Temer na cadeia Aécio na cadeia

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Copiem e colem em seus perfis

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

GUERRA SANTA

GUERRA SANTA
CAP 1: O ASSALTO

Aconteceu naquela noite o começo de tudo; eu pedi reforço policial e chegou Jack Mcqueen, que estava a dois quarteirões de lá, mas o bandido que perseguia uma moça loira olhou para trás e me viu, me baleando no peito. Mesmo de colete aquele tiro doeu e eu cai.

Daí Jack chegou do outro lado e enquanto o bandido anunciava o assalto à vítima que de susto caíra um tiro certeiro bem no meio da testa explodiu. Não havia oportunidade melhor nem haveria outra. Mas graças aos direitos humanos Jack foi para a prisão.

Eu fui procurado uma semana depois e recebi grande quantia em dinheiro para poder soltar o policial e como conhecia o juiz do caso eu o lembrei de uns favores que ele me devia e ainda dividi com ele a bolada. Eis que na semana seguinte Jack foi solto apesar de toda a mídia encima do caso, o julgamento dava o veredito de inocente e legítima defesa.

O mesmo cara que me procurara assistira ao julgamento e deve também ter comprado todas as pessoas do júri, mas isso eu não tinha como provar, era apenas uma grande suspeita devido à tamanha coincidência do que viria a seguir.

Antes do policial sair, o cara já estava lá fora esperando alguma coisa. Quando Jack saiu a sorrir do tribunal uma bala lhe atravessara a testa e antes de eu pensar direito saquei a arma e atingi o atirador também no olho direito, um tiro rápido e fatal. Só então percebi a merda que eu fiz. Aquele ali era Matias Martins que tinha sido acusado de ser chefe da Máfia da Mancha, a máfia da minha cidade que se chama Mancha City.

Mancha City fica no Estado de Marco que é o Estado mais corrupto do meu país, que se chama Falcon. E Matias Martins era o pai de Marcos Martins, o assaltante que Jack Mcqueen havia matado naquela noite em que eu pedira reforço.

Como eu pude esquecer de tudo isso? Logo eu que participei de tantas operações para prender Matias Martins. Foi aí que a Guerra Santa começou.

CAP 2: O DIÁRIO

Uma semana depois o padre Alex Ritte recebe uma carta de seu irmão, Jason Ritte, que a saber sou eu:

Eu sabia que não viveria, então, resolvi escrever um diário, mas esse eu mesmo lhe darei assim que você for ao meu túmulo e me desenterrar, meu irmão. Na minha mão direita terá uma seringa a qual você deverá aplicar encima do meu coração.

Na noite seguinte o padre me desenterra e eu volto à vida após aquela injeção de adrenalina. Eu tomara droga antes que me fizera paralisar dando a impressão de ter morrido, assim como na obra “Love Store” de Shakespeare e repetida tantas vezes em tantas outras obras.

Então eu falei: _Meu irmão, eis aqui nesse pequeno mapa onde você encontrará o meu diário. Agora aplique em mim esta outra injeção e me enterre novamente ou você morrerá. Saiba que está sendo seguido nesse momento, por isso desenterre o caixão do túmulo à direita e vista a roupa preta nele por baixo da sua batina. Tome essa arma, você se esconderá dentro do caixão e dará um tiro na primeira pessoa que o abrir.

_Mas, meu irmão,_ O padre em pânico falou_ eu nem sei atirar. Eu fiz votos pra Deus. Jurei nunca matar, não roubar e tantas outras coisas que incluem os 10 mandamentos. Você me pede algo que eu não posso fazer.

_Então você morrerá em meia-hora e com isso os mafiosos de Mancha City dominarão Marco e depois todo o Falcon numa rede de tráfico que só crescerá por todo o mundo em menos de um mês. _Falei fortemente_ Eles matarão o Papa no mês seguinte. Eu li os planos da máfia e os detalhei para você. Agora faça tudo o que eu disse e não me conteste!

Sem escolha, o padre fez tudo que eu disse, embora piamente cético sobre tudo o que eu dissera. Só que a coisa toda era um pouco pior. Não previ que em vez de apenas um viriam 15 homens atrás do meu irmão. A sorte dele é que eu lhe dera uma sub metralhadora e a coisa toda aconteceu mesmo dentro de meia hora.

Foi um tiroteio brutal e nem parecia que um eclesiástico é que atirava. Ele ainda pegou armas dos inimigos porque depois dos 15 vieram muito mais. Contudo, aquela roupa era impenetrável com uma elevada tecnologia que eu mandara desenvolver exclusivamente para ele, não havia outra no mundo porque eu tive que matar o homem que a fizera justamente para não vender essa tecnologia para a máfia.

Após todo o banho de sangue o padre Alex Ritte não acreditou que a parte inicial do meu mapa iria justamente ao seu confessionário. Lá existia um pequeno botão azul o qual eu indicara para apertar e isso fez abrir o chão e ele caíra sobre alguns colchões por uma queda de uns 3 a 4 metros.

E por um labirinto com caminho traçado foi encontrado o meu diário azul com uma cruz vermelha.

CAP 3: AS INSTRUÇÕES

Enquanto meu irmão seguia minhas instruções um outro policial me salvara com uma outra injeção e nós partimos para a ação. Talvez um padre não tivesse coragem de fazer o que eu tinha que fazer.

Instrução número um: você tem duas canetas na segunda porta a esquerda do labirinto, ambas com mecanismos explosivos, mas que você só poderá acionar ao meio dia daqui a dois dias. A caneta verde explodirá todos os mafiosos da cidade enquanto a caneta dois matará os chefões do tráfico e libertará as pessoas escravizadas pelo tráfico em todo o país. Não deixe de acioná-las ao mesmo tempo exatamente ao meio-dia, daqui a exatamente dois dias.

Instrução número dois: vá à minha casa e não deixe minha mulher nem minha filha saírem durante esses dois dias e diga-lhes que foi um pedido policial que você está em missão, mas não fale os detalhes nem que me vira vivo. Fale que é um agente secreto infiltrado na Igreja. Dentro do guarda-roupas existe outro botão que leva para outro esconderijo com suprimentos e armas, leve-as para lá.

Enquanto o padre seguia para minha casa um atirador com Sniper o atingira, ele caiu mas não teve nenhum arranhão por causa da roupa. De um lado eu também estava com uma sniper e matei o atirador. Vários policiais foram abordando Alex, mas o meu colega atingira todos com um tiro no pé enquanto Alex corria sem disparar um tiro sequer, talvez para não ser visto matando alguém em público.

Ao tocar a campainha e entrar em minha casa ele falou exatamente o que mandei, mas minha mulher só acreditou quando o chão do guarda-roupas se abriu e lá havia coletes e capacetes à prova de balas para ela e para minha filha.

A campainha não pararia de tocar nesses dois dias. E minha casa acabou sendo invadida várias vezes, tanto por mafiosos quando por policiais.

Instrução número três: Mate todos que encontrarem vocês no esconderijo.

CAP 4: BELENUS

No primeiro dia meu parceiro me liga: _Descobri um cara que não conhecíamos. Matias não era o chefão do tráfico, mas Belenus.

_Quem é Belenus? _Perguntei completamente atônito porque era um nome de deus celta da guerra e do sol.

_Simplesmente o cara era o irmão mais velho de Matias e fora dado como natimorto com o nome inicial de Beline, mas na verdade eu exumei o cadáver e não tinha nada além de tijolo em seu pequeno caixão. Há 10 anos que um tal de Belenus comprara grandes empresas em Falcon principalmente no Estado de Casanova, mas eu sempre o achei parecido com os Martins. Descobri de fonte segura que ele esteve em todos os julgamentos de Matias. Tive acesso a uns vídeos antigos de jornais impressos, televisivos e pesquisei online. Tudo bate. Esse cara foi criado para o crime.

Antes do policial terminar de falar uma arma lhe encosta a cabeça:_ Solte o telefone. _E antes de o telefone ser solto e cair no chão eu apontei a arma para a cabeça do meliante e falei: _Solte a arma, você!

Mas, chegaram vários bandidos que estavam escondidos e eu tive que soltar também a minha arma.

_Quer dizer que vocês dois descobriram sobre mim? _Falou um homem de terno branco_ Então vou ter que mata-los. Depois vou matar aquele padre intrometido, aquela linda mulher e a garotinha.

_Eu acho que não. _Falei confiante enquanto o outro policial apertou um botão do seu celular com o pé o que acionou um mecanismo de fumaça e o tiroteio começou.

Ateu Poeta

27/02/2014