Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

segunda-feira, 2 de abril de 2012

MÔNICA



Música é a ânima da poesia
Fantasia magnânima de ateu sem alma, céu, inferno ou purgatório
Grande idiossincrasia do real em precatório
Prazer artificial que me liga à natureza
Beleza paisagista de leveza surreal
Aprimorada pela femme fatal
Na pista
No palco
Ou na mente artista
O feminil traz um próprio quê de austero
Aroma que inebria a fio a festa
Atesta o que o poeta cria
Ao dançar com maestria
Embala todo o desejo
O seu beijo deságua qualquer agonia
Faz tudo entrar no ritmo da harmonia
Em seu corpo a matemática perde os logaritmos
Sobra apenas o algoritmo do sonhar
Das ciências só existe a química mnemônica
Sob a mímica astronômica mais simples do ciúme
A História em seu perfume se transformará
Tudo vira sinestesia em Mônica
Frente a esta presença que se faz constante
O universo é pura consoante
O diamante mais preciso é a fascinação do seu suave gemido de amante que preciso
Na sua boca de carmim a foz da existência se resume
Vogal doce da vida num buquê de rosas vermelhas
Que deixa o poeta sem voz

ATEU POETA
21:05
02/04/2012