Temer na cadeia Aécio na cadeia

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Copiem e colem em seus perfis

quarta-feira, 7 de março de 2012

ANTI-PSIQUÊ



ANTI-PSIQUÊ
Não tenho braços tão largos que abarquem tudo que preciso
Nem pernas tão rápidas que alcancem o que quero
Ou olhos tão hábeis que mirem somente o vital
Mais uma ave que voa para longe do ideal
Minhas asas se encorujam no ostracismo da razão
O frio da solidão me acerta forte o peito
Os sentimentos são leito rarefeito
Sou máquina sem cura
Na torturante loucura de ser homem
O universo é um cárcere gigante de vácuo e hidrogênio
Ando preso na poesia de mim mesmo
Um poeta a esmo na maresia do sonhar sem fim
A procura da daymon ou Nefertári
Uma anti-Psiquê que vá de deusa à mortal
Desafiando o portal de tudo o que fora surreal
Contrariando a prisão da matéria
Que faça da paixão bactéria
Sem antídoto
Sem sentido
Com o trágico torpor de nunca acordar
Ou que sane de vez essa prima carência
Antes que a estrela me resgate a subir
A poeira-cósmica matará qualquer tristeza
Não mais a ausência desfará a fortaleza
Nem a consumirá
Apenas sumirá tudo que um dia fui
Flui a vida para o fluido da essência
 A carência não mais terá urgência a suprir
Não existirá sorriso
E nenhuma lágrima irá cair
ATEU POETA
07/03/2012