Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

CRIPTA



CRIPTA

É a literatura que poetiza a vida
O mundo fica mais surreal do que deveria
Na fantasia sobrepujamos as dores
Sendo autores de nossa própria estrutura

Nada faz sonhar tanto
Canto que nos faz viajar
Em mil mares a pena se consagra
Herói de mil sagas

Arsene e Odisseu
Sigurd e Orfeu
Chorando a morte de Eurídice
Ou dominando o templo de Zeus

A tudo no transubstancia a letra bem escrita
Livro é leve cripta de evolução mental

AROLDO FILHO
HISTORIADOR, Jornalista Independente, Blogueiro e Poeta.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

NOTAS DO CAOS


NOTAS DO CAOS

Tua poesia não vale a metade da lágrima
Vidraça fria que se propaga na escuridão
O insumo do teu diafragma são mentiras tresloucadas
Notas insanas de caos e destruição

Quanto mais bela a arte, mais enganosa
Veneno de cobra na dobra da rosa
Espinho de asa na brasa do trovão
Magma em erupção destrói campos e casas

Vidas se perdem no fogo cruel
Um pedaço do céu caiu na sacada
Cavalo de tróia, um negro corsel
Esgrima na crima da  da cúmulo-nimbos

Espada enfiada na rima e no vento
Ilusão é alento de quem não tem noção

AROLDO FILHO

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

POETAS EM MARESIA


POETAS EM MARESIA

Sacrifício é o vício do herói
Amargo ofício que corrói
Mói a vida sem guarida
Via na mais completa escuridão

Porão, cova e alcova
Tudo no sabre se renova
Supernova de pólvora
O sol em teus olhos é trova

Guria, és prova do trovão
O mundo em tuas mãos muda de categoria
Parágrafo ágrafo que apavora e contagia
O dilema sempre me guia, salvar a si mesmo ou à poesia?

Que será do Ceará ao fim do dia?
Maré de musas, poetas em maresia

AROLDO FILHO
17/08/2012

ANJOS E DEMÔNIOS


ANJOS E DEMÔNIOS

Teu beijo é portal onde anjos e demônios pecam
No altar da razão mnemônica
Perdi a direção astronômica do que deveria pensar
Um penar universal sem limite

Eros e Afrodite vieram nos visitar
Quando Psiquê apaixonou o deus incubido de lhe matar
E divindade foi dada à mortal
Bilhões perderam a noção do real

Agora o surreal predomina
Quero o tesouro de minas do teu olhar
Num abraço duradouro o frio da solidão me esquece
No instante em que o efêmero aquece à lua azul

Tua boca é blue, jazz e violino 
Teu corpo é porto e refrão do meu hino 

AROLDO FILHO
16/09/2012

TRAGÉDIA GREGA


TRAGÉDIA GREGA

Não tenho tempo para tuas gregas tragédias
Em tua leve imaginação fugaz
Nem dou cartaz às macabras comédias
Fazer a média não será eficaz

Romantismo barato não me faz a cabeça
Não me importa teu às na manga
Quiromancia nunca me pôs rédeas
Cada um manda na própria jornada

A estrada aberta leva a vários caminhos
Há mil espinhos em cada highway
Mas sei que também existe carinho
Nunca estará sozinho quem tiver amigos de verdade

Músicas, livros e a poesia da serra
Zeus que fique com suas guerras

AROLDO FILHO
10/09/2012

RED BULL


RED BULL

Red Bull não me deu asas de cera 
Nem Coca-Cola explica a minha geração
La belle de jour não curte blue
Seus olhos azuis nem se apaixonam

Mas derretem qualquer coração 
Minha guitarra quebrou ao som de Scorpions
Perdi a escala harmônica
Desencontrei a prima-donna

Mônica nem Madonna nenhuma apareceu
O azul do céu retrocedeu na voz de Carla Bruni
Será patriotismo um quartel?
Ou o mundo que é um grande cartel de grades astronômicas?

Depois do capitalismo qual o sistema que virá?
Quem viver verá a nova caverna de Platão?

AROLDO FILHO
10/09/2012

MORTE AO ESCORPIÃO



MORTE AO ESCORPIÃO


O poder da inveja não substitui a criação
O cabo da espada leva paz ao porão
O portão da guerra está aberto
Gladiador sem rumo certo mata escorpião



Não pode ser herói quem não tem coração
Chantagem e superstição se encerra no maciço
Cortiço nunca foi mansão

Viva a serra do Evaristo


Capoeira quilombola
Minha tribo foi embora
Qual a sua direção?
Toda erva daninha deve ser arrancada



A História errada sempre flutua
Mas a raiz da verdade continua arraigada



AROLDO FILHO
18/09/2012



CHUVA DE CANIVETE



Sua cara de susto não me assusta
Nem choro com suas lágrimas de crocodilo
Do Brasil ao rio Nilo sempre houve ludibriador
Mas quem pensa não tem senhor



E tem horror a quem plagia
Não me encanta o seu canto de agonia
A euforia brinda ao seu terror
O céu não está a seu favor



Hoje é dia de chover canivete
No seu riso de pivete jogo sete tempestades
Sei que a insanidade lhe corrói
Por que a verdade dói até no couro mais duro



Mesmo em dia de festa se atesta a ganância
Ingratidão e arrogância são o seu porto seguro



AROLDO FILHO
18/09/2012



ANTIVÍRUS



Um antídoto para todo parasita há de ser criado
Antivírus instalado
Restaurar sistema
Da estalagem às galáxias o hidrogênio reverbera



Poesia é a minha primavera
O que é vero deve ser cultivado
Vaidade é um frágil camafeu
Dilema da mocidade



O lobo de Loki anuncia o fim do mundo
Prenúncio no lirismo de Orfeu
Luta sem troféu não vale o brio da mortalha
Nem véu da canção mais rara livra do quartel



A liberdade do poeta mora nos livros
Lá é que vivo os aforismos de Gardel



AROLDO FILHO
18/09/2012



VAMPIROS DE SOL



Cuidado com o inimigo à espreita
De onde menos se espera surge a navalha
Nem todo aquele à tua direita estará contigo sempre
A esquerda também é falha



Vampiros de sol atiram fogo pela boca
Hoje os lobos usam anzol
Caçam ao meio-dia
A luz da lua é mito



Cada grito e uivo ecoa
A caça vira algoz
Com mosquete feroz em punho
Não há dente que pare a espada



Nem lã que dê eterno abrigo
O orgulho ferido fomenta a armada



AROLDO FILHO
18/09/2012



PARASITA



O deserto do peito é um vácuo necessário
Chega a ser hilário esse evento rarefeito
Leito de veludo para espantalho é desperdício
Atalho para vão sacrifício



O defeito é ócio do ofício
Tão arisco o cão que era dócil
A fera fere a mão do dono
O abandono tomou seu lugar



Civilização é uma selva artificial
Lar também é relva
Todo mundo quer voar
O problema é o parasita grudar na asa



Parada para profilaxia
Nada de ânsia inesperada



AROLDO FILHO
18/09/2012



ESCURIDÃO ETERNA



Nas pedras do caminho fiz morada
Em cada jornada me perdi
Esqueço a estrada para ver constelações
Quem conta estrelas nunca estará sozinho



O universo é linda aquarela
Orquestra sem maestro nem prima-donna
A pluma canta à foz da ribalta
Com sua alta voz soprano



Chopin ao piano sublima a vida
Saio da caverna para ver o arrebol
Mas o nascer do sol também é ilusão
Que Platão não filosofou



Com o fatalismo de Nietzsche
Por mais que clareie, um dia voltaremos à eterna escuridão



AROLDO FILHO
18/09/2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

UM POUCO DA TRAGETÓRIA DO HISTORIADOR AROLDO FILHO


UM POUCO DA TRAGETÓRIA DO HISTORIADOR AROLDO FILHO
 

Fiz parte da APAIP-Associação de Poetas e Artistas Independentes de Pacoti, ainda no ensino médio, 2002 a 2004, quando também despertei para a importância de um arquivo público e de um museu em Pacoti. Quando fiz parte também do jornal VISART, na escola Menezes Pimentel.
 
Comecei a executar o Projeto Semente, no 3° ano, quando fui líder de sala, em 2004, reunindo todos os líderes de sala da escola Menezes Pimentel. O primeiro projeto que escrevi para que se unisse escola e sociedade numa ação sociocultural para melhor contar a história de Pacoti, servindo de apoio ao projeto do livro didático de Pacoti de Rosimar Brito.
 
Tentei criar um grupo jovem de poetas chamado AJAS- Aliança dos Jovens Artistas, de 2004 a 2007. Título do meu primeiro blog em 2007, quando cursava faculdade de Administração na Faculdade Evolutivo em Fortaleza (2006-2007).
 
Em 2007 crie, junto com Cristiano Viana Silveira, o Jornal Delfos; que hoje é visto em 55 países, com 93 seguidores e unindo pessoas de vários Estados do Brasil. Realizei diversas entrevistas, também com pessoas de vários Estados. Destaco a entrevista com o jornalista Fábio Oliva , que é premiado nacionalmente por bravura e faz parte da ABRAJI- Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos, do jornal "Folha do Norte". Blog: http://jornaldelfos.blogspot.com
 
Sendo o Jornal Delfos, portanto, o jornal pacotiense de maior repercussão mundial; existindo em forma de site, blog e impressão. Também é o 1° jornal universitário de Pacoti. O blog passa atualmente de 140 mil acessos.
 
Em 2008, 2009 e 2010, lecionei nas escolas Menezes Pimentel e São Luís e crie, junto com Franciso Leví Jucá e com a Historiadora Maria Rosimar Brito Arruda, a Associação Cultural SEMPRE, o Arquivo Público José Audísio de Sousa e a exposição histórica Pacoty: uma História em documentos.
 
O arquivo é o 1° no interior do Nordeste, logo, tem uma grande importância na história regional. A associação e a exposição foram acolhidas pela UECE por meio da Prof. Dr. Lúcia Helena Granjeiro, sendo, portanto, de importância histórica local também por estarem dentro de um campus experimental da Faculdade Estadual do Ceará em Pacoti.
 
Essas ações foram realizadas desde o meu primeiro dia de faculdade de História, e por causa de todas essas ações juntas é que hoje sou o 2° historiador pacotiense, e muito me orgulha que a 1ª historiadora pacotiense seja minha mãe, Rosimar Brito; que ganhou medalha de mérito legislativo em 2004.
 
Em 2011 trabalhei como pesquisador no IDACE- Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará, no Porto do Pecém.
 
Atualmente faço parte do Instituto Desenvolver.

AROLDO FILHO
HISTORIADOR, JORNALISTA INDEPENDENTE, PROFESSOR, BLOGUEIRO E POETA
11/09/2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012

OLHOS DE FOGO

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2012/09/olhos-de-fogo.html
OLHOS DE FOGO

Teus olhos de fogo me deixam febril
Em tuas madeixas mora um rio que fascina
Tuas curvas são um jogo de loucura
Rosto, regaço, cintura, quadril... Nada mais que formosura

Juras que serás minha, guria?
No dia em que não fores fugidia
Viveremos felizes em flores
Neste país ou em Singapura

Ou na Europa, sob mil cobertores
No swing que a vida deixar
Na sina que pudermos traçar
À sorte de cada esquina

O lago sorri para a estrela cadente
Divago, por que em ti está o meu norte

AROLDO FILHO
10/09/2012

RED BULL

Red Bull não me deu asas de cera
Nem Coca-Cola explica a minha geração
La belle de jour não curte blue
Seus olhos azuis nem se apaixonam

Mas derretem qualquer coração
Minha guitarra quebrou ao som de Scorpions
Perdi a escala harmônica
Desencontrei a prima-donna

Mônica nem Madonna nenhuma apareceu
O azul do céu retrocedeu na voz de Carla Bruni
Será patriotismo um quartel?
Ou o mundo que é um grande cartel de grades astronômicas?

Depois do capitalismo qual o sistema que virá?
Quem viver verá a nova caverna de Platão?

AROLDO FILHO
10/09/2012

TRAGÉDIA GREGA

Não tenho tempo para tuas gregas tragédias
Em tua leve imaginação fugaz
Nem dou cartaz às macabras comédias
Fazer a média não será eficaz

Romantismo barato não me faz a cabeça
Não me importa teu às na manga
Quiromancia nunca me pôs rédeas
Cada um manda na própria jornada

A estrada aberta leva a vários caminhos
Há mil espinhos em cada highway
Mas sei que também existe carinho
Nunca estará sozinho quem tiver amigos de verdade

Músicas, livros e a poesia da serra
Zeus que fique com suas guerras

AROLDO FILHO
10/09/2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

UM CLIQUE


UM CLIQUE

Nenhum profeta previu mudar o mundo num clique
Google e Facebook em chilique
Tanto trambique na política
Uma era muito além da neolítica

Atiradores de elite felizes
Economia europeia em crise
Miséria ao lado da riqueza
Esmola sustentando a avareza

Bilhões por ano em escravidão sexual
Guerras sem fim sobre a Terra
Sistema tão sujo, vulgar e teatral
O povo programado para enfrentar

Você sendo sempre filmado
Poeta engajado para lutar

AROLDO FILHO
3/9/2012


SONHO AZUL



SONHO AZUL

Na serra o céu é paradisíaco
O eu lírico aquece a fria alvorada
Sinfonia de alta passarada
Verde ribalta no ar

Retrato paisagista da natureza
Ímpar beleza do Ceará
Jornada enluarada de poesia
O romantismo aflora à flor da névoa

Montanhas douradas da aurora
A vista do dia a dia nada paga
Meu verdadeiro lar
Sonho azul em maestria

Não há nada igual no mundo
Poeta à solta a voar

AROLDO FILHO
3/9/2012

sábado, 1 de setembro de 2012

SÍNTESE DO INEXPLICÁVEL



SÍNTESE DO INEXPLICÁVEL

Teu sorriso ofusca estrelas de hidrogênio
Falta oxigênio nessa natural arritmia
O mundo mudo muda, guria
Tudo vira poesia

Fantasia de um sonho profundo
Brilha o sol de mil sinfonias no abismo do teu olhar
Onde aforismos viram disparates
Onda de encanto sublime disparastes

O céu se perde em tua haste
Teu regaço é laço de arte em maestria
Fulgor, furor e fantasia
Filamentos viram frenesi

O âmago amargo se debate nas sinapses
És síntese do inexplicável

AROLDO FILHO
01/09/2012