Temer na cadeia Aécio na cadeia

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Copiem e colem em seus perfis

domingo, 17 de janeiro de 2016

UM SORRISO CASUAL

UM SORRISO CASUAL

As coisas de valor não têm preço ou pressa
Por isso eu não me rendo à paixão
Que bate no peito violenta
Flecha febril do céu ao chão
Maldito seja o ser que arremessa
De forma tão vil e sangrenta
Que fere a fogo e arrebenta 
As artérias do coração

Quem menos tem palavra é quem mais faz promessa
A morte mais lenta é viver de ilusão
Todos os mitos são banais
Também os mistérios
Ministérios astrais
Perda de tempo
Cansaço mental
O ideal nasce de metal

Depois vira cristal
Tão frágil e fugaz 
Quanto aquele sorriso
Incisivo, lascivo e casual 
Voando nos braços do vento
A poesia não é nenhum rebento
Mas vícios, liberdade e escravidão
Virtude de voar na prisão

Vulcão com senso de latitude
Latu sensu em plena escuridão
Erupção com redoma em contensão 
É tudo vão no breu 
Todos mofarão no negro manto de Morfeu
Apesar da radiante sedução
Expressa nos teus olhos-xenon
Em cada rara curva do teu corpo-neon

Onde fico sem tom
Perdido de emoção 
No retocar do teu batom
Sob o começo do fim
O universo não para, querubim
Na tua boca de carmim
Mora a minha perdição
Porque o off é muito próximo do on

O prelúdio é um prédio
Sem remédio nem estúdio
O que existe gira inverso
Em prosa e verso
Sob a pena do furacão
Impresso no seio do caos
Neste livro analfabético de hidrogênio
Cais de gênios

Porto de bons e maus
Tanto faz, segundos ou milênios
Para Tântalo é tudo igual
Tártaro, tarântula, tartaruga
Rugas e runas vêm e vão no temporal
Mar colorado de coral
Tarantela de querelas
Querendo big-bang no litoral

Ateu Poeta
17/01/2016