Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

PIRÂMIDES DE MUMM-RÁ

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2014/12/piramides-de-mumm-ra.html
PIRÂMIDES DE MUMM-RÁ

Além, Alá, aqui, ali, amém, amendoim
Alguém estará naquele disco voador?
Nós já estamos no espaço sideral
A abóboda de Atlas é só mais mais uma caverna digital

Os E.T.s não lhe buscarão no fim do mundo 
Seja você Raimundo ou José
As crenças criam guerras
A abobora de Jack não lhe deixará de pé

Só a verdade é eterna
Mas você não saberá jamais
Às vezes da loucura a sanidade brota
A verdade é bruta e não aceita nada mais

Não existem deuses nas pirâmides de Mumm-Rá
A Terra nunca estará em paz

Ateu Poeta
31/12/2014

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

EU ODEIO INGLÊS

EU ODEIO INGLÊS

Não sei vocês, mas eu odeio Inglês
E até mesmo essa obrigação
Os sábios não eram poliglotas
Qual o problema do meu Português?

As lorotas surgem em gringuês
Até novas crises de lajotas
Janotas, névoas de pomponês
Outros eufemismos de Varjota

Agradam-me algumas canções
Na língua do Poeta Imortal
Mas suplantar o meu idioma
É um axioma mais do que brutal

Não sei vocês, mas eu odeio Inglês
Não sei vocês, mas eu odeio Inglês

Ateu Poeta
29/12/2014

OS DEUSES GREGOS NÃO PEDEM PERDÃO

OS DEUSES GREGOS NÃO PERDEM PERDÃO

Meu coração de lego se restaura em segredo
Para bem cedo sofrer em vão
O céu de Atlas pode até cair
Há de vir vento e furacão

A gloriosa Daymon inspira poesia
Hades chora à lira de Orfeu
A vida é uma louca sinfonia
O seu sorriso é esmeralda em camafeu

Sísifo sofre suplício sem fim
Eterna agonia de Prometeus
Vulcano sangra lava de vulcão
Máxima culpa é a canção de Zeus

Os deuses gregos não pedem perdão
Os deuses gregos não pedem perdão

Ateu Poeta
29/12/2014

sábado, 27 de dezembro de 2014

O AVIÃO DOS IDIOTAS

 O AVIÃO DOS IDIOTAS

Perto do louco
O doido é são
Como um idiota
Querendo dar extrema-unção 

Em um ateu
Dentro de um avião
Seria a estupidez suprema
Uma conversão no céu

Se lá é o quartel
Para onde os tolos querem voltar
Os sábios sabem o simples
Sempre estivemos lá

Quando acolá é aqui
Pra que irei andar

Ateu Poeta
27/12/2014

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O VERDADEIRO DEUS DA GUERRA

O VERDADEIRO DEUS DA GUERRA


O homem é o verdadeiro deus
O resto são fariseus
Hebreus, judeus e muçulmanos 
Não existe bom samaritano

Quando o plano é se matar 
Cada um com seu engano
Novo nome  e mesmo avatar
Seja Hórus, Montu ou Rá

Ares, Kratos, Tyr, Alá
O homem é o verdadeiro deus da guerra
 Derradeiro monstro desta terra
Só em guerra o homem está em paz

Só importa a autoridade
A verdade agora aqui jaz

Ateu Poeta
25/12/2014

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

WOLVERINE

WOLVERINE

Mais que um lobo solitário
Extraordinário animal
Caçador sempre à procura
Em busca de algum sinal

O instinto é inevitável
Longas eras nessa imensidão
Logan, o imortal inigualável
Arma x de pura ação

Não sei quem sou nem onde estou
Só importa o que sinto
Há uma ruiva em meu coração
Minha vida é um labirinto

Meu sangue tem um grande poder de cura
Cuidado! Sou fera feita de fúria

Ateu Poeta
23/12/2014

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

INFIMOCRACIA


Todos querem respostas
Mas ninguém pergunta
Querem mudanças
Mas não mudam nunca

Não fazem nada
Não vão à luta
Depois se queixam
Fazem da vida um vão

Para viver de apostas
E migalhas de pão
Na multidão
Mortalhas da infimocracia mediocrata

O ministério do mérito
Segue a critério do mistério

Ateu Poeta
22/12/2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

EMBOLADA DO ARIGÓ

EMBOLADA DO ARIGÓ

O deputado se faz de coitado
Ficou muito danada
Foi parar no xilindró
Pouco depois foi liberado
Pois tem bom advogado
Que em toda lei dá nó

Mas vá você que já tá lascado
Fazer algo errado
Lá nos cafundó
Pra ver se não vai engaiolado
Ver o sol quadrado
Até doer o mocotó

Você trabalha o ano inteiro
Mas não tem dinheiro
Para comprar um paletó
Vende o voto para ver se a coisa engrena
Mas daí vira gangrena
O que veio vira pó

Todo dia olha para o céu
Reza à espera de um milagre
Mas o padre manda derramar o seu suor
E ainda cobra por isso sem compromisso
Deixa você liso
E com a cara de bocó

Você vive assombrado com feitiço
Mas não larga o seu vício
Para poder passar melhor
O que faz a carne ficar fraca
Surge feito coisa ingrata
Fará você ficar pior

Superstição só lhe torna adestrado
Pobre, lerdo e abestado
Com medo de ficar só
Sonha tanto em mudar o mundo
Que sempre foi moribundo
Com cara de jiló

Mas, ninguém pode por nos dedos
Os segredos de Saturno
De uma só vez
Muito menos dominar os seus anéis
Domar cartéis e quartéis
Sai pra lá, seu arigó!

Ateu Poeta
19/12/2014

SERPENTES DO CAOS

SERPENTES DO CAOS
http://ateupoeta.blogspot.com.br/2014/12/serpentes-do-caos.html

Ínfimas mentes, infindas megalópoles
Serenas serpentes do caos
Não quero que você preencha nada
Deixe o meu vazio em paz

Repentes reverberam no oxigênio
Hipérboles hipócritas de criogenia
Imponentes exponenciais
No chicote está o brio do capataz

O coite é mais veloz que a gaivota
A lorota da raposa aqui jaz
E se Adão mentiu como um ladrão?
Se seu deus era Smaug, o dragão?

O inimigo trai quem lhe deu a mão
É perdido abrigo para escorpião

Ateu Poeta
19/12/2014

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

UM MINUTO

UM MINUTO

A vida não é mais 
Que um minuto na sinapse
Síntese, sinopse, sintagma do caos
Magma diagonal no cais

Eflúvio da ânfora lateral
Caverna digital
Suborno soturno eleitoral
Corvo em voo noturno

Euforia de condor
Trovador no dilúvio
Regaço na ribalta
Aquela estrela alta irá cair

No seio do furacão
A radiação explodirá o olho do sol

Ateu Poeta
15/12/2014

LÍBERA ADICÇÃO

LÍBERA ADICÇÃO

O lucro está acima da razão
Prazer e satisfação
Suplantam a saúde
Há sempre uma nova latitude

Supernova de transeuntes
Mentes em plena expansão
Universo em verso uníssono
Superlativo da contradição

Liberdade cativa
A adicção deturpa
Destrói por corrosão
Deixa turva a visão

Que adianta a queixa 
Sem a gueixa da disposição?

Ateu Poeta
15/12/2014

CURTA METRAGEM


CURTA METRAGEM

A flor do teu sorriso
Aflora em meu coração
É a fuga que eu preciso
Até a próxima estação

O teu corpo faz meus passos
Perderem todo o sentido
No fervor e libido
De um intenso abraço

Esqueço que a morte é breu
Que nos espera no fim
A vida é áspera e ávida
Curta metragem em cartaz

Quem será que dá as cartas?
E quando a manga não tem ás?

Ateu Poeta
15/12/2014

A SINFONIA DE ARES


Todos são loucos
Poucos se mostram
Apenas apostam para perder
Esquecer de pensar e fazer

Quantum, quark, quartzo qualquer
Minha mente está em Marte
Mas eu não acredita em E.T.
E daí?

A ira é a ilha que move a minha paz
Aqui jaz a filha de Zeus
Nascerá a pilha do jazz
Blues do jamais 

A arte é a parte que liberta mais
Ares não dá sinal de alerta

Ateu Poeta
15/12/2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

UM COPO DE MARTINI

UM COPO DE MARTINI

CAP1: JOGO DE SEDUÇÃO

Então, a música mudou e eu dancei mais uma ali na pista. Cláudia rebolava de costas para mim. Que linda, pensei. Ela pegou minhas mãos e praticamente vestiu meus braços como um chale sobre os ombros, depois sobre seus seios roliços e não parava de rebolar.

Sei lá, mas acho que desta vez eu estava me apaixonando. Não sei se era a bebia fazendo efeito em minha mente, aquelas luzes da boate, o clima feliz que causa os melhores amigos estarem quase todos reunidos e dançando com sorrisos de Curinga do Batman.

Ela virou o rosto e me beijo. Daí, me vi velho, casado e cheio de filhos, coisas que eu nunca imaginei para mim. Pela primeira vez na vida senti medo a ponto de fugir. Cláudia percebeu meu pavor, mas fazia um forte jogo de redução.

Puxou-me pela mão até o balcão, pediu um martini e me entregou. Disse para que eu bebesse de uma vez que talvez assim eu parasse de ter medo der homem de verdade uma vez na vida, o que não incluía sair brigando por aí, como eu sempre fiz.

Senti uma enorme vontade de beijá-la afrontada por um maior desejo de ir embora.Saí da festa com o martini na mão pensando como eu poderia está  com tanto medo se segurava uma bebida inspirada no deus da guerra, aquele do qual sempre gostei.

Então, bebi e voltei, mas Paula havia sumido. Será que eu perdi aquela ínfima chance de ser feliz, normal e sanamente equilibrado? Já long da porta, a vi sair e a seguir decidido. Acho que esse martini amoleceu o meu coração. Mas, não importava, eu estava decidido.

CAP2: DANÇA COMIGO?

O inesperado aconteceu, quando finalmente Cláudia olhou para trás e me viu eis que surgiu Amanda, uma antiga parceria de dança que eu nunca mais vi seguida de Paula e Bianca, também grandes parceiras e amigas que também andavam sumidas.

Amanda me puxou e disse:_Hoje você dança comigo.
_Mas, eu já vou embora_ Respondi à queima-roupa, enquanto Cláudia vinha em minha direção.

_Não_Falou Bianca a me abraçar fortemente_dessa vez você não escapa. Faz uma eternidade que a gente não dança.

Paula me arrastou pela outra mão e também se pronunciou:_ Sem essa de ir embora. Eu nunca vi você largar uma festa no meio.

Eu só pensava em Cláudia quando uma delas me beijou depois a outra e a outra em seguida. Eu dançava com as três ao mesmo tempo. Cláudia nunca irá me perdoar, pensei, mas não foi isso o que aconteceu. Ela misturou-se a nós por umas duas horas e depois me puxou bem forte e falou para as três:_Muito bem, vocês são lindas, dançam muito bem e já se divertiram, mas este aqui é meu.

Alguma coisa acontecia nas vitrines do segundo anadar, alguns vidros se partiram e ouviu-se uma enorme explosão. Todos correram enquanto eu caí no chão sentindo que algo atingira minha nuca perdendo a visão.

CAP3: O ESQUADRÃO

Acordei em um acampamento militar, avisado de que o país estava em guerra civil e obrigatoriamente agora eu era um recruta.

_Felizmente a cirurgia foi um sucesso_Falou-me alguém.

_Que cirurgia? Onde estão as garotas? Onde está Cláudia?

_Graças à chapa de metal que você tem na cabeça você não morreu ao ser atingido por essa bala de fuzil uma semana atrás. _A bala foi-em entregue dentro de um prisma presa a um cordão de prata. Eu nunca gostei de cordões, mas este eu jamais tiraria.

_Quem me atingiu, soldado?

_Foi uma freira maluca de hábito preto. Estamos trabalhando para prendê-la. Naquela noite vários cofres daquele shopping foram destruídos com várias explosões em todos os andares, exceto no primeiro, onde se encontrava a boate. Você não foi a única pessoa atingida, muita gente foi.Recebemos informações de que é uma facção criminosa global que fez assaltos ontem em todo o país, mas, como não podemos esperar pela ONU, decretamos estado de guerra civil e todos os brasileiros agora que não forem criminosos estão automaticamente alistados no exército.


_"Somos todos soldados, armados ou não".
_Tenha fé, que nós venceremos.
_Não me fale de fé, dê-me uma arma.
_Mas, Deus...
_Eu sou ateu!
_Nesse caso, eu deveria tê-lo deixado morrer para você ver Deus e se converter.
_Não se preocupe, quando a hora chegar você verá que ele não existe.

O soldado apontou a arma para minha cabeça e falou:_Esteja preso por desacato à autoridade.

A que logo respondi de supetão:_Esteja preso por preconceito religioso. Você pegará mais tempo. Vamos, tire logo essa arma da minha cara!_ Ele deu um sorriso irônico, então, bati rapidamente em sua mão e o desarmei depois, lhe dei uma cotovelada que o fez desmaiar. Roubei  sua roupa de oficial com colete e tudo, incluindo armas e munição.

Vesti nele as minhas roupas: uma calça jeans, camisa vermelha com flores verdes tipo Avaí, tênis branco e boné preto. Saí da enfermagem o mais rápido possível.

CAP4: UMA NOITE DE AMOR

Só me preocupava com Cláudia, Amanda, Bianca e Paula. Será que estão bem? A imagem da festa não saía da minha cabeça junto com a explosão, a dor do tiro e ao desmaio. Eu só queria ser mais um John Travolta "Nos embalos de um sábado à noite", até lembro que existe uma continuação desse filme que não fez tanto sucesso.

Andei por aí sem direção. Passei em casa, comi qualquer coisa, tomei u banho e procurei a chave do carro sem a menor ideia de onde a havia colocado. Resolvi procurar no quarto e encontro as quatro amigas dormindo na minha grande cama de casal.

_Tire essa atoalha e venha cá._Falou Cláudia. Esta noite eu divido você com elas.

Todas acordavam aos poucos e sorriam safadamente como quem concorda e deseja muita coisa.

_Eu jamais recebi a proposta mais tentadora em minha vida, mas eu acabei de bater em um capitão do exército e a essa altura eles já devem saber tudo sobre mim.

_Que nada._Disse Amanda_ A aguerra civil é mais importante e nós estamos esperando por você há sete dias, não nos faça esperar mais.

Você pode, imaginar o que aconteceu numa cama com quatro mulheres nuas banhadas em desejo e lindas como um beijo do sol na lua mais dourada do ano.

CAP5: A FUGA

_Mão ao alto! O que está havendo aqui?_ O batalhão tinha encontrado minha casa, invadido e agora queria me levar preso. Mas, ao assistir aquela cena os soldado jovens como eram ficaram excitado e sem saber o que fazer.

Paula, Amanda e Bianca foram para perto deles e começaram a dançar como quem faz Strip-tease,só que já estavam nuas. Eu e Cláudia ficamos rindo e atiramos cinco caixas de camisinhas no chão.

_Ninguém precisa saber o que vocês acharam e muito menos o que houve aqui_ Falei em tom de negociação.

Os soldados se entre-olharam e um deles soltou o fuzil no chão, depois outro pois o seu encima do primeiro e todos os demais igualmente. Falaram todos juntos:_Vamos nessa!

Aproveitei para me vestir, achar a chave do carro, pegar dois fuzis e fugir com Cláudia.

Na estrada um grupo armado queria que eu parasse. Em vez disso, peguei um dos fuzis e atirei, Cláudia fez o mesmo. Ainda atropelei dois ou três e talvez tenhamos matado mais alguém. 

Eis que a uma certa altura vi a tal freira de preto com um rifle na mão em um posto.

_É ela._Disse Cláudia.

Freei no mesmo instante, tão bruscamente que batemos nossas cabeças nos air-bags.

CAP6: AÍ VAI BALA!

A freira estava fazendo um assalto, ela parecia ser uma das chefes da facão. Eu não quis saber, saí do carro armado e acertei-lhe um tiro no meio da testa,a estilo James Bond, Nisso, integrantes da facção atiraram de volta enquanto outros fugiram com dinheiro. Enquanto Cláudia me dava cobertura, eu ia sem medo algum da morte.

Só uma coisa havia na minha cabeça: vingança. A adrenalina tomava conta de mim e o exército de repente apareceu novamente por causa do tiroteio. Agora vinha bala de todo lado mas, continuei caminhando pra frente com sede de algoz.

O tiroteio só aumenta enquanto minhas balas acabavam até que fui atingido no peito e caí.Eu vou cair atirando, pensei. Larguei o fuzil e peguei duas pistolas. Levantei e corri pra cima dos bandidos atirando. 

No fim, quando olhei em volta, havia uns cinquenta soldados caídos e uns duzentos ou trezentos bandidos mortos.

Abri a blusa, só havia uma perfuração no colete que eu havia roubado do oficial. Agora eles não sabiam mais se me prenderiam, me condecoravam, se eu viraria oficial por menção honrosa ou se somente me deixariam seguir a minha vida em paz em meio à essa guerra civil.

A ideia de terminar velho, casado e cheio de filhos de repente pareceu-me boa. Virei para Cláudia e falei:_Casa comigo?_Ela me olhou e sorriu.


Ateu Poeta
08/12/2014

PÓ DE DIAMANTE



PÓ DE DIAMANTE

A saudade surge assim
Com uma pressão constante 
Que estraçalha diamante
Até reduzí-lo a pó

Furacão frio e voraz
Sua velocidade feroz 
Fere a fera mais atrós
Cada ato atado a nós

Impossível desamarrar
Que será de mim, poesia?
Ainda bem que estás aqui
Para minha dor derramar

Semeando esta folha em branco 
Que em teu canto já foi mar

Ateu Poeta 
Pacoti-Ceará, 07/12/2014

sábado, 6 de dezembro de 2014

A SAUDADE MATA

A SAUDADE MATA

Teu sorriso de aquarela
Sempre impera em meu olhar
Acalma todas as quimeras 
Do meu coração

A verdade é que a saudade

Mata mais que a solidão
Corrói o juízo
Altera o mundo

Alitera a fundo o fio da razão
Quem diria que toda a solidez
Um dia veio do fluido em acidez
Do gás, do átomo da matéria?

Mas isso não interessa a nenhuma artéria
Minha mente tem pressa

Ateu Poeta
06/12/2014

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ÂNFORA DE BLUES

ÂNFORA DE BLUES

Não tenha medo de ser feliz
Hoje o mundo está por um triz
Amanhã já será tarde demais
Um mortal na ânfora do jamais

Meu amor, não finja que não me quer
Solte o desejo que aflora
E que à sua cabeça devora
Dê-me seu beijo carmim-amora

Não se perca em via qualquer, mulher
Venha pronta para o que vier
E se der, não esqueça de mim
Miosótis afora no jardim

Blues sob o céu de alcaçuz 
Flor de Lis entre rosas azuis

ATEU POETA
05/12/2014

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

VÃ EXPLOSÃO

VÃ EXPLOSÃO

Somente a heresia pode nos salvar
Da hipocrisia e da escravidão
Nossa vida será sempre regida 
Pela rígida cultura desse chão

Apenas o sino e o sarcasmo
Darão novo orgasmo
No seio da prisão
A cada refrão

Tudo se consagra
Sangra e desaba
Para o perene caos
Problemas não são resolvidos

Mas substituídos em cada vagão
Até a vã explosão

Ateu Poeta
03/12/2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

SILÊNCIO A GRITAR

SILÊNCIO A GRITAR

Quem se impõe pelo grito
Decompõe o tom de poder calar
Pois desconhece som e foz
Que não seja a própria voz

Aprende a ser atroz
Quando não pode ser astro
Estrelas somem atrás do sol
Como atriz que brilha

Pelo estribilho de um triz
Entre três penas
Um blues de poemas perdidos
No infindo azul do céu

Cara carapaça de cachecol
Caracol de carroça ante carrocel

Ateu Poeta
01/12/2014

DEMÊNCIA

DEMÊNCIA

A sociedade precisa ser demente
Senão a mente trava na razão
Não haveria museu nem coleção
Se não fosse o T.O.C. e a própria compulsão

O trabalho jamais acabaria
Sem a imensa euforia bipolar
Num peito tão obsessivo
Com a incontrolável hipocondria de tratar

Assim como o terror da balaclava faz lutar
O pior pode despertar
Uma pseudo liberdade 
Sem a qual a sanidade sumiria pelo ar

Ninguém se preveniria
Sem conhecer as mania de azar

Ateu Poeta
01/12/2014

ROCK SATÂNICO

ROCK SATÂNICO

Hoje é o tempo dos poetas malditos
Que foi para o infinito
Sem saber voar
A essência não é mais que um grito

Sol da praia que te faz tostar
Em voga está tudo que fenece
O coração não se aquece
Só por estatuto

Instituto, estátua, astuto
Um fruto novo migra pelo ar
Éter, heterônimo
Aforismo astronômico

filarmônica que faz vibrar
Um novo rock satânico

Ateu Poeta
01/12/2014

MARESIA MAGMÁTICA

MARESIA MAGMÁTICA

A lava é leve e livre
Livro, lei
Eleva e destrói
Lobianco silvo de algoz

Vermelho e feroz
Num céu de Vulcano
Cinza mortalha estendida
Ceifa seiva, selva e lida

Comprida cadeia
Ânfora que aflora
Onde outrora foi mar
Violenta jactância

Que fecunda a terra com ardor
Sem a doce dor de amar

Ateu Poeta
01/12/2014

LIMBO

LIMBO

Não há limbo
No sistema límbico
Plano cartesiano do erro
Cartago e piano que aqui não está

No córtex frontal
Esconde-se a fonte
Da inexistente alma
Que afronta a razão

A própria mente é ilusão
Dos filamentos em êxtase
Raios neurais sem maestro
Sinapses naturais

Não há nada artesanal no ser humano
Mas, sempre caímos no engano de humanizar

Ateu Poeta
01/12/2014

OS SINOS DA INDECISÃO

OS SINOS DA INDECISÃO

O risco invalida a recompensa
Viver de aparências não é para mim
Onde vêem final enxergo começo
A sentença não toca um bom tamborim

Um para sempre sempre vira adeus
Aos olhos de Zeus outro deus é seu fim
Não há quintessência, só muito cinismo
Os sinos badalam pra levantar Caim 

O deus-dará não dá nada a ninguém
Pra pouco vintém só vem promessa ruim
Quem se apressa demais perde o que tem
Sem olhar pra traz esquecerá de alguém

A indecisão joga tudo pro ar
As coisas do mundo não podem parar

Ateu Poeta
01/12/2014

CORAÇÃO DE CRISTAL

GELO E CRISTAL

Meu coração é de cristal
E já se partiu 
E já se quebrou
Não faz mais canções de amor

Quem já se feriu
E já se cansou
Tem razão de não querer nada igual
Pois a vida não é carnaval

Não uso máscara na ribalta
E não sigo ritual
Se não poder me dar companhia
Não me tires a solidão

Ela é mais sólida que o teu beijo
E teu tênue desejo sem direção

Ateu Poeta
01/12/2014

FUNIL

FUNIL

Sou ser da bola azul oval
Que gira em elipse espiral
Nos confins do espaço sideral
Ao redor de uma vermelha massa de hidrogênio

Ligações de carbono e oxigênio
Todos os astros são planetas
E graças aos cometas
Foi que a vida surgiu

Não valorizamos o que temos
Tememos o que somos
Comemoramos as comédias que cometemos
Nós vivemos por um fio

A existência não é mais que um pavio
Essência e chama do funil 

Ateu Poeta
01/12/2014