Temer na cadeia Aécio na cadeia

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Copiem e colem em seus perfis

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

EURÍDICE

Tudo é tão abstrato quanto virtual
Quando sairá no extrato o teatro da desfragmentação racional do silício?
Viver é mesmo um risco, uma louca aventura do ocaso que gera casos ao acaso
Caso seja um descomunal caso do desatino, uma vez que destino não existe também a perfeição não há; o que não impede o impávido de buscar numa luta torturante com a ilusão
E na desilusão o que fará o coração do cavaleiro errante?
Tão incerto quanto o deserto de Dante em sua longa jornada ao encontro da antiga amada, atendendo ao místico chamado
Cruzada do passado que não convenceria Kant
Qual sabiá que não cante diante da aurora em aquarela por não ser o mesmo de antes, também o poeta esquece a canção perante a poética apostasia
Talvez faleça qual borboleta em chama de falsa estrela-guia
Valerá à pena jogar todas as fichas no ideal mais raro?
E se a aposta custar caro, que fará o perdedor?
A porta se abrirá ao Sigurd salvador ou se fechará em mero sonho?
Por que a flecha com esmero não feriu outro Homero, Orfeu, ou Platão?
Desferiu com tanta precisão o alvo preciso?
Qual a maior prisão, utopia ou solidão?
_Em meu peito arde uma alegria triste, profana, por que acha que se engana o desejo a si mesmo
Entre a ânsia do beijo, angústia geográfica e o medo de ser um erro os pensamentos vão embora
A falsa paz de outrora já quebrou o elo
Consigo mesmo travando um duelo entre razão e instinto talvez o gladiador seja extinto pela própria nostalgia
Não importa se é noite ou dia, ou se o presidente morreu
_Neste instante morro eu, o poeta encantado pela inatingível donzela que tingiu imagem tão bela na imaginação do ser mais desatento
Mas, será que ela existiu?

ATEU POETA
Pacoti-Ceará, 26/01/2011
11h e 53min