Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

NÔMADE



NÔMADE

Morrerei neste estado
Minha musa, em qual Estado me espera?
A vida é mesmo uma quimera
A perfeição tão longe me corrói
Nem sei mais se a solidão que dói
Ou se este abismo dilacera
Devia eu ter outro lar
E nunca aqui estado
Pra não ter um peito perfurado
Num engasgo que não consigo cantar

ATEU POETA
23/01/2011
Fortaleza, CE
8h e 38 min

EURÍDICE

Tudo é tão abstrato quanto virtual
Quando sairá no extrato o teatro da desfragmentação racional do silício?
Viver é mesmo um risco, uma louca aventura do ocaso que gera casos ao acaso
Caso seja um descomunal caso do desatino, uma vez que destino não existe também a perfeição não há; o que não impede o impávido de buscar numa luta torturante com a ilusão
E na desilusão o que fará o coração do cavaleiro errante?
Tão incerto quanto o deserto de Dante em sua longa jornada ao encontro da antiga amada, atendendo ao místico chamado
Cruzada do passado que não convenceria Kant
Qual sabiá que não cante diante da aurora em aquarela por não ser o mesmo de antes, também o poeta esquece a canção perante a poética apostasia
Talvez faleça qual borboleta em chama de falsa estrela-guia
Valerá à pena jogar todas as fichas no ideal mais raro?
E se a aposta custar caro, que fará o perdedor?
A porta se abrirá ao Sigurd salvador ou se fechará em mero sonho?
Por que a flecha com esmero não feriu outro Homero, Orfeu, ou Platão?
Desferiu com tanta precisão o alvo preciso?
Qual a maior prisão, utopia ou solidão?
_Em meu peito arde uma alegria triste, profana, por que acha que se engana o desejo a si mesmo
Entre a ânsia do beijo, angústia geográfica e o medo de ser um erro os pensamentos vão embora
A falsa paz de outrora já quebrou o elo
Consigo mesmo travando um duelo entre razão e instinto talvez o gladiador seja extinto pela própria nostalgia
Não importa se é noite ou dia, ou se o presidente morreu
_Neste instante morro eu, o poeta encantado pela inatingível donzela que tingiu imagem tão bela na imaginação do ser mais desatento
Mas, será que ela existiu?

ATEU POETA
Pacoti-Ceará, 26/01/2011
11h e 53min

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

GLACIAL

Tua boca é o pergaminho da mais bela literatura
Da poesia o lirismo em ternura embebido
Que gera aforismos de cristal
Teu corpo, o caminho dos meus sonhos errantes, tímidos, delirantes
És canção monumental que faz vibrar meu peito
Estátua artesanal da natureza em sofismo
Não te possuir é a dor mais intensa e fria, glacial

ATEU POETA
2011
Fortaleza-CE

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ZEITGEIST

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2011/01/zeitgeist.html
ZEITGEIST

Grandes mentes vão embora sem jamais se fazerem compreender por que temos um potente cérebro inutilizado pelas nossas abissais zonas de conforto.

Somos imbecilizados desde tenra infância, na idade do cala a boca, pela própria sociedade que nos quer dependentes; uma pendência que nos priva de uma plena evolução intelectual.

Somos criados para obedecer aos mais velhos, trabalhar assalariadamente, casar, ter filhos, seguir a lei, rezar para seres supernaturais, criados na Idade Média européia, sendo patriotas nos jogos da seleção, discutindo política de modo partidário, e o mais importante: extravasar todas as frustrações enchendo a cara no carnaval.

As drogas servem para esquecer que a vida é uma droga nesse contexto de voto de cabresto onde assolam os desvios de verba e falta desenvolvimento de políticas públicas.

Drogar-se é uma fuga da realidade, como a arte bela de sem conteúdo e a religião, criadora de seres aterrorizados, e também uma pressão social a ser vencida por ser um lento suicídio viciante que escraviza no cativeiro do prazer passageiro que gera a morte de diversas gerações.

Grandes mentes deixam de entrar para a História por falta de acesso a emprego, saúde. Moradia e alimentação básica. Mas nós fomos criados para esperar pelo Estado, por Jesus Cristo, Lampião ou Super Man. E se eles não fizerem nada quem fará? São Jorge?

O universo é um grande jogo de bilhar molecular de hélio, sem mesa, taco ou jogador.

Somos fruto desse jogo sem pai, e poucos compreendem e isso por que a maioria não suportaria essa orfandade ideológica nesse jogo da vida sem anestésico cerebral chamada razão.

De todas as drogas a mentira é a suprema Deusa Máter e bela que alimenta as mais absurdas fantasias sem as quais a maioria sequer sairia do lugar. Por isso esse cérebro é uma máquina de potencial inútil.

Se a evolução é um fato, então existirá ainda uma espécie além do homem, se este não se destruir antes, que saberá viver sem utopias, sem droga psicotrópicas alucinógenas, sem misticismo, por que suportará a verdade da existência como a humanidade não será capaz.

ATEU POETA
Pacoti-CE
9/1/2011
3h e53 min

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A FÁBULA DO LOBO MAU


A FÁBULA DO LOBO MAU

Uma bala perdida acerta a cabeça do garoto que não teve tempo de ser poeta, atleta, anarquista ou de não ser nada disso por que não lhe foi dada a oportunidade de escolha.


Mas quem disse que a vida dá chance? Viver é lutar sempre de diversas formas, brutal e estrategicamente, com alianças perenes e instáveis, sem falar dos mercenários.

Uma faca estripa o homem que com outra partia o boi, o porco, tratava o peixe e o frango que serão alimento de outros.

Você é alimento dos vermes, vírus, fungos, bactérias, insetos sanguinários e dos demais seres vivos, mesmo daqueles dos quais se alimenta. E não poderia viver sem eles por que você é um ser simbiótico que se acha único e convive com outros iguais que do mesmo modo imaginam-se únicos. São todos alimento.

Chapeuzinho foge do lobo que a bala do caçador matou e encontra o tigre que a estraçalha e come. A matilha se vinga do caçador e em segundos o devora. Os tigres comem os lobos que já comeram outros tigres, caçadores e chapeuzinhos depois de sangrenta batalha de bandos.

Canibalismo é cometido nas Américas e em navios perdidos mar afora enquanto milhões morreram de fome e milhares ainda morrem, servindo de alimento para os lobos de sorte.

ATEU POETA
06/10/2010

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

VIRUSES OF THE MIND

A loucura de Nietzsche terá sido decorrente do próprio ato perturbador de questionar?

Até quando o lobo sobrevive sem a matilha a livra-se de armadilhas dos caçadores, esses novos, imponentes e astutos basiliscos algozes?

Übermanchs são desprezador em sua contemporaneidade pela maldade ou ignorância?

Se a sorte é amante dos bravis, que acendamos os pavis para lançarmos aos pés da arrogância a explosão de uma supernova.

Somente na ficção as hecatombes são sucumbidas pelos heróis dionisíacos e o mal é para sempre vencido.

ATEU POETA
03/01/2011
4h e 16 min

DYSTYCHEIN

A felicidade não se esconde em nenhuma lei sagrada, oráculo, sistema de governo ou no livre pensamento, mas sim nos objetivos in natura à priori mais simples possíveis para a manutenção e sucesso da hegemonia da espécie.

A nostalgia surge toda vez que nos falta a administração necessária para a procurar no local correto.

Apesar de tudo e todos uma incrível solidão me abate e nocauteia.

É perene a sensação deste texto como último ato de um reles escritor pretenso e habitante do anonimato.

ATEU POETA
Dezembro de 2010