sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

RÉSTIAS DE SANGUE

RÉSTIAS DE SANGUE

No meio da poesia eu crio tempestades
No seio da insanidade eu semeio o furacão
Na canção de Anúbis eu cortejo Clio e Idun
Não desejo mundo algum

Além da minha própria liberdade
Cada amarra me sufoca
Câmara, ânfora, caverna
Todas as certezas internas desabam

E se propagam as dúvidas pelo mundo
De interrogação em interrogação
A exclamação aprende a gemer
O ponto vira vírgula no final

Como um verso vivo artesanal
Feito de réstias de sangue

Ateu Poeta
07/02/2015
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.