez isso seja exatamente Apofenia. Talvez seja ao mesmo tempo uma mistura de defeito cerebral da humanidade com evolução

Ao perceber o que aconteceu, na hora eu tomei um susto, mas agora, ao ver estes termos, que achei por acaso e fiquei lendo, eu entendo que a coisa pode ser muito mais comum do que parece.

Eu imagino que o nosso cérebro tente nos criar um ar de familiaridade com coisas que a gente tenta se fixar e talvez isso seja um recurso que ajude à nossa aprendizagem, uma espécie de #auto_catalizador embutido em nós pela evolução.

Claro que Apofenia deve existir à priori por extinto de sobrevivência, aguçar nossa imaginação para que possamos fugir mais eficientemente dos perigos. 

Talvez essa coisa que nós artistas temos de criar música, imagem, personagens e poesias no automático seja apofenia e, no meu caso isso deu uma aguçada considerável depois de eu virar ateu com 100% de convicção, de repente pelo fato da apofenia não me criar mais pesadelos, mas por ser tipo um programa instalado, agora ela se volta para aguçar os meus instintos no mundo de fato e também para a criação artística, que é a coisa mais importante para mim.

Agora eu entendo porque eu passei a criar mais em sonho após perder a fé. Eu já havia notado esse fenômeno, mas não fazia ideia do que fosse. 

Nosso cérebro tem diversos recursos padrão que de fato merecem ser deveras estudado com afinco. Agora eu compreendi mais ainda que ao perder a fé, eu não perdi nada, eu apenas ganhei. Eu dei um presente a mim mesmo de valor imensurável.

Ateu Poeta

quinta-feira, 30 de março de 2017

FLOR OPALA

FLOR OPALA

Na madrugada somos água
Desde que a Vespertina era menina
O destino desatina
E a mágoa deságua em revolução

Todo vulcão se converte em cinzas
Quando as ligações desligam
E todo o universo cala
Em teus versos subversos

Fina flor de opala
Que estala o coração mais adverso
Na garganta desentala o grito
Sob o rito de uma estrela rara

Ateu Poeta
30/03/2017

terça-feira, 28 de março de 2017

ALFA-RÁ-BIO

ALFA-RÁ-BIO

Quando o não-ser está
Corrói
Cria cicatriz
Por um triz
Mói
Gera ser em nostalgia
Sangria
Surfando em saudade
Que invade
E ferve em euforia

Elfo ria

Alforria
Sinistro sintoma
O gume, o grude, a goma
A agonia
Cantoria
Cantoneira inteira de harmonia
Mania de sinestesia
Fantasma, Fântasos
Fantasia
Ateu Poeta

28/03/2017

segunda-feira, 27 de março de 2017

TUPÃ-TERA

TUPÃ-TERA

Vocês nos imprimem os seus códigos de barras
Forçam a barra pra que sejamos normais
Presos às normas mais anômalas
Depois cobram de nós que não sejamos iguais


Esqueletos obsoletos da radiação
Enquanto o sistema gera podridão
Fantasmas à deriva na imensidão
Almas amargas, margaridas sem chão

Pássaros mortos postos pra cantar
Todos apostos prontos pra voar
Entoando a canção aprendida na gaiola
Que aprimora os postos mais banais

Diáspora do agora
Que se ancora no caos
A depressão só vai embora
Enquanto é carnaval

O canavial ao escravo devora
No crivo que apavora
O terror é normal
Febril temporal

Ateu Poeta
27/03/2017

domingo, 26 de março de 2017

MALANDRO DEMAIS

MALANDRO DEMAIS

Você nunca foi homem
Jamais teve ideal
Cresceu em cima do meu nome
E hoje acha que é o tal

Não passa de um mito criado
Uma farsa industrial
Só sabe viver de trapaça
Disfarça uma ganância abissal

Rouba mérito e dinheiro
De modo fenomenal
No fundo, nunca foi inteiro
Arteiro, a face do mal

É um grande garapeiro
Larápio, malandro demais
Já virou bicho rasteiro
Um boçal vindo dos litorais

Sempre fingido de amigo
Engana até o Papa
Depois que ganhou abrigo
Virou o assunto da Lapa

Pior que na praça está cheio
De gente assim, tão igual
Ainda farei um sorteio
Pra saber qual o mais cara de pau

Geralmente, são bons viajantes
Vivants, amigos do alheio
Vivendo da ajuda dos fãs
Mais fama que afã e receio

Quem se aproxima é sugado
Tende a ser sugado
Ao lado, na esquina
Na França ou na China

Não importa quem 
Será prejudicado
O crime, para vocês
É rotina e predicado

Ateu Poeta
26/03/2017

quarta-feira, 22 de março de 2017

NAVIO NEGREIRO

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/03/navio-negreiro.html
NAVIO NEGREIRO

Refrão: Será mesmo que o negro
Escapou da escravidão?
Foi no seio da Bahia
Que nasceu esse refrão (bis)

Ainda existe 
Quem trafique os irmãos
Faz parte do sistema
Esquema de opressão

Só para a Itália
Já foi mais de um milhão
Mulher é jogada
Na prostituição

Estende-se para a Espanha
Holanda e até Alemanha
A brutalidade
É sempre tamanha


Refrão: Será mesmo que o negro
Escapou da escravidão?
Foi no seio da Bahia

Que nasceu esse refrão (bis)

Homens e crianças
Assassinados feito gado
Seus órgãos são vendidos
No Macabro Mercado

Os restos mortais
São descartados
Sem deixar vestígios
Dos pobres coitados

Homem branco 
Também é leva
Mas, é muito mais fácil
Sequestrar o favelado


Refrão: Será mesmo que o negro
Escapou da escravidão?
Foi no seio da Bahia
Que nasceu esse refrão (bis)

Quanto mais pobre
For o país
Mais gente some
Estatística infeliz

Para a Grande Mídia
Miserável não tem nome
Se você examinar
Um navio de renome

De janeiro a janeiro, descobrirá
Que ele é o mundo inteiro
Não importa muito
Se você ginga

Se luta capoeira
Ou se é quilombola
De Angola ou Mandinga
Porque essa mafiocracia

Comanda o corte e a emenda
Mata a democracia
Faz-se tudo de encomenda
Seja noite ou seja dia

Os grilhões
São a própria sepultura
Eles têm balas e canhões
Nos porões da ditadura

Refrão: Será mesmo que o negro
Escapou da escravidão?
Foi no seio da Bahia
Que nasceu esse refrão (bis)

Ateu Poeta
22/03/2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

A EXPLOSÃO

 A EXPLOSÃO

Neste mundo cão
A mais triste solidão
De supetão 
Vem aflorar

Intolerância aos sete nós
Fragrância de fel sem foz
O ódio impera sobre nós
Seduz como a Megan Fox

Cegos em egos
À toda voz
Quem enxerga 
Que se erga

Só quando é tarde 
O alarde se dói
DÓI CODI vem
Feito noz

Quem não tem esquilo
Grita no asilo
Caça feito grilo
Mendes ou Murilo

Humanos, nem sei mais
Onde estão
Bicho no poder
A fazer falsa revolução

No seio da canção
Fenece o irmão
Por culpa braba
Da religião relapsa

Os porcos se vendem
E todos pagam
A dívida dos tolos
Do Arpuador à Lapa

A lápide lapida
A vida sem razão
Refrão sem direção
Causará a divisão

Só a suástica tem força
A foice foi-se em paz
O vermelho caiu
Soltaram Barrabás

Do Japão a Aquiraz 
Aqui jaz a união
O vil metal a conquistar
O reinado do vilão

Carrascos suprimem
O pão com seus cascos
Fino e febril fiasco
Golpe no seio do Brasil

Estopim a galope
Trottoir civil
Estampido dolorido
O colorido não se viu

Penas cortam espadas
Sangradas ou não
No nosso peito uma granada
Em suprema explosão

Ateu Poeta
04/03/2017

quinta-feira, 2 de março de 2017

REVIRANDO NÓS

REVIRANDO NÓS 

O céu derrama 
Dramas para quem não tem
As damas postas no além
Aquém da realidade

Moldam a polaridade de alguém
Por desprezo ou vaidade
A sanidade vai e vem
Em versos orbitantes

A pátria nunca foi nem será o Sol
Mas manda no arrebol
Sinfonias de sangue
Para delírio do congresso

Chá de lírio e de regresso
Processo de listas
As listras já não se escondem mais
De Juazeiro a Pinhais

Juízes e carrascos
Culpados de pecados mil
Inflamam fogo no Brasil
Com hipnose e decretos

Secretos são os planos
Dessa gente
Um tucano indecente
Quer tornar cadente

Cada estrela
O pó
Que chamam de cocaína
Está na esquina

Revirando nó
Atropa dá e leva choque
Cega, sega e maltrata
Com a brutalidade ingrata

Para com quem tira o jiló
E aumenta o pão de cada dia
Com firmeza e galhardia
Mas, só importa a sangria para o arigó

E para quem tem dinheiro
Lá no Rio de Janeiro
Que faz carnaval o ano inteiro
E não vai para o xilindró

Ateu Poeta
02/03/2017

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A ÁGUIA E A CORUJA

A ÁGUIA E A CORUJA

Águia e coruja não se bicam
Nem se beijam
Um predador não come o outro
Geralmente

Não porque seja deprimente
Ou canibal
Ou qualquer rito tribal
Mas, por não haver nutriente

Que alimente mais
Do que o secundário
Produtor natural
Herbivoraz 

Ateu Poeta
28/02/2017

sábado, 25 de fevereiro de 2017

WILLIAN WALLACE

WILLIAN WALLACE

A vaidade não é nada 
A sanidade é uma piada
Quando a jornada 
Sobrepuja a honra

A liberdade é possível
A luta sempre é incrível
Com invencível armada
A liderança se forja na espada

A arrogância da ganância é podridão
Quem não tem coração persegue
Oprime os já oprimidos
À exaustão

A luxúria manipula a massa
Enquanto a farsa dança sublime
Todo homem quer alguém 
Que o estime

A traição deixa a sua fumaça
Ir muito mais além
Não é para qualquer um
Willian Wallace

Não se rendeu
A rei algum
Todos nascemos e morremos
Poucos brilharão

A História não é só glória
Será que é tudo em vão?
Talvez, a tragetória
Seja apenas comédia da ilusão

Ateu Poeta
25/02/2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

FALSAS MUSAS

FALSAS MUSAS

Quando o teatro cair
Não adianta reclamar
Quem não foi conferir
Mentiu sobre amar

Vendeu o leito do rio
Desmatou pra acabar
À minha terra feriu
A guerra encerra o cantar


A serra segue febril
A desertificar 
Pacoti desistiu
De se levantar

É tão fácil seguir
E difícil lutar
Construção civil
Está acima do lar

Quem foi que viu
Alguém gritar
Contra o fuzil?
A forca está no ar

À força vem dominar
Dogmas do poder
Feia fera
A ladrar

Preferem se render
À prosperar
Promessas a escorrer
Pretensão de driblar

"Inverdades" gasguitas
Amargura à gralhar
Inquisição do sertão
Do Inferno ao mar

Pinta de verde o peão
Com jargão a jogar
Enquanto o escorpião
Cresce sempre a calar

"Aprenderam da língua
A se alimentar"
Quando faltar o pão
Quem irá comprar?

A urna arde na mão
Urram no pátio a pastar
Quando a provocação
Por droga assaltar

A educação
Já cansou de sangrar
Embebida em ilusãoDialética

Fagulha em fricção
Poética
Alerta no coração
Não há ética

Tudo é decifração
Cibernética
Fragmentação
Fração estética

Cifra, selva, cifrão
Prova tática
E uma população
Estática

Triste botão d'aporética
Na programática
Não importam onde estão
Os erros de gramática

A grana mora na lama
Jogada da dama
Pó em grama
Grades de porcelana

Tudo em tempo
Sem alento
Atento
Tanto quanto Alencar

Elenco torto
Já bem morto
A murta muda
Emudece a elencar

Entre crivos e arquivos esquecidos
Falsos museus
São as musasNo altar

Quem tem os seus 
Não teme adeus
E jura para um deus
Que nunca esteve lá

Ateu Poeta
16/02/2017

sábado, 11 de fevereiro de 2017

UM SIMPLES ADEUS

UM SIMPLES ADEUS

Há certos tipos de chaga
Que o tempo nunca apaga
A poesia não afaga
Consagra e sangra na canção

Que o coração propaga
A lágrima cai
Mas não paga
Porque a saudade não sai

Foras ao mesmo tempo
Zé Ramalho e Chicó
Afora, jornalista
Em Pacoti, um artista

Espalhavas graça ao teu redor
Adeus, amigo!
O mundo não dá abrigo, faz nó
Na solidão que dá em dó

Contigo foi a brisa
Do riso e carisma
Comigo ficou um vão sem jeito
Em meu peito cabe um vagão

Independente de qualquer nirvana
A vida ainda nos irmana
Na alegria de outr'ora
Ou na hora da dor

Que em dissabor se aprimora
E mora na separação
Amanhã não haverá aurora
Agora, sou fração

Ateu Poeta
11/02/2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

ISABEL

ISABEL

Qual latitude?
Qual o teu nome em Latim?
Que altitude
Que atitude, enfim

Qual a virtude
Olhos de Querubim
Para atingir a longitude
De teu coração

Onde a canção brota
De bálsamo em jasmim?
Perdi teu rosto
Em um esboço qualquer

Em alvoroço
Brincas de mal-me-quer
És primorosa rosa
Desabrochando em botão

És tentação
Musa de frenesi
Mas, tuas pistas de pão
Não têm sustentação

Toda a paixão
Emana de ti
És a fascinação nua
O luar em si

A escuridão dá abrigo
Ao papel
O meu violão decifra
Cifras ao léu

Nenhum cifrão
No balão de Babel
A solidão é sólida
Isabel

Venhas comigo
Da libido ao céu
Do colorido sabor
Êxtase de mel

A transformar o mundo
Em carrossel
Sobre um negro corcel
Perambular por aí

No jardim de sinfonia
E torpor
Até o tempo mais lento decantar
Em vapor

Ateu Poeta
31/01/2017
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.