terça-feira, 8 de novembro de 2016

O TREM DA DITADURA

O TREM DA DITADURA

Quanto mais
Destaque
Maior o nível
De ataque
Um lado
É paladino
O outro
sórdido
Só dino
Ouro e diamante
Provocam o tolo
Delirante
O couro
Que ardia
Antes
Em carne
Viva
Na estante
Escuto as balas
Da tortura
Na TV
A bola
A mente
Fura
Jura
A censura
Que tudo
É para o bem
Mas, atropela
Com o mesmo trem
Da ditadura
A luta é dura
E a batalha
Não é palha
Mas é párea
Para o sistema
Que trema
Apenas
O temor
Com a flor de açucena
Lavanda de alfazema
A minha pátria
Murcha em dissabor
A ressaca
É sempre imensa
Mas, a caverna
É pior
Maior
E mais densa
Liberdade não é ofensa
Mas, general não pensa assim
Na sua pena
Jorra o sangue
Do operário
Do cidadão civil
Do professor
Do estudante
E o salário só corre
Pro bolso da corrupção
A Constituição
É mero conto do vigário
Onde está o meu honorário?
Otário só cumpre horário
E defende salafrário
Com todo o vigor
E joga o futuro
Inteiro
De um país
Sem pena
No ventilador

Ateu Poeta
08/11/2016
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.