Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

SEM ARREGO


Historiadores
Poetas
Jornalistas
Professores

Têm o dever de lutar
Quanto mais esclarecido
Mais ácida a bílis 
No estampido

Sem limites da razão
Faz prosperar
Não se escondam!
Venham!

Enquanto ainda é cedo
Com todas as #DEFORMAS

Tenta nos formatar
O nosso ego
Já conseguiu 
Triturar

Desfazendo os diretos
De expressão
Difusão
Informação

E trabalhistas
Mas, quando vejo
Com seu cajado de Moisés

A abrir o mar vermelho
Da minha mente
Sinto, assim, a verve
Que tanto ferve

E ainda está latente
Ele não é valente
Cada veia começa a pulsar

Falar com esses guerreiros
Companheiros
Faz meu coração corar
E quando um dia

Eu puder fazer
Mais do que poesia
Para lutar, eu farei
Sem pestanejar

Ateu Poeta 
22/12/2016

VOMITAÇO NOS LADRÕES


Para a esperança vencer o medo mais uma vez
É preciso gritar #FORA_TEMER
A plenos pulmões
Com a força de um tenor

Um trator infrator 
Ninguém atropela
A gente vira
O agente do mal está infiltrado

É hora de arrancar suas pressas
Com a pressa de quem tem fome
Com suas balas, blindados e canhões

Se o clamor não bastar
Ainda podemos vomitar
Na cabeça
Desses ladrões

Ateu Poeta
22/12/2016

BRASIL GOLPEADO




Fere mais para sair 

Do que para entrar
E uma vez instalada
É fatal
Pois cria

Internas coagulações
De forma tal 
Que para escapar
Com vida

É preciso ser
Incisivo na ferida 
E, de forma brutal 
Fazê-la sangrar.

Ateu Poeta 
22/12/2016

NÃO HÁ LISONJA MAIOR PARA A PAIXÃO DO QUE NARCISOS COM OLHARES DE VULCÃO. ATEU POETA

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2016/12/nao-ha-lisonja-maior-para-paixao-do-que.html

Não há lisonja maior para a paixão do que narcisos com olhares de vulcão

 ATEU POETA
23/11/2016

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

DADAÍSMO JURÍDICO

DADAÍSMO JURÍDICO

A lei pela lei
É tão parnasiana
Dadaísmo jurídico
Pérolas de porcelana

Calunga com enfeite
A reger uma nação
Falsamente laica
Ladra e fascista

Manipuladora
Mequetrefe
Magarefe
Masoquista

Curinga da patifaria
Câncer calculista d'euforia
Destruidora, noite e dia
D'adutora d'alforria

Ateu Poeta
21/12/2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

GROTESCAS OBSERVAÇÕES

GROTESCAS OBSERVAÇÕES

Uns me criticam
Dizem que não tenho ego
Outros esbravejam 
Que tenho ego demais
Em resposta às duas visões antagonistas
Digo que são dispensáveis
As suas observações
Em órbita 
Ecos teatrais
Desobservantes
Dissonantes
Arrogantes
Delirantes
Como personagens de Cervantes
Quixotescas
Tão grotescas
Quanto o Inferno de Dante
Impossível não ter ego
Uma vez que "ego"
Significa "eu"
E negar a si mesmoSomente na ilusão a esmo
De ser niilista
O que não condiz em nada
Com ser ateu
É só pensamento aforista
De quem desrespeita o artista
Ou jamais o leu

Ateu Poeta
20/12/2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

UM PAÍS DECADENTE

UM PAÍS DECADENTE

A palavra é a arma que tenho
Por isso que eu tanto escrevo
Com tamanho empenho
O desempenho se é pleno

Vocês é que irão dizer
Não sei se nos canalhas
Consigo fazer doer
É o meu modo de defender

A nobre democracia
Que essa elite esnobe
Rói noite e dia
Cada um tem que escolher

A sua linha
Para bater de frente
Com intensa harmonia
Eles derramam o sangue

Da população
Nós falamos
Fora cambada!
E fazemos canção

Fora Temer
Calheiros
Moro
E Dallagnol!

Estudantes guerreiros
Apanham no rol
O Sol da liberdade
Os ratos encobriram

Pensam que nos pegam
Com um simples anzol
A fachada do Power Point
É uma grande furada

Têm Estados Unidos
Por trás da jogada
O Cunha é só a mão
O resto escapou

Desse sistema corrupto
Em mais um grito de gol
Na goela desce o pacote do mal
Com balas e cassetetes

Pedaços de pau
A chuva de canivetes
Começou a cair
Muitos foram cegados

Mas não irão desistir
Resistir é a palavra de ordem
São 20 anos de peia
É o fim da picada

Porrada
Fogo
Cadeia
Aqui se ateia

Essa destruição
Tudo o que os podres querem
É trair a nação
E roubar com acordos

Adornos pra lá e pra cá
Batendo panelas
A justiça comprar
O Supremo cruzou os braços

Com o rabo preso
O preço do retrocesso 
Só milionário
Sairá ileso

Para quem não conhece a miséria
Ela baterá na porta
Morderá a língua
A burguesia tão porca

Que olha de cara torta
Para benefícios e cotas
Não será tão jocosa
A pobreza para as cocotas

Janotas tão mauricinhos
Os dândis achacadores
Conhecerão de perto
O jardim dos horrores

Apanharão em seguida

Dos mesmos ditadores
Serão infratores
Quando for tarde demais

Entenderão que o homem
É o seu próprio Deus e Satanás
E quem foi tão audaz
Em aplaudir opressores

Terá que encarar
Franco-atiradores
A Globo encobrirá
Como faz no presente

De veraz só a voraz
Tropa ardente
Sem escutar os ais
Deste país decadente

Ateu Poeta
17/12/2016

DIVINA INSPIRAÇÃO

DIVINA INSPIRAÇÃO

Metade de mim é paixão
Loucura, poesia e canção
Aquela vontade de voar
Esquecendo Gaza

Fugir de casa ao luar
A outra parte 
Não é arte
É pé no chão

Renega toda a ilusão
Enxerga a tragédia grega
Explode a caverna de Platão
Fica de plantão ao Sol

Com toda a sobriedade
Que invade o seio do arrebol
Sobre o mar
Sem altar

Reino da escuridão

Solidão
No meio da multidão
A lápide do escorpião

Tempestade de vulcão

Trovão
Furacão
E maremoto

Terremoto

No Haiti e no Japão
Jardineiro da rosa de Hiroshima
Bikini, Síria e Afeganistão

Jonas, Copérnico, Galileu

Tântalo, Aquiles, Prometeus
Perseu ateu no Coliseu
Zagreus mergulhado no Queronte

Mas, tu que és a fonte

De toda a razão
Deusa que me faz sangrar
Corando até pensamento
Atenais, Ísis, PsiquêDaymon sem a qual

Todo suspiro
É mero delírio
Lírio que respiro

Calor d'aliteração
Sedução
Monte onde me atiro

Sublime sinfonia de Vênus

Safári de safiras
Maestria de constelação
A mais completa inspiração

Ateu Poeta

16/12/2016

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O VENENO DA LOUCURA

O VENENO DA LOUCURA

Não serei aquele
Que age com envergador
Criando círculos concêntricos
Para não morrer de dor

Quem bebeu o veneno da loucura
Dirá  que o melhor é ditadura
Que a doença é o que cura
Sem nenhuma lisura

A inflação vem socorrer
Os bandidos
Que estão no poder
Para sempre garantidos

Querer o melhor
É tratado como se fosse paixão
O fim tão previsto
Eu nunca vi

São tantos vagões
De um mesmo trem
Quem lutar além
Dirá: sobrevivi

São patos
São PECs
Volta ao pau-a-pique
Os ladrões do Brasil

Vivem dando chilique
Querem ir à Disney
Pois são extremos de chique
Ladram desde o pau-brasil

O seu ódio é tão vil
Massacram professores
Atiram em estudantes menores
Que nem são infratores

Ao povo chamam de vândalos
Um povo injustamente pela História difamado
Nenhum rival por eles
Jamais fora dizimado

O papel registra as mentiras
Dos mais fortes
A verdade permanecerá velada
Enquanto a vítima calada

Morre de fome ao relento
Ou por puro espancamento
Com ou sem lamento
Balas e bombas ao vento

O inimigo dos tiranos
É o conhecimento
Enquanto os imbecis latem
Contra quem lhes deu a mão

Aplaudem Cunha e Calheiros
Chamam Dallagnol e Moro de guerreiros
E se mascaram de Japonês da Federal
A direita mastiga os direitos

De toda uma nação
Devorando quaisquer perspectivas
De melhoria para o cidadão
Propagam que para sair do buraco

Com sabedoria fina
Têm-se que cavar mais
Até o caos do cais
Sair na China

Onde haverá outra medicina
Com ostracismo, cinismo e lentidão
Meritocracia, hipocrisia e imensa ilusão
E que a crise é culpa do aposento

Daí, ninguém mais estará isento
De trabalhar feito um jumento
Para manter o PSDB
DEM e PMDB

A trilogia do mal
Da ganância descabida
Em Maçonaria embebida
Sangrento e macabro ritual

Ateu Poeta
14/12/2016

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

TEMPLO PASSIONAL

TEMPLO PASSIONAL

Eu nunca quis te ver partir
Ou te sentir fenecer
Mas, devo me despedir
Tenho que sobreviver

Tudo o que faz sofrer
Traz loucura e ilusão
E a vida é curta
Pra se morrer de paixão

O Universo sempre dá
Mil voltas sobre si
E a revolta não fará
O tempo dizer: merci

O que foi não volta mais
Amargo templo do jamais

Ateu Poeta
14/12/2016

AI-18: ATO INSTITUCIONAL EUNÍCIO OLIVEIRA

AI-18: 
ATO INSTITUCIONAL EUNÍCIO OLIVEIRA

O tiro está dado
E é de fuzil
Na boca das crianças
Na cabeça dos pobres

E no seio do Brasil
Eu não sei o que se passa
Na mente
Desse Congresso imbecil!

Que só mente
Política demente
Nem tente entender 
Bando de parasitas

Ratazanas no poder
Ardilosas e esquisitas
O Brasil é um grande queijo
O fedor só aumenta 

No bolso dos banqueiros
Arqueiros que flecham 
O dinheiro quase inteiro
Do Produto Interno Bruto

Anual 
Tudo em favor 
Desse sistema capital
Que a tudo menospreza

Exceto o que não tem valor algum
Falam tanto de Deus
Mas, não importa se você é ateu
Espírita, cristão, judeu

Ou filho de Ogum
O peso no seu pescoço 
É o mesmo
Tanta luta a esmo

Para esses bandidos
Darem outro golpe
Alguns patos paspalhos
Já estão arrependidos

Mas, a maioria é cega
E ainda se nega a aceitar
O que se está a ceifar
Quem mais comete sonegação

Promete
Com hipocrisia de ladrão
Prender quem rouba mais
Mas, só aos desfavorecidos

É que não deixará em paz
Mesmo após o aqui jaz
Nossos descendestes
Sentirão, estridentes

O ranger do dissabor
Saberão na prática
Que fim deu essa tática
Suicida do pavor

PEC 55, antiga 241
É de Eunício Oliveira
Rasteira desse porte
É pura PEC DA MORTE

AI-18, Ato Institucional
Para provar que a ditadura
Não é nenhum carnaval
Tem mais desgraça no arsenal

Mas, já passou a principal
Com rapidez fenomenal
O povo perdeu de vez
Toda a sua altivez

Ateu Poeta
13/12/2016

sábado, 10 de dezembro de 2016

POETISA

POETISA

Poetiza
Minha
Vida
Poetisa

Festa
Que atesta
O Feitiço
Festival

Carnívoro
Surreal
Shangri-La
Carnaval

Que São Paulo
Quer acabar
Na rua
Da Lua

Mona
Lisa
Que desliza
Na lição

O coração
Na produção
Se faz
Canção

Sem proporção
Estrela
Vespertina
Felina

Menina
Coralina
Cora
Desatina

Perseu
Desceu
Mora
Agora

No museu
Já se perdeu
Feito
Um frágil

Fariseu
Na esquina
Casual
Frenética

Do litoral
Que frisa
A Brisa
Sepulcral

A fera
Dilacera
A longa
Era espectral

Já não há
O mesmo ar
Celestial
Ritual

À espera
Da quimera
Que alitera
A esfera

Lituânia
Literária
Libertária
Literal

Sorumbática
Asmática
Aquática
Magmática

Estância
Estática
Instância
Na entrância

Asiática
Politeística
De querer
Guiar

Distância
Salutar
Discordância
Intolerância

Com a arrogância
A lutar
Doce
Dose

Dissidente
De dissonância
Ao deus
Dará

Poesia
Engrenagem
Grená
Fantasia

Anestesia
Com corpo
De mulher
Sinestesia

Alegria
Alegoria
Ao meio
Dia

Será
A inspiração
Mera
Euforia

Que a meditação
Não alivia?
Mesmo
Medicação

Afetaria
Medo
À explosão
Faria

Sumiria
A rima
Pobre
Até

Apareceria
Sem
O poema
Perecer

Como
Seria?
A fascinação
A florescer

Passarinho
A cantar
Sobre
A catarse

Do meu
Ninho
El niño
A glaciar

Ateu Poeta
11/12/2016

domingo, 4 de dezembro de 2016

DELÍRIO DISSONANTE

DELÍRIO DISSONANTE

O instinto é que me faz sonhar
A insanidade está na dor
Há fascinação sob o luar
A ilusão finge esplendor

Quando o seu olhar 
Pousa no meu
De parapente ou planador
O meu coração tão fariseu

Esquece que é plebeu
Vira condor
O céu é seu 
No arpoador

A felicidade
Equidistante
É diamante fino
Encantador

Caro
Raro
Delirante
Dissonante

Irradiante
Feito o seu corpo
De bacante
Sedutor

O seu abraço é abrigo
Embora inimigo da razão
Líbia, Líbano, Libido
Biquíni, Berlin, Japão

O seu sorriso desperta a liberdade 
Tempestade que invade 
A mais segura mansidão
Em plena a frialdade da cidade

Água
Fogo 
E jogo 
Na arena da paixão

Ateu Poeta
05/12/2016

FERREIRA GULLAR


Poesia enterrada
No tom mais profundo
Não é o poema que é sujo
É o mundo

Entre o trema
E o morfema
Houve o terror
De morrer no exílio

Terrível dissabor
Provado por muitos
Na passada ditadura
A saudade é mais dura

Portugal o premiou com louvor
Uma estrela se apaga
No seio azul do Brasil 
Já tão abalado

Por tanto golpe vil
Grande mestre
De pena imortal
Que pena que foi

Mas vive o ideal
Não parará o protesto
Nem a construção
Sob qualquer pretexto

Manifesto 
Viva a revolução!
Seja na arte
Ou na vida

Na TV
No jornal
Que não se cale
O dever visceral!

Fenomenal
Exemplo de escritor
Patriota 
E guerreiro

Sem a menor pretensão
De ser
Foi pioneiro
Reconhecido

Como merecido
A vanguarda nunca morre
A literatura é armadura
Escuto e espada

Jornada de fato sem fim
Cada um luta como pode
Ou como a ideologia manda
De pessoal demanda

Na caneta
Na baioneta
Na escopeta 
Ou no clarim

Inventar é a grande façanha
De um pensador intrínseco 
Sem planos acabados
Já que não existem sentidos nem pecados

Negando ser triste
Sem bengala de misticismos
Fez de si um gigante
Em fragmentos e aforismos

Ateu Poeta 

05/12/2016

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A PEC DA MORTE

A PEC DA MORTE

A hipocrisia vem
De cavalaria
A gritar
Negros batalhões

Balas
Bombas
E rojões
Pra aprovar

A prova é esta
Cada PEC atesta
A festa em bloquear
Nas muralhas da ditadura

Homens sem armadura
A cantar
São cidadãos
Estudantes em ação

A protestar
As borrachas do poder
Não podem apagar
As marcas históricas

Se o fogo sangrou
Nesta data categórica
É porque o poder
Está a golpear

O povo inteiro
Que não é carneiro
Para a tudo
 Se ajoelhar

Os cassetetes
Ferem leis pétreas
No seu altar
É salutar para o Brasil

Que não se desista
Mesmo que 
A Mídia Fascista
Insista em demonizar

Criminalizando os movimentos
Sociais por intento
Que seguem atentos
Para a Constituição

Não desabar
Que o IPHAN faça mesmo
Esse maldito 
Temer tombar

Eunício não me representa
Não me venha falar
No meu Ceará
Sai pra lá, golpista!

Você está na lista
A sugar
Sem investimento
A nação só pode mesmo

 É afundar
Lamento
Que no Parlamento
Tenha tanta gente má

Gestores infratores
Grotescos tratores
Neste circo 
De horrores

Irão  de nós tudo tirar
O alvo é certo
Se fará deserto 
Para cá

Agora é o momento
De firme balançar o maracá
Porque a guerra
Já está declara

Com atentado
Até em Maricá
O cão que muito ladra
Morde com afinco

Se algum temor se demonstrar
Por isso mesmo temos
Que muito mais
Forte protestar

Ateu Poeta
30/11/2016