Temer na cadeia Aécio na cadeia

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Copiem e colem em seus perfis

domingo, 1 de abril de 2012

RETÓRICA


RETÓRICA

Um dia olharei para trás com saudade na lapela
A mocidade tão bela que não dura
Quem dera a pura madrugada fosse jornada infinda
E a vida à deriva no seu coração não se perdesse para a imensidão do nada
Ainda uma sonata doce brilha no seio do seu olhar parasita
Que em cada sinapse transita
O universo vaga nos espelhos profundos deste semblante que enfeitiça, oh, linda!
Onde a poesia nada nua enluarada de paixão mais infortúnia
Uma betúnia nasce na aba de quem cobiça
Larissa laça com um sorriso a quem profere
Um alqueire dessa boca fere ou mata de amor
Será Rosa a flor que procuro?
Ou Júlia que me salvará do escuro eterno?
A noite me cobrirá com seu terno nobre
Sem sonhos que cobrem a luz por ouro ou cobre
Momento em que a pluma se perderá para sempre em criptografia histórica
Então, de que serviu tanta retórica?
Pois a vida não é arte pictórica

ATEU POETA
00:47
02/04/2012