terça-feira, 30 de abril de 2013

DECOTE


DECOTE

Teu decote é miragem
Onde se perdem as margens
Milhas, imagens e afãs
Templo de duas ilhas

Sob um sol de hortelã
Abobalhados, meus olhos sonham contigo
Por todos os lados
Só vejo o regaço

Laço de encanto
Acalanto para cansados passos
A benção sem castigo
Éden, Olimpo e Asgard

Viagem sem fricotes
Desiderato abrigo

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
30/04/2013

SONHO DE VALSA

SONHO DE VALSA

Nada se gasta
Nem se ganha
É tudo barganha
Num sonho de valsa

Só a vida que passa
Bálsamo do refrão
Diáfano alaúde ao deus-dará
Serra em luar

Que no seio azul do mar
O universo afunde
Inverso aos versos do tempo
Meu caminho é poesia

Lento e firme desatino
Supernova, redemoinho e sinfonia

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
30/04/2013
 


sexta-feira, 26 de abril de 2013

FESTA À FANTASIA



FESTA À FANTASIA

Vem-me versos que não vejo
Diversos, inversos, difusos
Percevejos, caramujos e pérolas
Tudo em mistura

Escrevê-los antes que a poesia fuja
Ante a recusa da pluma empunhar
Sem asas ou auréola
Voo sobre o mar

Os olhos de fogo de Vulcano
Trazem-me para outro plano
Atrás daqueles olhos de Psiquê
Que brincam com toda a Psicologia

Nos terríveis erros de Freud e Jung
E se o jogo da vida fosse festa à fantasia?


ATEU POETA

O HISTORIADOR DE PACOTI
26/04/2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

LENTES POLAROIDES



LENTES POLAROIDES

Desligue o televisor e use outras lentes
A arte domina o mundo e a mente
Aforismo diáfano da noite a vapor
Antes a dúvida que a dívida da fé uivante e abismal

Afazeres com intento de sustento
Em vez de ganância, conteúdo
Vida mais intensa que aqueça o futuro
Esqueça o vício do mal

Valsa de nebulosas em teu beijo vulcão
Olhos de tsunami, uma fração virtual
Nome que ecoa no infinito polaroide
Asteroide colide com a Terra

De eterna apenas a fraterna ação do átomo
Evolução de um universo que nunca mudará

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
24/04/2013

domingo, 21 de abril de 2013

AS PORTAS DO CÉU


AS PORTAS DO CÉU

Os mitos antigos reinarão
Sobre o cadáver do homem
Por ser mais forte que a própria sanidade
O terror da frialdade que nos consome

Some tudo, menos a ilusão
Além solapa aquém
Deus-dará ao nada
Maré de abstrações diáfanas

Diademas luzidios e febris
No regaço azul da noite farta
Valsa cósmica nos olhos do condor
Alaúde embala os sonhos do menestrel

Mas só importam as curvas do teu corpo
Que peguem fogo as portas do Céu

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
19/04/2013




A TEIA


A TEIA

O homem é um animal incongruente
Obcecado pelo que mata
Proíbe tudo de que é carente
Destrói a mata

Constrói a própria selva
De concreto e tráfico industrial
O vil metal não cumpre o seu papel pagão
Todos pagam pelo que não precisam

Vendem o que não tem preço
O apreço à pressa corrói a mente
Sociedade demente em cascata
Magnatas que sonham dominar o mundo

Não são mais que primatas
Numa teia de opressão

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
17/04/2013


quarta-feira, 10 de abril de 2013

SINAL

 SINAL

A mão da esmola
É a mesma da cola
Da arma e do abandono
Feito cão sem dono

Perdido no asfalto
Assalto, sol, violência e terror
Qual o preço do progresso?
Quem manda no processo?

Quem lucra com o tráfico de órgãos
Narcóticos, armas e crianças?
Qual o líder da escravidão sexual?
Dura vida no sinal

Isso é um país ou um sinal?
Semáforo da fome, futebol e carnaval

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
10/04/2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

TEMPLO DA POESIA


TEMPLO DA POESIA

Procuro teu rosto
Caçador à espreita
Ave de rapina
Condor no suposto enlaço à direita

Perdi o rastro da caça e a retriz
Ideia  que me azucrina a mente
Se viesse Pégasus do Queronte
De crina cintilante sobre mares azuis

Cortaria o céu em esse
Num tiro de luz
No mito do monte Parnaso
Te levaria no tempo ao templo da poesia

Faria do teu coração meu hino e raiz
Retiro feliz até o ocaso

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
09/04/2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

ROSA DE FRENESI


ROSA DE FRENESI

És canção em meu peito
Trilha sonora de pura emoção
Equação que ecoa num mundo perdido
Fração de saudade em busca de abrigo

Primavera de gelo, caos e amora
Fogo que brota profundo desejo
Rosa que mora em meu coração
Mesmo o sol mais andarilho

­Não tem o brilho do teu negro olhar
O calor desse abraço 
Faz de meus passos frenesi
Esqueci os estribilhos do caminho

Mas não de sonhar
Tua boca é céu e luar

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
08/04/2013
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.