Temer na cadeia Aécio na cadeia

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Copiem e colem em seus perfis

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

DIAMANTE: CAP.5: CORAÇÃO DE PEDRA


DIAMANTE

CAP. 5: CORAÇÃO DE PEDRA

Com uma espada em punho, uma roupa branca com uma cruz vermelha no peito e nas costas, apareceu um vampiro careca cortando as cabeças dos basiliscos, sendo totalmente imune ao canto, mordida e olhar de cada uma das quimeras.

 Luïc intrigado com tudo aqui, pergunta:
_Como pode ser imune a tudo dos basiliscos?

_Eu sou um capadócio

_Vampiros não piram em açúcar. E você não aparenta ser tão dócil assim, mas um sacerdote feroz.

_Eu sou tão dócil quanto um brujah.

_As bruxas já foram extintas pelos inquisidores e cólera uma doença que não me afeta mais.

_Então, se prepare para a minha ira.

_Seu eu soubesse que você era do “Ira”, eu pediria um autógrafo.

_Eu vou autografar a sua sepultura, Luïc. Vou apagar a luz do seu olhar petulante.

_Eu nunca fui do “Sepultura”, mas curtia “Ultraje a Rigor”. Eu era violeiro em carreira solo.

_Pois neste solo você não mais correrá, seu irritante!

_Quero ver, playboy, se é tão bom quanto pensa.

_Não. Bom eu não sou, a bondade não sobreviveria neste mundo. O Universo Escuro não tem lugar para amadores.

_É? Obrigado por reconhecer o meu profissionalismo.

_Seus aforismos são tão infantis!

_Eu sei. Bem melhor que o seu âmago sombrio, tão senil quanto a própria existência, mais escuro que este universo. Seu peito jamais conheceu o berço da alegria. Sua jornada é mais fria que o zero absoluto e seu ímpeto tão bruto quanto o dragão Fafnir. Um coração de menir é o que lhe sustenta. Você serve e finge ser feliz, mas o seu semblante diz o que mais tenta esconder sob essa máscara cinza de um conde a fenecer.

_Mas é você que marcha sem saber para onde.

_Eu não tenho mais amigo, amor, abrigo, dinheiro, luxos ou canteiros. Agora eu sou jardineiro neste bosque de ervas daninhas. A noite é minha força nesta luta pela vida. Vocês me desafiaram, me deixaram sem saída. Serei o primeiro a conseguir matar o Vampiro Supremo, pois já não temo nada mais que o próprio medo, que transformo em ódio. Eu serei o remédio para mim mesmo. Nunca marchei à esmo.

O capadócio é atingido em cheio no peito pelo Questionador que constata haver uma pedra na ponta da espada de gelo ao invés do coração.

_Eu acertei, seu coração é de pedra.

_Sim. Agora, vejamos como é o seu.

O capadócio saca a espada da bainha e enfia também no coração do Poeta, mas, por sua vez, ali constata que só existia gelo.

_Você conhece também esse segredo dos vampiros?

_Não.

_Muitos tiram o coração, o substituindo por outra coisa, enquanto o guardam, geralmente
numa caixa de madeira bem escondida.

_Ah! Sim. Agora que você me contou não é mais um segredo. Eu transformei o meu em gelo quando senti meu sangue virar veneno. Modifiquei minhas presas para injetar todo o veneno no basilisco que eu havia congelado e ao fazer a diabler voltei a  ter esse veneno em mim.

_Então, está morrendo?

_Tudo está morrendo desde que esteja vivo._ Dito isso, mordeu o pescoço do inimigo injetando metade do seu veneno nele. _Você será o primeiro soldado do meu exército vampiresco.

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

18/12/2013