sexta-feira, 17 de outubro de 2014

ANANSI

ANANSI

Rimas pobres cobrem mil mundos
Vão-se cobres, cortes, cortes, cores e colibris
Que se dobrem Mateus e Raimundos
Ishtar está em transe

O soneto é isento de sentido
Caliente romance no ar
Sem transação, sentido ou altar
Vãos de calibres vorazes 

Calíope, Calisto, Calipso, Calígula
Vagabundos a devanear veleiros
Estanho estranho em êxtase 
Velas velozes envolvem marés

Voo tão sertanejo na seca
Não há Anansi que amanse o mar

Ateu Poeta
17/10/2014
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.