segunda-feira, 15 de agosto de 2016

DION, FILHO DE TUPÃ

DION, FILHO DE TUPÃ

Eu sempre fui um bad-boy, girl
Um boêmio com a viola na mão
Hoje eu só quero ser seu
Deixar de andar pela contramão

Baby, eu não desejo o céu
Tudo agora é um vácuo profundo
Só pra você eu tiro o chapéu
Você veio e virou o meu mundo

Quando vi você sonhei
Aventura é a minha canção
Conheci o que é paixão
Há um vulcão em meu peito

Explodindo o meu coração
O universo inteiro sumiu
Sem você não existe razão
A mortalha está por um fio

Andamos por caminhos opostos
Cada um em um lado da lei
Soldados sempre apostos
É complicado, eu sei

Mas é que eu nunca me rendi
Muitas vezes menti
Por onde eu fui errei
E também até morri

Feito fênix retornei
Não sei pra que nasci
Talvez para ser rei
Universos descobri

Vorazes versos entonei
De reversos eu vivi
Perdi, parti, tomei
Ganhei depois perdi

Em batalhas me feri
Curti, cresci, cantei
Anti-herói, eu resisti  
Um deus eu me tornei

A tudo destruí
Com o poder do Trovão
Filho do Tupã tupi
Sem você, foi tudo em vão

Ateu Poeta
15/08/2016
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.