Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

quarta-feira, 31 de julho de 2013

VOO PROFUNDO




VOO PROFUNDO

A Lua tão clara
 Melodia tão rara me vira do avesso
 Meus versos infelizes
 São aprendizes de outro universo

Espelho de esplendor
Lembrou-me teu rosto de olhos dispersos
Berço soporífero dos sonhos mais persas
Um lobo a uivar sabe-se lá onde

Horizonte se esconde em ecos gregos
O infinito responde cacos dourados
Pulsares sagrados
Egípcios segredos

Velho mundo tão novo
Em voo profundo

ATEU POETA
01/08/2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A LEI DA SELVA



A LEI DA SELVA

Preocupado com o futuro do filho Charles conversa com o diretor sobre a vaga de emprego que havia surgido na escola.

Diretor: _Nós contatamos o Magno por telefone e por carta há uma semana. O irmão dele, Marcos, atendeu. Até mandamos uma carta. Não chegou?
Charles: _Não vi. O Marcos não me disse nada.
Diretor: _Como ele não respondeu a tempo, já foi substituído. 
Charles: _ Por quem? 
Diretor: _O próximo qualificado foi o Carlos.
Charles: _Ouvi dizer que é um bom garoto.
Diretor: _Sim, de fato. Um dos nossos melhores alunos.
Magno: _Um garoto tão bom que nem estou pensando em bater nele.

No dia seguinte.

Charles: _Você é o Carlos, o amigo do Magno?
Carlos: _Sim. Ele é o meu melhor amigo.
Charles: _Tão amigo que você vai ficar com a vaga dele de emprego?
Carlos: _A gente nem é tão amigo assim.

À tarde.

Charles:_ Marcos, por que não me disse nada da vaga do seu irmão; da carta e do telefonema?
Marcos:_ Isso é problema dele, não meu!
Charles: _Você vai ter um problema agora é com o meu cinturão. 

ATEU POETA
21/07/2013

PRISMA DA INEQUAÇÃO


PRISMA DA INEQUAÇÃO

Teus olhos de abismo 
O doce aforismo da perdição
Noite de tempestade
Insanidade, sofismo e prisão 

Maré de niilismo
Prisma da inequação
Correnteza que traga
Dúvida, dívida e praga

Que fazem joguete do meu coração
O universo se contrai a um só objeto
Ser de desejo puro, imaturo e irrequieto
Dialeto que surfa na crista do foguete

Frenesi de escultor que fala com a obra
Em teu seio se dobra o fio da razão

ATEU POETA
19/07/2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

FARELO ESTELAR




FARELO ESTELAR

Não somos mais que fragmentos
Puro farelo estelar sem esmero
Poética em prosa salutar
Presa, predador e tempero

Sem molde de barro, areia ou milho
Apenas filhos do átomo e do caos
Criaturas complexas sem criador
Acasos do defeito e da pressão

Impacto da matéria sobre si
Sem pacto, paraíso ou submundo
Animais que gostam de rotular
Perdidos no paradoxo da dúvida e da certeza

Num mundo pequeno
 Com a proeza de girar

ATEU POETA
17/07/2013

quinta-feira, 11 de julho de 2013

ANTIÁCIDO

O ANTIÁCIDO

João acaba de tomar um remédio errado e fica lendo a bula a procura da composição química. Sua mulher lhe fala em tom de zombaria:
_Você nem sabe que remédio é esse, vai entender pela composição química? Você nem sabe quais são esses elementos químicos!
_Não sei, mas tem muito tipo de ácido aqui.
_Sim, esse medicamento tem uma acidez muito forte.
_Já comecei a sentir uma dor no estômago. Vou comprar um antiácido.

Na farmácia ele é atendido por um casal de farmacêuticos. A farmacêutica lhe dá o antiácido, quando ele pergunta:
_Essas bolinhas pequenas, essas médias e essas grandes, são pra tomar as três de cada vez, ou basta um comprimido?
_Basta um comprimido por vez.

Ele não acredita, e como sua dor aumenta, toma dois e põe mais dois em outro copo d’água, onde a farmacêutica sem querer mergulha a mão. Em seguida, notando que suas mãos ficaram com aparência mais bonita ela fala ao seu companheiro:
_Nossa! Esses anos todos tomando remédios que nunca me curaram e bastava por antiácido...

Ao ver o farmacêutico um pouco sonolento lhe fala novamente_ Paulo, você não vai dormir aqui de novo! Eu tentei dormir ontem, mas não consegui... Nossa! Esse antiácido parece que fez meu coração acelerar, mas, em compensação até a minha vista melhorou.

Os dois homens olham para a farmacêutica desmaiada com o rosto sobre o teclado do computador. Medem seu pulso, mas já estava morta.

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
11/07/2013


segunda-feira, 8 de julho de 2013

DOMINÓ



 DOMINÓ

O homem não dominou, dominó
Dominus ao deus-dará coisa alguma
Paradoxos de Iemanjá nada para
Para que esse mal há que bem anda?

Olhado de gato preto, eu sou branco
Sem Buda nem patuá, pato assado
Gatunos à solta em Belém do Pará
E grana na grama na cama não vem

Que é minha que é sua nesse vai e vem
Sedados nas cédulas fatais
Reais abstratos de libras externas
Tão ternas eternas de átomos e pó

A polis não vale a poligonal
Do eixo disléxico dessas digitais

ATEU POETA
O HISTORIADOR DE PACOTI
08/07/2013

domingo, 7 de julho de 2013

A ÚLTIMA FLOR AMARELA


ENVÓLUCRO SOCIAL





ENVÓLUCRO SOCIAL



À criança é dada toda a atenção através da qual forma sua identidade, muitas vezes mimada no infinito querer por que as coisas parecem a ela pertencer até descobrir que não é o possuir que forma a humanidade. Por que a Terra não é dela; ela é que é do mundo.



E, assim é que os olhos começam a realmente deslograr o que de fato a mente precisa. Quando a busca já não é mais focada em si mesmo, uma vez que o conjunto é que forma a equação. Todo número sozinho não é mais que uma fração.



De parte em parte é que formamos os grupos sociais por algum envólucro político que nos una pelo tempo em que dure a necessidade comum ou algum outro elo de sustentáculo que não deixe a estrutura ruir.



A maioria das ligações serão temporárias e talvez até seja vital que se quebrem para que novos rumos sejam tomados. Com a tecnologia surgem as amizades virtuais que tanto quanto as normais podem durar ou não decorrente de vários fatores. O importante é que sempre nos marcam ao longo dessa estrada de paradoxos que parece não ter fim e dura tão pouco.



Ao contrário da crisálida que sai pronta do casulo, nós primeiro saímos da caverna para só depois crescermos a nos aventurar pelo mundo. Mas, isso também não nos traz a tão sonhada liberdade, utopia universal que nos introduziram na mente como uma vaga ideia de não precisar de nada. A verdade é que a maior prisão é que a não tem grades, por que só nos ilude, dando a falsa sensação de não continência.



ATEU POETA

O HISTORIADOR DE PACOTI

07/07/2013