Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A PEC DA MORTE

A PEC DA MORTE

A hipocrisia vem
De cavalaria
A gritar
Negros batalhões

Balas
Bombas
E rojões
Pra aprovar

A prova é esta
Cada PEC atesta
A festa em bloquear
Nas muralhas da ditadura

Homens sem armadura
A cantar
São cidadãos
Estudantes em ação

A protestar
As borrachas do poder
Não podem apagar
As marcas históricas

Se o fogo sangrou
Nesta data categórica
É porque o poder
Está a golpear

O povo inteiro
Que não é carneiro
Para a tudo
 Se ajoelhar

Os cassetetes
Ferem leis pétreas
No seu altar
É salutar para o Brasil

Que não se desista
Mesmo que 
A Mídia Fascista
Insista em demonizar

Criminalizando os movimentos
Sociais por intento
Que seguem atentos
Para a Constituição

Não desabar
Que o IPHAN faça mesmo
Esse maldito 
Temer tombar

Eunício não me representa
Não me venha falar
No meu Ceará
Sai pra lá, golpista!

Você está na lista
A sugar
Sem investimento
A nação só pode mesmo

 É afundar
Lamento
Que no Parlamento
Tenha tanta gente má

Gestores infratores
Grotescos tratores
Neste circo 
De horrores

Irão  de nós tudo tirar
O alvo é certo
Se fará deserto 
Para cá

Agora é o momento
De firme balançar o maracá
Porque a guerra
Já está declara

Com atentado
Até em Maricá
O cão que muito ladra
Morde com afinco

Se algum temor se demonstrar
Por isso mesmo temos
Que muito mais
Forte protestar

Ateu Poeta
30/11/2016

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

ORQUESTRA MATINAL

 ORQUESTRA MATINAL

Na serra
Os passarinhos 
São os orquestrantes 
Das manhãs

Sonatas Naturais
Em Pacoti 
Tenores silvestres
Que vestem o Céu de azul

Blues
Onde a poesia canta
E acalanta on blue
A tristeza fenece

Vociferam vidas
Guerras 
Paz
Conversas 

Que ao Sol tecem
Apetece ao meu coração
Voar
Em vão

Até cansar 
Na esquina 
De uma outra
 Dimensão

Aliteração 
Sem sombra 
Saber sonhar
Ser sinfonia

Sabres
Sobre sótãos 
Soltam soturnos sinais
Sóbrias sinestesias siderais

Ateu Poeta 
24/11/2016

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

OS FACÍNORAS


 A vida é mais fatalista
Que qualquer filosofia
E não há alquimia mista
Com toda a centropia

Que arranque
Do fascista
A sua louca
Obsessão doentia

Em plena a luz do dia
O golpe vem à bala
O próprio pai
Faz mortalha

No peito do filho
Inocente
Quantos guilhermes
Haverão de morrer

Quantos olhos terão
Que ser arrancados
Para se perceber
Que todo esse seriado

É uma novela torpe
Que só tem um lado
A grega tragédia
Que agora é mundial?  

As guerras sangrentas
Só crescem
Alimentando
O podre capital

A selvageria humana
É grotesca
Tosca
Brutal

Os tolos fazem
Do bandidos heróis
Chamam os paladinos reais
De vagabundos

Digam-me
 Em que mundos que vocês moram?
Estão chapados
Alienados medíocres?

As suas panelas batendo
Não estancarão os sagramentos
O seu pato pateta
Possui fome

De coxinha
Massa de manobra
De mente demente
Tolinha

Não adianta perder a linha
As vidas não voltarão
Os canalhas estão no poder
Cada qual o maior tubarão

Mandam-me ler as PECs
Como se fossem o Corão
Com todo o fundamentalismo
Mecanismo

Para gerar
Ostracismo na razão
Falsidade intelectual
Argumentos ad ominem

Linguajar de jaguar
E lobista
Tudo obra orquestrada
Por um imperialista

Que se esconde na ribalta
De categoria tão alta
Que o seu nome
É quase um crime dizer

Os próprios sites
 Boicotam os clientes
Ao seu bel prazer
As marionetes se contentam

Com as suas migalhas
Vendem os seus países
Para os facínoras
Gentalhas

Ateu Poeta
23/11/2016

sábado, 12 de novembro de 2016

A ROSA VERMELHA

A ROSA VERMELHA

Nada fala por si
Até o olhar apaixonado
Deve ser analisado
Desde a mais tênue escuridão

Às tramoias no Senado
Morre a flor amarela
Mas, a Rosa Vermelha
Brota do chão

Fogo na rua
Povo a batucar
Sem patos nem panelas
Em febril aquarela

As querelas
Continuarão a querê-las
Sem a menor compaixão
Ditadura da bala e do cassetete

A chuva de canivetes
Está para cair
Às escusas
O Vampiro pira

Sai do caixão
Para sugar o sangue
De todo o país
Quando se compra o juiz

O jogo está decidido
Mas, a arquibancada
Revoltada
E unida

Já criou até
A desexpulsão do Pelé
Cartão vermelho para o árbitro
O show da mais pura revolução

"Cala a boca, Galvão!"
Da gávea ao Castelão
Do sertão à serra
A batalha não se encerra 

Esta terra Brasil
Traz no peio o pavio
Para salvar
Tripulação e navio

Aplaudiria Karnal
O historiador
Afinal
Não se chegou ao final

É preciso 
Um otimismo de Sabino
Porque a democracia
Não é carnaval

As vaias são duras
Às vezes sábias
Quase pintura
Dando certa candura

De antemão
Se não Cortella 
Pasquale lembraria
Que quem tem boca vaiaria

A grande Roma de seu tempo
Só começou a sangria
Machado, Moro, Temer
Cunha, Calheiros, Serveró

É grande a lista
E a hipocrisia
Fica maior
Dia a dia

O couro come
Não resta nem sobrenome
Da AS em pó
Odebrecht 

Avante a Greve Geral!
Ocupem tudo!
Pois, o capital
Não pode estar acima da razão

"Caminhando e cantando"
Já dizia a canção
"Sem lenço e 
Sem documento"

"Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação"
"O Céu é só uma promessa
Eu tenho pressa, vamos nessa direção"

Com frases e cartazes na mão
Com ação e sanidade
É que se faz 
Uma nação de verdade

Com qualidade na Saúde
Reforma Agrária
Sem Lei Arbitrária 
E exímia Educação

Mas, sem luta
É perdida a labuta
Presa na predação
Político-industrial

Neste país tão desigual
A fome logo voltará
A ser assolação abissal
Porque no seio da ambição

Mora
O voraz açoite
Da população
Que a noite aprimora

O Sol queimará a todos
Sem ao Socialismo amar
Anarquismo e Comunismo
Serão paisagismos

Aforismos da inequação
Se o cabresto não romper
Os grilhões voltarão
Nos porões da tortura

Com toda a loucura do sistema
Não tema!
O cão se farta no temor
Que alimenta a fúria do opressor

Progresso não é propaganda
Governamental na Globo
Até o bobo consegue ver
Mas, a ignorância desejada

Para a jornada com suas muralhas
Para fugir das batalhas
Deixando a mente falha
Delirar

Deturpando qualquer argumento
Mentindo sobre todos os aumentos
Superávit cambial
Implantando o ritual

"Deus, pátria e família"
Eis aí o fascismo, milha filha
Na ilha da ilusão
Os idiotas moram lá

Quem saiu da caverna
Faz navegação
E descobre a realidade
Quando chega a idade

Deus não obra milagre
Mudança faz quem está
Na linha de frente da tropa
Quem disse que só a Europa

Pode prosperar?
A influência dos Estados Unidos
Deixa os Estados desunidos
Melhor alertar

A História se faz agora
Fascistas, fora!
É isso
Que iremos gritar

Ateu Poeta
12/11/2016

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

POLÍTICA DE ARLEQUINS

POLÍTICA DE ARLEQUINS

O Brasil
Virou piada
Consumida
Consumada

E a pátria amada
Onde está?
Lutando
Contra a ditadura

Há quem prefira
A tortura
Porque não
Estava lá

Esdrúxula
Mediocridade
Arbitrariedade
Censura

Que invade
Política de arlequins
A direita
Segue armada

O planeta
Dá uma guinada
A verdade
Não está no Queens

Muralha de Adriano
Todo o ano
Muralha da China
Na esquina

Muro de Berlim
A mortalha abala
Porque a bala
Não é

De festim
Pólvora
Explodindo
Camicazes

 Ases
Detonado
Querubins
A menina

Dos olhos
Chora
O mundo
Antecipará

Seu fim?
Marca d’água
No fogo
Da extinção

Dragões
Dragando
Cifrões
Os refrões

Não dizem
Sim
Multidões
Em polvorosa

Evaporando
Solidões
Terror
Implantado

No peito
Perfurado
Rarefeito
Estopim

A humanidade
É o vírus da Terra
A guerra
Reverbera

A pantera da maldade
Hipocrisia
Vaidade
Insanidade

Molotov
Coquetel
Quartel
De insaudades

Refazendo atrocidades
Rosas
Entre dores
E jasmins

Ateu Poeta
10/11/2016

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O TREM DA DITADURA

O TREM DA DITADURA

Quanto mais
Destaque
Maior o nível
De ataque
Um lado
É paladino
O outro
sórdido
Só dino
Ouro e diamante
Provocam o tolo
Delirante
O couro
Que ardia
Antes
Em carne
Viva
Na estante
Escuto as balas
Da tortura
Na TV
A bola
A mente
Fura
Jura
A censura
Que tudo
É para o bem
Mas, atropela
Com o mesmo trem
Da ditadura
A luta é dura
E a batalha
Não é palha
Mas é párea
Para o sistema
Que trema
Apenas
O temor
Com a flor de açucena
Lavanda de alfazema
A minha pátria
Murcha em dissabor
A ressaca
É sempre imensa
Mas, a caverna
É pior
Maior
E mais densa
Liberdade não é ofensa
Mas, general não pensa assim
Na sua pena
Jorra o sangue
Do operário
Do cidadão civil
Do professor
Do estudante
E o salário só corre
Pro bolso da corrupção
A Constituição
É mero conto do vigário
Onde está o meu honorário?
Otário só cumpre horário
E defende salafrário
Com todo o vigor
E joga o futuro
Inteiro
De um país
Sem pena
No ventilador

Ateu Poeta
08/11/2016

sábado, 5 de novembro de 2016

A MÁFIA DO PODER

A MÁFIA DO PODER

O fascismo vai
O fascismo vem
A democracia passa
Mas o golpe está bem

Cadê você
Que bateu panela
Contra o PT
De amarelinho

Deixando a calcinha
Pra todo mundo ver?
Então, cadê você?
Que não tem solidariedade

Para com o MST
Que mostrou os seios
E outras coisas
Na TV

Então, cadê você?
Cadê você
Que foi pato
Na avenida

Que deixou a pátria
Toda desprevenida
Adulou o Cunha
E o Japa da Federal

Que adora cada
Manobra industrial
E que vai perder?
Vai perder

O reajuste salarial
Por 20 anos
Isso é surreal
E ainda acha que é legal

Você acha graça da bala letal
Ama a ditadura
E a era colonial
Porque tem mente brutal

Diga-me, você
Porque quer ver
O Brasil retroceder?
O MBL é só iê, iê, iê

O Michel Temer
Não lhe dará lazer
É a Máfia
Do poder

Ateu Poeta
05/11/2016

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

FORCAS E FARRAPOS

FORCAS E FARRAPOS

As paixões morrem
Enquanto o mundo corre
Para o caos
Os países se analfabetizam
Político-literariamente
A realidade sangra no peito
A TV mente
As mentes tolas
Estão todas amarradas
Pelo cais golpista
Lavagem cerebral
James Brown já não está na pista
Nada adianta ser artista
A ditadura se infiltra
Prospera
Faltam Malcom X
Luther King
E Mandela
Sobram tarantelas de fascistas
Nazistas
E imbecis zumbificados
Que atiram pra todo lado
Aonde a fome não assola
Há bombas, balas
E cassetetes na cartola
Gás lacrimogêneo
Pimenta nos olhos
De civis menores
Estudantes presos
Mas, as algemas estão
Nas cabeças dementem
Da polícia
Bruta
Da política
Que insulta
Deturpa
E destrói
Faltam Tolstoi
Maiakovski
Trótski
Jango
Juscelino
Marx
Dante
E Neruda
Os ratos já tomaram de conta
Quem pagará a conta
Desses patos amarelos?
Só restarão farelos
Forquilhas
Forcas
E farrapos

Ateu Poeta
04/11/2016

O MARTELO DE THOR

O MARTELO THOR

Todo 
Desejo 
Proibido 
Vira
Um 
Vício
No 
Ensejo 
Fenício
Da 
Libido
Que
Delira

Ateu Poeta
04/11/2016