Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

MUNDO SEM CORAÇÃO

MUNDO SEM CORAÇÃO

Nada mais subversivo
Que plantar ateísmo no quintal
Quebrar o impressionismo
E queimar as flores do mal

A saudade de você
Traz tristeza e solidão
Por isso a minha poesia
Tem euforia de canção

O Brasil está dominado
Por uma corja sem freio
Passeata de bandidos
Golpe em todos os meios

Garotos na Síria
Sofrem numa selva de explosão
Morrendo em guerras de homens
Que não têm coração

Os Estados Unidos
Desunindo cada nação
De olho do petrólio
O tesouro afegão

Primavera árabe
Até o Egito
O Estado Islâmico
 Faz do terror o seu grito

Vão lutando e voltando
Sempre para o caos
Seja na Nigéria, Iraque
Líbano ou Laos

A caverna impera
Põe cabrestro na razão
Cérebros deformados
Na forma da religião

A política da miséria
É a mais propagada
Arrebanha na campanha
Comprando votos na estrada

Em vez de carderno
Dá diversão e cachaça
Prometendo “mundos e fundos”
E promovendo arruaça

Os bons são difamados
“Amados ou não”
Por quem faz injustiça
Com a Justiça na mão

A lei do Corão
É refrão contra a Terra
Tiros de fuzil e metralha
Granada que berra

Uma lágrima cai
Prevendo a destruição
De tudo e todos
Pela ganância em ação

Ateu Poeta
27/09/2016

terça-feira, 20 de setembro de 2016

TOM CARMIM



TOM CARMIM

Todo dia o amor
Diz ao beija-flor
O que é dor sem fim
Quando a natureza
Mostra a beleza
Num botão de jasmim

O condor
Para o pescador
É um querubim
De real leveza
Tamanha fortaleza
E tão longe de mim

Todo tocador
Finge ser ator
Ao som do clarim
Com tanta clareza
Talvez esperteza
Sob a voz de Tim

O interlocutor
É um expectador
De camarote ou camarim
Persona de firmeza
Detentor da fineza
Para o bom e o ruim

Enquanto a poesia
Encanta com maestria
Ao som do jardim
Descobre com o nobre
Além do esnobe cobre
Um parecer afim

No trabalho com afinco
Ouro vira brinco
E pólvora festim
O pobre é tão rico 
Quanto um tico-tico
Se for feliz assim

O mundo carece de franqueza
Das cartas na mesa
Tocando tamborim
Para sonhar com alegria
Dançar a sinfonia
Ópera de botequim

Com total certeza
De jamais ser alteza
A dúvida é o estopim
A revolução
Toca o meu coração
Com seu tom carmim

Ateu Poeta
20/09/2016

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

FERA DOMÉSTICA

FERA DOMÉSTICA

A diferença com os demais animais
É que o homem é uma fera doméstica
De ego estratosférico e sonhos surreias
Exagerado para o bem e também para o caos

Louco por natureza, com toda certeza
Tem a febre da razão
A paixão é sua desgraça e fortaleza
Deseja ser imensidão

Nada mais que uma fera doméstica
Doméstica, doméstica
Nada mais que uma fera doméstica
Doméstica, doméstica

Ancião mesmo antes de nascer
Apenas o medo que é de um bebê
Curiosidade sem igual
Não tem limites para amar e pra sofrer

Quer ser imortal
Mas às vezes deseja matar e morrer
Quando a asa quebra
No amanhecer

 Nada mais que uma fera doméstica
Doméstica, doméstica
 Nada mais que uma fera doméstica
Doméstica, doméstica

Ateu Poeta
19/09/2016

MISTICISMO OBSOLETO

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2016/09/misticismo-obsoleto.html
MISTICISMO OBSOLETO

Você quer ter razão em tudo
O mundo gira ao seu redor
Quero ver um dia, mudo
A sua cabeça dar um nó

O misticismo sempre impera
Seja lá por qual Tandera
Reitera sem parar
Não para nunca de falar

Minha língua já fez um calo
De tanto argumentar
Já deu!
É hora de calar

Afastar
Andar sozinho
O que não ajuda
Atrapalha

Não estou mais disposto
No desgosto
De acender fogo de palha
Seja janeiro ou agosto

Chega de ditos populares!
São todos bobos demais
Mais do que obsoletos
Chega de mapas astrais

Sermões sem necessidade
Já tem idade de parar
Tudo tem que ser como você quer
Porquê?

Você não pode dobrar as leis do universo
Ao seu bel prazer
Como cabe tanta desinformação
Dentro de um mesmo ser?

Ateu Poeta
19/09/2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

PAZ FUGAZ

PAZ FUGAZ

O mundo hoje
É todo igual
Em cada lugar
Um fascismo
Um nazismo
Direitismo descomunal

Golpe civil
Ritual
Diretas já
Sociedades, secretas ou não
Querendo a escravidão total
Apocalipse now

Midiação unilateral
Medíocre mediação formal
Desvios de verba bilionários
Códigos binários sem matriz
Matiz da caverna
Rios de erva

Minerva cheirando pó
A rigor, infeliz
Um senado armado
Contra o país
Vampiros na Câmara Federal
Não falta rival

Racismo irracional
E bala perdida
Mais que o normal
Voto roubado
Onde já se viu?
É tão vil

Lixo cultural é servido
À libido
Embebido em lavagem cerebral
Trapaça em taça de cristal
Traças, baratas e ratos no poder
Tração até a China

Transação
Faxina
Truculência de antemão
A guerra sempre está por um fio
Porque o funil aperta mais e mais
Democracia aqui jaz

A meritocracia
É tão fugaz
Quanto a paz
E o discurso vicia
Sádicos, masoquistas
E quem já nem sente mais

Falsidade intelectual
Na TV
Na revista
E na entrevista do jornal
Revista sem revisão
É tanta divagação

A ilusão é tão fenomenal
Que mata curdos, sírios, africanos
Gregos helenos e troianos
Cristãos, budistas e ateus
Deístas, muçulmanos e judeus
Filósofos, proletários e cientistas

Sábios, otários e artistas
Socialistas, capitalistas, anarquistas
Comunistas, hinduístas, agnósticos
Camponeses e industriais
Patrões e operários
E quem mais constar na lista

Todos os padrões saem de moda
Os blocos deformam
Tribos viram tribunais
As mudas mudas mudam
No sol, e na chuva
Névoa de luva no arrebol

Ateu Poeta

06/09/2016

domingo, 4 de setembro de 2016

CAVERNA PÓS-MODERNA

CAVERNA PÓS-MODERNA

Longe de tudo
Esquecendo o mundo
Por um segundo fora do ar

Voltar à caverna
Pós-moderna
Eu preciso disso pra me libertar

Já é primavera
Quem me dera
Ainda saber sonhar

Por um instante
O mais radiante diamante
É se encontrar

Inútil guarida
Sem saída
Pois esta vida irá acabar

Rápido ou lento
Como o vento
O talento do tempo é sempre passar

Todo inferno
É interno
O desejo do homem é poder voar

Ir a diante
O mais distante
Navegante, atravessar o mar

Ofegante, delirante
Perante Dante
Jamais se entregar

Ser poeta
Arqueiro de mira reta
 Ter uma causa para amar

Trajando terno
No inverno eterno
O meu coração irá congelar

Na grande estação
A mesma canção
Sem distinção irá tocar

Radiação, combustão
O que veio da explosão
Um dia apagará

Ateu Poeta
04/09/2016