Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

sábado, 26 de novembro de 2011

RAZÃO DO SONHAR


O sentido da vida não está na continência que se presta
Talvez se esconda na iminência do incontinente
_Sentido!_ Dirá o incontinenti às leis intransigentes do universo
Meu verso longo diminuirá o tempo ditongo no inverso do hiato que não sou?
Onde cantam as partículas que vêm e vão num verdadeiro-falso eu?
Morrerei sem compreender os aforismos do teu olhar
Sem navegar nos sintagmas de tua mente
Ou mergulhar no infinito do teu continente
Que será de fato ser gente?
Os desejos atêm o instinto ou o caráter que me tem?
Viver será um desdém ao deus-dará?
Um sorriso me apaga ao luar
Esqueço qualquer indagação
Perdido na razão do sonhar

ATEU POETA

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

VIL COVIL

https://ateupoeta.blogspot.com.br/2011/11/vil-covil.html
VIL COVIL

O poder faz da verdade um degradê
Cria alcunhas mil quando teme o tête-à-tête
A força da prata ultrapassa o direito da massa
Porque a História se repete
Mentira, clichê e démodé já não são palavras novas no covil
Em discurso sofista e voraz  
Com graças de encanto
O abutre domina feroz
Rege com a falsa bondade
Sem o mais sutil acalanto
Afunda a balsa que inova
O medo é uma arma eficaz
Áureo ás na manga do algoz
Ateia guerra ao que aprimora a voz
Dança com o terror uma valsa
Comina grades fortes à liberdade
Prega humildade enquanto é vil
Transforma lobos em ovelhas
Chama idiossincrasias de razão
Faz lavagem-cerebral em suas orelhas
Faz nonsense do bom senso
Instaura cavernas de Platão
Se diz democrata
Com hipocrisia que mata
Destrói a cidade e a mata
E corrói seu coração

ATEU POETA

domingo, 13 de novembro de 2011

DEUSA DO CAOS




A mulher é anjo e demônio
Que leva ao divã a maior supremacia
Domina o mundo com a pele mais macia
Eleva o menor dos seres com ímpar destreza
Dá vida à perfeição e beleza
Deusa do caos e ternura
Tornou a natureza poetisa
Fez do amor a loucura

No dia em que for invisível
O mundo desaba
O universo acaba
Chorando sua mais sublime ode
O encanto perderá a nobreza
Serão em vão todas as leis
A própria existência acordará com saudades de outrora
Enquanto o tempo se suicida

O homem sozinho é ilusão à procura
Do esplendor, virtude e maestria
Em qual ser estará a real sinfonia
Do desejo, calor e brilho
Fascínio, carinho e abrigo
Candura, perigo e adoração?
Nessa diva do bem e do mal
Que rouba qualquer coração

ATEU POETA

sábado, 12 de novembro de 2011

FALHA-BUSCA



Tudo é um jogo de alívios e tensões.

A vida é a maior loucura do universo.

Imagine um átomo ciente de si mesmo: Ele existe em nós e isso não faz nenhum sentido.

O universo é o produto da tensão em busca do alívio.

Mas o que seria o alívio? Eu não sei. Isso é tenso. Saber o que é a tensão aliviaria? Talvez.

Há partículas que se procuram enquanto outras não se toleram. Por que isso se dá?

Talvez a tensão seja a própria imperfeição e o alívio a quase-perfeição que a imperfeição atinge.

Num suposto princípio cada molécula era separada no vazio escuro e sombrio, esse era talvez a quase-perfeição máxima, por que se fosse perfeita a matéria jamais se juntaria, por que se há uma busca e uma repulsa é sinal de que algo se completa por ser imperfeito e algo não se mistura por buscar a perfeição numa molécula diferente.

Qual será o limite para a quebra molecular? Chegará a matéria à beira do quase-imaterial? Por que existe limite? Por que existe matéria? Por que a questão? Será o questionamento a minha própria falha-busca pela perfeição em formato de resposta que sanará todas as dúvidas?

Se minhas dúvidas acabarem eu ainda não serei perfeito, pois ainda sou matéria, não posso deixar de ser, por mais que só me fique o pouco de essência que será depois a essência de outro ser enquanto a vida existir a partir dos mesmos elementos que me fazem vivo e se deles ainda se alimentar.

ATEU POETA
12/11/2011
Pacoti.
6h e 31mim

domingo, 6 de novembro de 2011

SORRISO VIRTUAL

SORRISO VIRTUAL

Teu sorriso contagia
Com uma alegria estranha
Um carisma que chega
Às entranhas do pensamento
Só lamento a distância
Que a vida nos impõe
A natureza te compõe
Feito linda poesia
Tens um quê de harmonia
Que intensifica o dia
Em leveza
E brilho surreal
Que esse mundo virtual
Em silêncio cadencia

 ATEU POETA

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CRIME

CRIME

Sou mero poeta, cara musa!
Ínfimo a
Na longa lista do universo
Analiso lindo verso
Teu corpo nu expresso
Em linhas derrapantes
Em cada curva me perco
Em inteira adoração
És Afrodite, deusa do amor
Tens meu louvor
És sedução
E eu, um ateu mudo
Diante de ti, sem temor ou razão
Sem coração errante
Livre colibri à procura
No jardim sagrado
No templo de teu misterioso monte
Teu beijo é néctar que mata e cura
No inverso do olhar me tens
Pelo avesso
Do reverso és fonte
Doravante o pensamento mais complexo
Perderá a hermenêutica mais sutil
Virará expressão do amplexo
Enquanto a vida é tão vil
Cada ser é seu próprio capataz quando se reprime
A nostalgia do não nenhuma paz suprime
Acalme, de repente, com canção de orquestra
Tua beleza é festa
Deusa fugaz
És um crime!

ATEU POETA

O PRIMATA


O PRIMATA

Somos seres simbióticos interdependentes, logo, a liberdade é em si mais uma sensação do que um fato. Todavia, é uma sensação que deve ser buscada. Primeiro, por que está em nosso instinto de sobrevivência tentar superar o meio para assumir controle sobre o mesmo.

Segundo, por que se você não se sente livre não saberá ser feliz, mesmo que de fato esteja aprisionado, mas pelo menos se o seu pensamento não estiver restringido por censura, você se sentirá menos brinquedo e mais humano.

A maioria se sente livre na segurança, mesmo que pra isso seja preciso abrigar-se no terror de um ser superior que tanto lhe fornecerá amor em troca de subserviência. Mas, na verdade nunca houve troca por que o amor não se dá, se tem por alguém ou algo, é um sentimento pessoal que não pode ser coletivizado, contudo, a cultura de massa inter-social insiste em pregá-lo nas mentes mais desavisadas como o único fim e meio da vida através de uma idéia subserviente de liberdade que de fato nunca houve.

Esse primata primo do macaco tem uma mente tão potente, entretanto, essa potência é empregada erroneamente na intransigência em vez de reflexão. O primata não entendeu que servidão não é liberdade, não é a verdade, e mesmo que fosse, seria uma verdade da qual o homem livre fugiria para ser feliz.

Não estamos prontos para o confronto de culturas, embora ele se dê em escala cada vez mais elevada e num grau de inevitabilidade surpreendente. Não buscamos nossa semelhança no sujeito ao lado, pelo contrário, focamos de forma intensa nas diferenças de modo a formar intensa certeza de que os nossos hábitos estão corretos e criamos uma demonização do outro como se nós mesmos não fôssemos os outros do próximo.

Idéias que há milênios dizem aproximar, só aproximam uma tribo para a guerra, um país para a dominação geral, destruição suprema da espécie. Que importa dominar o mundo? Por que não o deixa viver? Por que você quer dominar o pensamento do outro, intervir até mesmo na sua falta de fé? Isso é o maior dos egoísmos imperdoáveis que como Deuses Si Mesmo que não aprendemos a Nos sentir, mas que de fato somos, não podemos esquecer.

ATEU POETA