sexta-feira, 27 de junho de 2014

CORRENTE DA PÁIXÃO

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CORRENTE DA PAIXÃO

Eu estou sempre aqui
E você com outro qualquer
Tentei até desistir
Mas o coração não quer
(refrão)

Vou me afastar, enfim
Para não sofrer em vão
A vida segue assim
Quimera da ilusão 
(refrão)

Não dá para fugir
Porque a dor aperta mais
Essa corrente de paixão
É pura Alcatraz 

Refrão: Vou me libertar dessa miragem sem razão
Oásis neste lugar é caverna de Patão

Ateu Poeta
27/06/2014

VÁ SE CATAR

VÁ SE CATAR

Chega de pitaco, mané
Vá pastar, seu chato
Saí pra lá, qual é?
Não enche o saco!
(refrão)

Quem encosta em arame enfardo
Sabe que vai se cortar
Por isso, amigo, aviso
Vá se catar!
(refrão)

Cuide da sua vida, malandro
Não venha na via que traço
Melhor sair do caminho
Não espere pra ver o que eu faço

(refrão) Vá se catar, vá se catar
Vá se catar, caboré, vá catar (3x)

Ateu Poeta
25/06/2014

A COMÉDIA DE DANTE


A COMÉDIA DE DANTE

Aquela nuvem esculpe o rosto de Florbela
Sob um céu de aquarela azul
A vida é foice de Thanátos
Ávida, nos ombros de Atlas

Somos tolos Sísifos
Nessa grande comédia de Dante
Hórus caça novas mitologias
Todos querem as regalias de Diná

Mas ninguém quer ninar a guria
Aos olhos de Nix tudo é breu
Não quero sonho que não é meu
Nem querelas cheias de blues

Apolo já não usa louros
E quebra o arco de Eros

Ateu Poeta
25/06/2014

domingo, 22 de junho de 2014

ESPECIAIS PARA O CAFÉ COM ARTE EM 21/06/2014

O QUE É POESIA?

O que é poesia?
Verve que vive na veia
Ave que vem no rabo da sereia
É condor e gaivota

Maiêutica diáfana
Que agiota não vê
Coruja a caçar
Rapinando a sinfonia

Harmonia no bailar da anestesia
Antítese, artimanha, sinestesia
Os olhos de mar daquela guria
Na aquarela do sonhar

Voar de pé no chão
Porque nenhuma agaiola prende a aliteração

Ateu Poeta
18/06/2014

AFORISMO DE CERVANTES

Trânsito na cidade...
Onde transita a felicidade?
Aonde andará o meu amor
Que aqui no peito não habita?

Nem sei mais se era bonita
Ou se a solidão distorcia
Tudo que via e senti
Aferi que era sincero

Será que até eu menti para mim?
E se não era tão austero assim?
Porque às vezes a mente se confunde
E se ilude até o fundo do abismo

Será a vida um aforismo de Cervantes
Ou os moinhos fruto do ostracismo?

Ateu Poeta
20/06/2014

OLHOS DE MIRONE

Olhos de mirone me miram
Mirantes de desejo e frenesi
Cada curva esconde prazer e delírio
Esse corpo é formosura em si

Lábios de carmim e fissuras
Misturam-se em teu camarim
Que visito em sonhos
De risonhos rouxinóis e tamborins

Teu requebrado febril
Torce o pescoço da avenida
Bandolins aos bandos pelo Brasil
A música em teu seio é vida

Os lírios da praça
Transformam-se em jasmim

Ateu Poeta
20/06/2014

POETOGRAFIA

Minha pluma é poetográfica 
Mais que o bailado de Luma 
Arisca grapiúna num céu de condor
Suas dores são amores

Suas lágrimas, louvor
Bálsamo íntimo de simbolismo
Lirismo da angústia
Da esgrima e sangue saem as letras

Que aliteram minha vida 
No violão ou ar da serra
Mar, aurora e luar
No canto da primadona

Tece a vida salutar
Do lobo no seio do horizonte

Ateu Poeta
21/06/2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

ATÉ O DIA NASCER

ATÉ O DIA NASCER

Quando pego na minha viola
A tristeza vai embora
Até o dia nascer
À noite a lua mais brilhante

Que cada lobo andante
Uiva como cão errante
Antes da ruiva aurora florescer
Não há Kant que se afoite

Lançar olhos de açoite
Para quem cante com prazer
A música anestesia
Mesmo sem musa ou fantasia

Toda essa euforia
É o que me faz viver

Ateu Poeta
16/06/2014

MAESTRO SEM MELODIA

 
MAESTRO SEM MELODIA

A vida vaporizou em várias paixões
Umas não mereciam o meu amor
Outras não passaram de ilusões
Algumas perdi por razões que desconheço

Viraram-me pelo avesso
Moeram todas as frações
Não sobrou coração nem verso
Muito menos viola, violino e violão

Nessa jornada sinestésica
Sem anestésico, pus o pé no chão
Virei androide sem sentido ao piano
Poeta sem fantasia ou plano

Tenor sem terno, temor e soprano
Maestro sem orquestra, batuta e melodia

Ateu Poeta
15/06/2014

quarta-feira, 11 de junho de 2014

SAI PRA LÁ

SAI PRA LÁ

Sai pra lá
Minha cabeça não é pra chifre
Nem abate
Sai pra lá

Você não tem coração, só abacate
Sai pra lá
Tanto cachorro que morde e nem late
Sai pra lá

Já cansei de tudo nesse empate
Sai pra lá
Agora eu só jogo no ataque
Sai pra lá

Nem a vida mais me bate
Sai pra lá

Ateu Poeta
11/06/2014

VIOLÃO DE MARFIM

VIOLÃO DE MARFIM

Meu coração não é de ferro
Mas puxo os pregos da paixão
Sem berro
Porque odeio ilusão

Não minta para mim
Aceito a decepção
Engulo com feijão
À sombra do clarim

Tocando meu violão de marfim
Para os confins do universo
Os ouvidos da noite apreciam
Versos e virtudes

Que criam vida e guarida
Para os homens de atitude

Ateu Poeta
11/06/2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

VILÕES NA VILA

VILÕES NA VILA

Para quem tem poderes do dinheiro na mão
Estão à venda no mundo todos os prazeres
Para os demais: afazeres, voto, veto
Retos vetores, válvulas, transistores

Transtornos e entornos mentais
Poucos cifrões nos jornais
Parcos recursos de gregos
Novos vilões na Vila Isabel

Derramando fel com mel de ilusões
Negro céu de canhões
Quartel de amarras intelectuais
Nada que o metal não corrompa

Derreta, rompa e falsifique nos anais
Nas podres páginas oficiais

Ateu Poeta
10/06/2014


segunda-feira, 9 de junho de 2014

FORTALEZA DE ILUSÃO

FORTALEZA DE ILUSÃO

Não sou domador de feras
Guerreiro de heras
Matador de quimeras
Que monta em dragão

Mas plantador da semente de sonhos
Em parco chão
Sem nobreza
Nem leveza de falcão

Aspirando a fortaleza de ilusão
Nesse mar de mentiras
Uns nascem
Outros morrem

Todos correm
Para a mesma armadilha

Ateu Poeta

09/06/2014

domingo, 8 de junho de 2014

NINJA OU CIGANA



Cigana, ninja ou deusa Ingana?
Minha mente se engana
Nos teus olhos
Brilho que a razão esgana

E não sou samurai
Tantas vezes me apaixono
Meu coração me trai
Não busco anjos nem demônios

Mas simples mortais
Com portais apenas para a poesia
É preciso deixar a vida fluir
Para criar harmonia

Ou a sinfonia enrijece
E fenece ao meio-dia

Ateu Poeta

08/06/2014

sábado, 7 de junho de 2014

NÃO SEREI MAIS SEU

NÃO SEREI MAIS SEU

Talvez um dia me procure
Percebendo o que perdeu
Mas aí já será tarde
Não serei mais seu (repete 3ª e 4ª)

De tanto apanhar
O coração aprende
Que adianta uma paixão
De ilusão que prende? (repete 3ª e 4ª)

Seu olhar fugaz
Já não me surpreende
A solidão sombria
E fria me entende (repete 3ª e 4ª)

Viverei em paz
Enfim, the end (bis)

Ateu Poeta

07/2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

NINJAS E SAMURAIS


NINJAS E SAMURAIS

Mesmo ninjas e samurais
Cansam de lutar
Quando a canção
Abandona mente, corpo e coração

Aqueles olhos de mar
Já não me fazem sonhar
Por nunca mirarem de volta
Sem pavor ou revolta

Revoam na geada
Em polvorosa
Na alvorada desarmoniosa
Pólvora da fuga

Se não houver sinceridade
Valor não terá a comunhão

Ateu Poeta

06/06/2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

GERAÇÃO Y



Informação sobre tudo
Conhecimento de nada
Geração bitolada e bipolar
Que se acha a nata

Sem nenhum saber
Algoz do vento
Que qualquer um leva
Levas de manifestos

Protestos sem razão
É grande a manipulação
A propaganda da droga
Das armas e dinheiro fácil

Vírus, vícios e laços
Armadilhas no encalço do paço

Ateu Poeta
05/06/2014


Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.