Temer na cadeia Aécio na cadeia

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A MANSÃO DE MARIA


Há anos que Maria se humilhava para viver como amante de Antony e ser por ele mantida com muito dinheiro tendo tudo do bom e do melhor. Mas tudo um dia enjoa, mesmo que nem sempre por vontade própria.

Eis que naquela manhã um homem não tão forte, porém muito corajoso, invade a mansão de Antony, acertando a cabeça de inúmeros capangas e seguranças até chegar ao quarto, presenciando uma das cenas rotineiras em que Maria apanhava na cara a todo vapor. 

Nisso, Antony é atacado pelo invasor que lhe morde o pescoço, talvez golpe aprendido com aquele jogador do Uruguai.

_O que é isso?_ Perguntou Antony após enfiar os dedos no nariz de seu agressor e derrubar-lo no chão. _Você é maluco?

_Ele veio me salvar, seu idiota! _Respondeu a mulher submissa que se transmutava dentro de Maria, desejando liberdade; por isso acertava naquele instante a têmpora esquerda do seu macho e senhor com as duas mãos. E bateu, e bateu, com todo o ódio daquele amargo coração.

Após matá-lo, roubou todos os documentos e deu a um sósia. Já no abanco, com ajuda de um terceiro comparsa, ela criou uma conta para si, roubando todo o dinheiro de Antony.

Agora era só esconder o corpo morto do ex-amante, embora não fosse sua especialidade, porque ela era boa mesmo era em esconder sua mente, seus anseios, desejos e decepções.

Sua habilidade maior, além de servir, era conquistar, seduzir e mostrar seu corpo inteiro aos homens. Nunca matara ninguém, mas a sua ganância era maior que tudo; o traço mair forte de sua personalidade.

Já tinha dinheiro para toda uma vida de luxo ao lado do homem que realmente amava. Não mais o corpo que era escravo, mas a mente e o coração demente daquela ex-frágil mulher.

Talvez a resposta sempre esteja na fuga, dado que a própria vida é uma grande prisão.

Ateu Poeta
22/08/2014