Temer na cadeia Aécio na cadeia

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Copiem e colem em seus perfis

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MORTE AO ESCORPIÃO



MORTE AO ESCORPIÃO


O poder da inveja não substitui a criação
O cabo da espada leva paz ao porão
O portão da guerra está aberto
Gladiador sem rumo certo mata escorpião



Não pode ser herói quem não tem coração
Chantagem e superstição se encerra no maciço
Cortiço nunca foi mansão

Viva a serra do Evaristo


Capoeira quilombola
Minha tribo foi embora
Qual a sua direção?
Toda erva daninha deve ser arrancada



A História errada sempre flutua
Mas a raiz da verdade continua arraigada



AROLDO FILHO
18/09/2012



CHUVA DE CANIVETE



Sua cara de susto não me assusta
Nem choro com suas lágrimas de crocodilo
Do Brasil ao rio Nilo sempre houve ludibriador
Mas quem pensa não tem senhor



E tem horror a quem plagia
Não me encanta o seu canto de agonia
A euforia brinda ao seu terror
O céu não está a seu favor



Hoje é dia de chover canivete
No seu riso de pivete jogo sete tempestades
Sei que a insanidade lhe corrói
Por que a verdade dói até no couro mais duro



Mesmo em dia de festa se atesta a ganância
Ingratidão e arrogância são o seu porto seguro



AROLDO FILHO
18/09/2012



ANTIVÍRUS



Um antídoto para todo parasita há de ser criado
Antivírus instalado
Restaurar sistema
Da estalagem às galáxias o hidrogênio reverbera



Poesia é a minha primavera
O que é vero deve ser cultivado
Vaidade é um frágil camafeu
Dilema da mocidade



O lobo de Loki anuncia o fim do mundo
Prenúncio no lirismo de Orfeu
Luta sem troféu não vale o brio da mortalha
Nem véu da canção mais rara livra do quartel



A liberdade do poeta mora nos livros
Lá é que vivo os aforismos de Gardel



AROLDO FILHO
18/09/2012



VAMPIROS DE SOL



Cuidado com o inimigo à espreita
De onde menos se espera surge a navalha
Nem todo aquele à tua direita estará contigo sempre
A esquerda também é falha



Vampiros de sol atiram fogo pela boca
Hoje os lobos usam anzol
Caçam ao meio-dia
A luz da lua é mito



Cada grito e uivo ecoa
A caça vira algoz
Com mosquete feroz em punho
Não há dente que pare a espada



Nem lã que dê eterno abrigo
O orgulho ferido fomenta a armada



AROLDO FILHO
18/09/2012



PARASITA



O deserto do peito é um vácuo necessário
Chega a ser hilário esse evento rarefeito
Leito de veludo para espantalho é desperdício
Atalho para vão sacrifício



O defeito é ócio do ofício
Tão arisco o cão que era dócil
A fera fere a mão do dono
O abandono tomou seu lugar



Civilização é uma selva artificial
Lar também é relva
Todo mundo quer voar
O problema é o parasita grudar na asa



Parada para profilaxia
Nada de ânsia inesperada



AROLDO FILHO
18/09/2012



ESCURIDÃO ETERNA



Nas pedras do caminho fiz morada
Em cada jornada me perdi
Esqueço a estrada para ver constelações
Quem conta estrelas nunca estará sozinho



O universo é linda aquarela
Orquestra sem maestro nem prima-donna
A pluma canta à foz da ribalta
Com sua alta voz soprano



Chopin ao piano sublima a vida
Saio da caverna para ver o arrebol
Mas o nascer do sol também é ilusão
Que Platão não filosofou



Com o fatalismo de Nietzsche
Por mais que clareie, um dia voltaremos à eterna escuridão



AROLDO FILHO
18/09/2012