Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

DEMÔNIO

















DEMÔNIO

A minha face oculta o teu algoz
Alvoroço pela imagem negada
Cravei, veloz, em teu pescoço espada
Sou ateu, tudo de sagrado morrera
Minha vertente feroz não fenecera
Não passaste de pintura deformada
Pela megera Igreja construída
Amargurada, torpe e consumida
Por insanas mentes desumanizadas
Parece, hoje, uma doce piada
Assombrar-me essa tremenda ilusão
O grande Inferno eterno explodi
Com mil granadas na mão o Céu invadi
Mar-vermelho sem Egito, nenhum brasão

ATEU POETA

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SERÁ O POETA IMORTAL?

Tempestuso está o tempo
Diz a meteorologia
O tempero são os raios no Rio
De janeiro, março a setembro,
Destemperos, fantasia...

O tempo corrobora essa agonia

Até o verso que eu fazia
Fugia, sem deixar rastro
A Líbia em euforia
A Grécia revolta em chamas
E eu aqui, na lama
Por não poder escrever

Na euforia do medo
Tento, tento e o mundo envolto
Em chamas, guerras, revoltas
Tira-me a inspiração...tão vã
(Tão fútil viver o tempo do fim)

Será o fim dos meus versos?
Será o fim do mundo?
Será o poeta imortal?

Ou a poesia é que me engana
Em sonhos mil
Fantasias e ilusões?
Pensa, Poesia, que tenho mil corações?

Minha poesia é lenta
e um só coração já me esfascela
eu brinco de ser poeta
mas é pura fantasia
quanto a tudo que é bélico
ainda prefiro a beleza
e paz é o que me agrada

Será que consigo
Acompanhar o acelerar do dia a dia?
Ou será melhor sonhar com sinfonia
E Musas, sem quimeras
Quero a flor mais perfumada
Em noite enluarada
Minha jornada será bela


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ÍNDIA, MUSA DA POESIA

A Índia brada
aos sete espíritos da flora
que lhe consagram senhora
à telúrica encantada

De poetisa à poesia
Numa noite enluarada
Musa de toda hora

Tem a alma de outrora
sem a cara pintada
de humanidade consagrada
que lhe respeita mundo a fora

E a poesia deflagra em sua fala
Se já não fosse índia
Faria-lhe tantas vezes Onhara
Pra lua dormir enamorada

E tornar mais verde o meu dia

a literatura se inebria
com sua literária jornada
no bar da fantasia

Há fantasia literária
na jornada do dia,
ébrios buscando poesia
Que na musa índia aflora

Ateu Poeta,

JULENI ANDRADE,

Daniel,

Wasil Sacharuk,

Véio China Ψ,

Celso Ribeiro

UPAR NÃO PODE

UPAR NÃO PODE

Você não pode upar
Disse um intrépido leitor
E numa revolução poética
O bar desabou

Assava uma fornada
De medalhões
Com docinho de leite
Marmelada
E puxação de colhões

Servia o negócio
Em travessa de prata
Mais uns minutos
E dava outra upada

Começou a votação
E o povo disse não
Não se pode proibir
A poesia que eu quero
Faço subir

E subiu tal foguete
Encabeçando a lista
E não foi diferente
Subiu incandescente
Iluminando o artista

ATEU POETA, Wasil Sacharuk, JULENI ANDRADE

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DELÍRIO DO ATEÍSMO

1.DELÍRIO DA RAZÃO

Seria o ceticismo uma evolução genética, uma propensão genética para não crermos naqueles que nos enganam como mecanismo de defesa, a fim de garantir a auto-preservação?

O ateu, um dos modos de ceticismo que existe, seria, assim, um ser evoluído, num dos testes de sobrevivência do DNA?

Não, não há diferença no DNA, logo, não é um ser propenso a substituir ou desvanecer da face da Terra. Porém, existe algo de especial no ateu que já foi religioso e consegue, apesar da lavagem-cerebral cultural sofrida por anos a fio, chegar a um certo grau de sanidade que, talvez, nem todos possam adquirir: a chamada resiliência.

O resiliente, como se diz na filosofia a partir da psicanálise, seria o ser capaz de vencer a própria cultura, que consegue vencer todas as barreiras intelectuais e criar a própria moral, o que, de fato, não existe. Contudo, existe algo parecido, o ceticismo, que, em ultimo grau, assim como o delírio, causa equívoco no sujeito tão forte que este será capaz de afirmar que nada existe, logo, isso é uma grande ilusão racional, um delírio da razão, que, provavelmente, leva à loucura pela incapacidade do cérebro humano, de hoje, de lidar com informações contrárias, o que provoca vômitos, mal-estar e outros mecanismos de evacuação do veneno que o corpo produz nessas ocasiões, que, se não evacuar, talvez virem coágulos, que desencadeiam em outras complicações psicossomáticas ou fisiológicas.

2. DELÍRIO DA FÉ

Possuímos mecanismos de conservação que, como a natureza em si, são falhos. Um deles é referente à perseguição. A coisa mais fácil do mundo é achar que alguém nos quer mal, mesmo que esse alguém não exista, imaginamos que ele nos vigia, para algum fim contra a nossa vontade e bem-estar, o que seria uma ilusão.

Ilusão é uma coisa comum a todos; ver o que não está ali, escutar vozes sem um interlocutor humano, sentir calafrios, etc. Todavia,quando uma ilusão surge muito forte chama-se delírio e o delírio permanente pode ser um começo de loucura, que se desenvolve por vários meios, um deles é a síndrome do pânico, outro seria a esquizofrenia, que devem ser controlados com psicotrópicos, aquela tem cura e este não.

Também há surtos temporários dos quais todos estamos propensos a ter, havendo, é claro, os fatores de risco, cujo principal deles seria o uso de psicodislépticos, tanto euforizantes, como o álcool, ópio e cocaína, quanto alucinógenos, como lidocaína e amido de do ácido lisérgico.

Fatores externos como a música, escultura e pintura nos levam a leves ilusões, principalmente quando atrelados a outros fatores de risco, como o uso de psicodislépticos e longos jejuns, podendo, desse modo, encaminhar para um estado de alucinação profundamente delirante, e quando surge o estado de euforia é que se torna mais forte a sensação que desencadeia uma loucura tão profunda que muitos dirão ter participado de experiências transcendentais.

Não é estranho que a maioria das grandes alucinações aconteçam quando estamos desatentos, por um período de fraqueza física ou emocional?

Isso é um conhecimento que vem desde a antiguidade, muito provavelmente, desde as formações das supostas primeiras tribos, transmitido apenas para xamãs, druidas, pajés e outros tipos de sacerdotes, e, talvez, tenha caído em mãos de alguns outros, que, aliados aos sacerdotes, ora superiores, ora inferiores a eles, os ajudaram a governar ou os subjugaram, forçando-os a usar seus conhecimentos científicos, se é que assim podemos chamar, e ritualísticos, para persuadir todos aqueles que deveriam obedecer, daí, terceiros foram induzidos a servir de guardiães daquela pequena elite.

Para os céticos existem dois caminhos: Primeiro, comprá-los. E, provavelmente, muitos deles assumiram o poderio religioso, militar e ambos, ou viraram nobreza ociosa, que apenas luxava.

Daí, alguns deles viraram grandes artistas, o que fez com que se desenvolvessem técnicas mais eficazes de transformar uma pequena tribo num grande império, por que foram criadas linguagens universais através da arte, facilitando o poderio de todas as formas possíveis antes e depois das guerras com outros povos e a controlar revoltas internas, justificando-se os castigos e divulgando-os como exemplo através de pinturas, esculturas, músicas e, mais tarde, da escrita.

A escrita, atrelada às demais belas-artes, criava outras artes, como a literatura e virou, hoje, talvez, a maior arma de persuasão de todas, principalmente por que a maioria não tem pleno acesso a ela diretamente, o que a torna praticamente de uso elitista.

O segundo modo de lidar com os céticos foi matá-los. Mas, isso faz com que se crie mártires, alimentando, assim, a fé de outros. O incrível é que a própria fé que inibe o ceticismo o alimenta, uma vez que se cria uma falsa verdade sob a qual se deva acreditar sem ver e ao mesmo tempo despreza as verdades alheias.

Isso é o grande delírio da fé que gerou sempre conflitos intermináveis de causas vazias e absurdas; tanto serviu para manter grandes impérios quanto para criar cisões até mesmo dentro do círculo familiar que temos vivenciado nessa era capitalista de início de século 21.

3.DELÍRIO EMOCIONAL

A razão por si mesmo não existe, ela é um mecanismo de sobrevivência completamente dependente dos sentimentos, assim como esses os são em relação aos sentidos e à interpretação neural que aprendemos a chamar de mente, logo, o fator emocional é capaz sim de provocar delírios.

Um sujeito em quadro depressivo forte poderá, sem medicação, evoluir para um quadro neural complicado, como um surto psicótico? Tudo indica que sim, uma vez que a razão só existe enquanto houver sentimento. O pensamento é induzido diretamente pelo quadro clínico do paciente em questão, que, uma vez debilitado emocionalmente não permanecerá são, caso seja essa debilidade um fator agravante que se alastre perene e gradativamente.

Fala-se muito em inteligência-emocional, mas isso já é um delírio da psicanálise, que, por sua vez, usa meios profusamente místicos de Freud, Jung e Ana Freud. Já se perguntou se a "inteligência-emocional" existe ou se o que existe é uma simples técnica de fingimento sem a qual os grandes negócios podem ir pelo ralo, não passando apenas de inibição emotiva, que de algum modo terá que ser extravasada mais tarde?

O capitalismo não é delirante? Nós fomos criados num mundo de mentiras, onde tudo é pecado, mas pra onde vão nossos impostos? E, pra vai o dinheiro do dízimo?

DELÍRIO DO ATEÍSMO

Elaborei uma lista sobre os 14 modos possíveis de fé. Em vez de deus uso a palavra Lobão e, substituo todas as demais formas místicas inferiores por lobinho. Caçador é empregada para significar fé. Super-caçador significa desespero, lobo é aquele que consegue voltar ao estado natural de quase sanidade. Não-caçadores são os de mente sã completamente, no quesito religioso apenas.

Criei o termo Adeísta para separar ateus místicos de ateus puros. Ser ateu puro é o mail elevado grau de sanidade, já ser ateu-cético-extremo é um erro; é o que poderíamos chamar de delírio do ateísmo.

O ceticismo extremo é sempre um erro, logo, ser deísta, teísta, pandeísta ou panteísta, no quesitó cético é o mais alto grau de delírio da fé e da razão simultaneamente. Já é delirante ter fé, seja ela ainda um resquício, como no agnosticismo e no adeísmo ou forte, como nos outros modos de crer, uni-las à razão é um super-delírio supernatural psicossomático.

Caçadores: 3 (Adeísta ou Ateu-teísta), 4 (Agnóstico puro), 5 (Teísta puro), 7 (Deísta puro), 9 (Panteísta puro) 11( Pandeísta puro).

Super-caçadores: 6 (teísta-cético), 8 (Deísta-cético), 10 (Panteísta-cético), 12 (Pandeísta-cético).

Lobo-caçador: 13 (Cosmoteísta-agnóstico ou Teísta-adeísta-agnóstico)

Lobo-não-caçador: 14( Cosmoteísta ou teísta-adeísta-ateu)

Não-caçadores: 1 (Ateu puro ou ateu-cético), 2 (Ateu-cético-extremo)

1.Ateu-cético-extremo  : Se caçar, caça a si mesmo. Todos somos, de certa forma, céticos e crentes, pois, nossas verdades ora quebram ora são únicas, o exagero gera um super-não-caçador que não caça por não saber se ele próprio existe. Já não tem certezas sobre a existência de nada. Nem o próprio caçador existe, nem lobos e nem não-caçadores.

2. Ateu puro ou Ateu-cético : Sabe que a caça não existe. Alguns nunca caçaram, outro se libertaram do vício de caçar.

3. Adeísta ou Teísta-ateu : Sabe que o Lobão não existe, então, caça apenas os lobinhos. Às vezes ele próprio cria seus lobinhos, inspirado em outras matilhas inexistentes, só pelo prazer de caçar.

4.Agnóstico puro : Não sabe se deve caçar ou soltar o mosquete.

5.Teísta puro: Caça Lobão e lobinhos. Quem não caça em seu bosque é louco.

6.Teísta-cético: Se existir, caça Lobão e lobinho com empenho sobre-humano. Nunca desiste de tentar provar a existência deles.

7.Deísta puro : Só existe o Lobão a caçar. Não existem lobinhos.

8.Deísta-cético : Faz esforço sobre-humano para provar a existência do Lobão. nunca desiste.

9.Panteísta puro: Caça em todos os bosques, Lobões e lobinhos.

10.Panteísta-cético: Se existir, caça todos os Lobões e lobinhos de todos os bosques com esforço sobre-humano para provar a existência de todos.

11.Pandeísta puro: .Se existir, caça todos os Lobões, em todos os bosques, por que lobinhos não existem

12. Pandeísta-cético: Se existir, caça todos os Lobões, em todos os bosques com empenho sobre-humano, e tenta sem cansar provar suas existências.

13.Cosmoteísta-agnóstico ou Teísta-adeísta-agnóstico: Se imagina caçador-lobinho por que o Lobão é o próprio universo, logo, se encontra em seu estômago, de onde jamais sairá, não podendo, assim, provar-lhe a existência.

14. Cosmoteísta puro ou Teísta-adeísta-ateu: Não caça por ser o próprio Lobão. Tudo o que existe são lobinhos, inclusive ele, e se juntar tudo, essa fusão é o próprio Lobão, que não existe isoladamente à parte. Os caçadores também são lobinhos.

ATEU POETA
Pacoti-Ceará

sábado, 19 de fevereiro de 2011

ÍNDIA RARA

Uma índia tão rara
Inundando a manhã
Chuva que não pára
Ao som do tupã

Fiz de ti poesia clara
No brilho de um talismã

Óh, filha de Tupi
Encante-me
Com um sorriso belo
E deixe meu sol
Mais verde-amarelo

Olho tuas curvas
Como dádivas da natureza
E devoto com sentimento
Agradecido à gentileza


Co-autoria: Ateu Poeata, Daniel H.M.C, Juleni Andrade

19/02/2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A POETISA VIROU VERSO

Pois é, a poetisa virou verso, quem diria?
Um furdunço no bar gerou uma poesia
E ela merece, pois é muito talentosa
Tanto em verso, em sumiço ou prosa

Prosa poética, como diria paulista
E o sonetista ultrapassou a cota
Aporética que deixou os versos muito longos

Meu amigo, olha atrás da fumaça
Quem sabe, a moça não passa
Como um hiato por entre ditongos

E até hoje procuram nas matas
A poetisa do cordel
Gritam por todas as praças
Clamam seu nome ao céu

Laribel!
Laribel!
Oh menina Laribel!
Se perdeu na mata ou na torre de Babel?

coautoria: Ateu Poeta, Wasil Sacharuk, Alexandre de Paula e Dr. Plínio

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

AFÃ

A teu lado fico tenso
E no tempo ao qual pertenço
Em nada mais penso
De tudo esqueço
Então, adormeço a fingir que aqui estais
Não sei o que acontece mas queria me teleportar para os teus braços de onde outrora não quis sair
Poesia, falso portal a que me apego
Estou ficando melodramático
Degradê
Demodê
Um poeta piegas que vê esculturas gregas para compor, preterindo os quadros de Magritte e Rubens, procrastinando as belas sinfonias de Chopin
Sem tua boca a literatura fenece a manhã e a madrugada já não apazigua, é ínfima sinopse
Pareço demente sem o teu sorriso
Acho que preciso do teu olhar para clarear meu dia e enegrecer minha noite, ver passar as horas sem o açoite da solidão ferina e perene que devasta a animação dos seres mais imbatíveis
E fazer sumir esse indecifrável afã terrível que corrói cada sinapse e filamento neural sem propósito; pior que sofrer uma lobotomia

ATEU POETA
17-02-2011
14h e 18 min
Pacoti-CE


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FORTALEZA

Sim, teus belos olhos me fascinam, teu rosto me atrai e tuas curvas me dobram o senso
É verdade que tenho pressa, mas quem não teria quando tão curta é a vida?
Sinto se emudeço, mas quem nunca perdeu a fala diante da beleza?
Espero, mas não pra sempre, agir é preciso e faz parte do viver tomar decisões
Mesmo que minhas fortalezas desaguem me fortalece o intenso momento que passou
A felicidade é simples, nós é que inventamos desculpas para não tê-la por completo pelo medo talvez de arrepender-se
Se faz necessário do temor desprender-se

ATEU POETA
2 h e 20 min
16/02/2011
Pacoti-CE

EVANESCENTE


Ela desapareceu dos meus braços e meus passos a seguem em poesia
Por vezes penso que esqueço, perco o senso, a vejo aqui perto
Quem me dera ser pedra, jamais sentir nostalgia, porém sou um parco poeta que não enfrenta as quimeras da vida
O amanhã é uma mera caixa de Pandora que vira mausoléu
Hoje a dor é mais forte que a canção, mas quem sabe o que virá ao léu?
O tempo passa sem existir e nos apaga de muitas mentes, umas juram que entramos para a sua história, outras profetizam o delete
No fim, todas as tristezas serão estórias sem leitor, então, pra que, poeta, insistir em transcrever?
O verso é, por acaso, o leito do letárgico escritor?
O breve futuro é evanescer

ATEU POETA
16/02/2011
Pacoti-CE
2 horas


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PRA QUE POESIA?



































A graça da musa é ser intocável
Mas ser poeta não te graça alguma
Contemplar, contemplar, sofrer em vão para alegrar leitores, pela simples ilusão de superar a morte por meio da literatura
Ser poeta é uma ilusão
Chega de adorar
Chega de literatura
Poesia pra que?
Morrem as musas
Os poetas se vão
A poesia é efêmera
E vivemos num mundo de analfabetos

ATEU POETA
13/20/2011
14 h e 30 min

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

TEMPESTADE

Todas as minhas palavras foram distorcidas, retorcidas, mastigadas, incompreendidas.

Isso é poesia ou a vida que é mesmo ingrata?

Poderia haver vida em outros versos, pelo inverso desse universo diverso, por que tudo deriva da antítese matéria-vácuo?

Se os poetas fossem loucos o mundo seria normal?

Todas as idéias mais caras foram esquecidas, rebatidas, mal-interpretadas .

Será mesmo que isso importa?

As melhores coisas da vida estão distantes ou isso é só ilusão?

Desequilibrei tantas vezes na corda bamba, mas sempre caio no samba em todo carnaval.

Se todos procuram um par por instinto por que as melhores idéias se aquecem, fermentam e borbulham na frialdade da mais completa solidão?

Procuro retidão mas me perco em suas curvas.

Olho para o horizonte mais longínquo e não consigo fugir do labirinto enigmático dos seus olhos radiantes.

Parece próxima longe e longe próxima.

Não sei mais se quero prisão ou liberdade, mesmo sabendo que ninguém de fato é livre.

Será que já fui um pensador ou um simples passavante avante em paços desérticos, incertos, de parcos passos sem prima-donna nessa orquestra sem fim?

O céu pelo qual me empenho estará disposto a se abrir ou a tempestade inundará mais ainda esse naufrágio?

Tudo um dia foi frágil. A força não existe em definitivo, por si, é uma mera obra em transição molecular.

a melhor obra-prima não superará a naturalidade da imperfeição que se auto-transforma em valquírias belas sem nenhum Designer invisível, facínora, fascista, onipotente-ciente-presente daquilo que jamais controlaria.

Esta noite assisti, na grande Ragnarok, à morte de Odin, Dion e Théo, nos negros campos do Valhala.

Se o universo fosse criado por Lugh tudo seria poesia?

O olhar de uma guria pararia o mundo?

ATEU POETA
Pacoti-CE
07/02/2011
19 horas

domingo, 6 de fevereiro de 2011

IMPÁVIDOS HÉRÓIS

Admiro os que não se acovardam, homens de fibra sobre-humana que prestam primoroso serviço social dentro e fora do seu país, que por vezes os abandona.

Homens necessários para que a informação vincule , com equipamentos multimídia por arsenal em vez de armas de fogo.

Enfrentam o fogo de frente, de peito aberto, por um ideal maior, seguindo seus propósitos de cidadania política.

Repórteres investigativos ampliam visões holísticas, caçam pistas como Sherlock e Watson.

Com crivo de polícia e espião social , seguem em frente sem medo, impávidos heróis.

Avante, senhores, para denunciar os horrores do mundo que não os conhece.

Se ninguém reconhece, sabem que estão numa batalha precisa e infinda.

São homens de verdade, que inspiram este aspirante da poesia.

Parabéns, senhores, por tentarem uma democracia.

ATEU POETA
06/02/2011
14h e 30 min

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

INSANO CORAÇÃO

Aquela por quem mais forte bate este insano coração não diz sim ou não
Sufoca a razão em dúvidas e sentimentos
Sem chão, o poeta não sente mais alegria nem tristeza
Só saudade

ATEU POETA
Pacoti-CE
03/02/2011

EQUILIBRISTA

A felicidade se nutre do desejo gerado pelo instinto e a tristeza do fracasso
Sobreviver às grandes perdas é uma rara proeza
Uma força de vontade difícil de aprender e necessária ao ser
Dúvidas geram uma sensação de incapacidade tão grande que nem todos resistem, no entanto, o estado de absoluta certeza é impossível
A razão a que tanto nos apegamos só existe por uma evolução dos sentimentos e não pode se sustentar sem que haja o equilíbrio em sua base
Talvez a vida seja essa enorme corda bamba do sucesso a alcançar
Mas, no fim, caímos todos no buraco sem fim da morte, sem volta, para que retornemos aos prótons e elétrons
As coisas jamais terão um sentido e, por isso, não existe uma resposta eficaz
Logo, parar é bobagem por que as miragens nos fazem andar com mais firmeza
A clareza sempre nos abandonará, ocasionando crises que se devem superar a fim de continuarmos nessa batalha de fim letal
Seria bom equilibrar-se para sempre, mas a própria corda não mais existirá, quanto mais o equilibrista
O artista tem que aproveitar a sua parte do espetáculo antes que a lona feche
Equilibra-se é um dever daquele que está fadado a cair em curto tempo

ATEU POETA
13h e 6min
03/02/2011
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.