Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

ISABEL

ISABEL

Qual latitude?
Qual o teu nome em Latim?
Que altitude
Que atitude, enfim

Qual a virtude
Olhos de Querubim
Para atingir a longitude
De teu coração

Onde a canção brota
De bálsamo em jasmim?
Perdi teu rosto
Em um esboço qualquer

Em alvoroço
Brincas de mal-me-quer
És primorosa rosa
Desabrochando em botão

És tentação
Musa de frenesi
Mas, tuas pistas de pão
Não têm sustentação

Toda a paixão
Emana de ti
És a fascinação nua
O luar em si

A escuridão dá abrigo
Ao papel
O meu violão decifra
Cifras ao léu

Nenhum cifrão
No balão de Babel
A solidão é sólida
Isabel

Venhas comigo
Da libido ao céu
Do colorido sabor
Êxtase de mel

A transformar o mundo
Em carrossel
Sobre um negro corcel
Perambular por aí

No jardim de sinfonia
E torpor
Até o tempo mais lento decantar
Em vapor

Ateu Poeta
31/01/2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O EVEREST NO ARREBOL

O EVEREST NO ARREBOL

Todos temos sonhos
Com estrelas ou com o mar
Novos horizontes
Irão lhe guiar

Não haverá saída 
Quando o mundo desabar
Passagem só de ida
Você tem que voar

A guarida é acreditar
Em si
E tentar
Tocar em fá e si

Se cair
Levantar
Você vai conseguir
Vale à pena arriscar

A vida não está no ar
Só para maltratar
Trinque os dentes
Quando precisar

Empine o nariz
Tape os ouvidos
Para cantar
Seja feliz

O seu próprio juiz
Se necessário, olvidar
Não sangre mais 
Pelo que passou

O passado ensina
Mas, a sina
Acabou
De passar

Está na hora de partir
Viajar
Ir aonde
Desejar

A onda pode lhe afogar
Mas, se você souber nadar
Sempre poderá
Escapar

Aprenda o que precisar
Não se prenda
Nem se arrependa
Sob o Sol

Até içar
O seu próprio arrebol
Vá caçar por aí
Até alcançar

O Everest da paixão
No limite da razão
Deixe de imitar
E crie seu próprio jargão

Faça o seu caminho
Até não poder mais
Arranque os espinhos
E os deixe para trás

Exploda as pedras
Faça delas seu vagão
Nunca se renda
A nenhum coração

Nem ao seu
A vitória não se faz
Ao se render
Invente novas formas

De vencer
Quebre as formas
As regras
Que deformam

Que algum dia
A paz
Irá aparecer
Só você pode tecer

Vá lá e faça acontecer
Até um dia novo amanhecer
Tente de novo, porque
Ninguém nasceu pra sofrer

Ateu Poeta
26/01/2017

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

POR ENTRE NUVENS DE FOGO

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/01/por-entre-nuvens-de-fogo.html
POR ENTRE NUVENS DE FOGO

E que tal 
Se eu fosse 
Aquele passarinho
Que vem cantar no quintal

Em voos rasantes 
De moinho
Sozinho 
Entre as mais distantes 

 Nuvens  errantes 
De fogo
Furando um portal
Para o jogo matinal  

Desse doce 
Céu sem nau?
Com as asas postas
Podem fazer apostas

Eu seria feliz 
Por inteiro
No esplendor azul 
Sem roteiro

Ateu Poeta
24/01/2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A CAVERNA SELVAGEM

A CAVERNA SELVAGEM

Entre a selva e a caverna
A sanidade se encerra
A humanidade erra
Porque sempre se enterra

Em sua infinita pequenez 
A embriaguez da guerra
Corrói mulheres e crianças
Entre logo nesta dança

Pois chegou a sua vez
Este inferno de fogo ferra o meu coração
A Síria sangra sem paz
Com a fúria de um vulcão

Sobre o cais
Poucos se levantam dos escombros
O céu cai sobre os ombros
Do homem primata

Que morre e que mata
Totalmente sem noção
Terremoto de poeira
Esmaga o cidadão

Fronteiras se fecham
O mar não é solução
A fé cega sob imposição
Império que se apega

À corrupção
A expansão está acima da massa
Ultrapassa a razão
O rolo compressor

Passa de avião
Rebeldia, terrorismo e alienação
Show da ganância em ação
Cada bomba a mais

É nova câmara de gás
Como no holocausto dos judeus
Não aparecerá nenhum deus
Os pulmões já não respiram mais

Ateu Poeta
12/01/2017

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PELE PRETA

PELE PRETA

O que eu faço não me define
Nem me reprime o não fazer
O apreço não tem preço
Nem pressa

Tudo o que não se vende tem valor
O capital deprecia
Com sua torta e porca teimosia
De escravizar

O homem não pode ser livre
Se tem que avisar
Doar sangue
No mangue

Na corrente 
Do dissabor
Ardente
Açoite

Que ultrapassa o lombo
À noite
Combo
Trapaça 

No paço passa
Tiroteio na praça
Rasteira
Armada

Arapuca na jogada
E na pele preta
A escopeta come
A morte é passaporte

Que deporta
Sem nome
Se a jiripoca piar
Na cassorotiba

A porrada assola
A pomba gira
A cobra fuma
O fumo leva

Cai o a do índio
A tribo tira tora
Porque o peixe
Já não mora

Como o falso quilombola
Sempre desmata
Cascata
Não é mula a mulata

E a muamba da lata
Não é da Lapa
É da nata
Da cocada branca

Aí na geladeira
Ladeira
Que despencou inteira
De dentro do helicóptero astral

O autor não é infrator
Nem autoral
Atual
Atuado

Tatuado com ferro e fogo
O quilombo não sangra 
Por acaso
Mordaça do atraso 


No caso
Ocaso
Seio
Receio

Rodeio
Centeio
Sexta 
Sesta 

Meia
Cesta 
Ceia
Cheia

Vermelha
Centelha
Na séCega fé

A profanar o laicismo
Faz nova Constituição
Crime-catecismo
Catatônico

É irônico
Como nunca pararão
De nos roubar
E difamar

Se pudessem
Jogariam
O nosso corpo
Ao mar

Na orla
De Fortaleza
Sem nobreza
Com cimento nos pés

64 ditaduras
Tão duras
Torturas
A calar coronéis

Quem vê não viu
O vil voltar
O cidadão civil
Só sabe apanhar

Nas redes
Nas ruas
Nas escolas sem partido
País partido

Alunos cheiram cola 
Agora morrerão no sinal
Sem rima legal
Para consolar a sina

A consoante sem lisura nada ensina
Estrutura que começa a pesar
É com grande pesar
Que no penar não se voa

A pena 
Apenas
Assina a pena
Que pena!

Pequena 
Não é a dor
Ator
Em Diadema

Saquarema 
A sacudir
Até o porto partir
Parto

O parto do pato
Propaga
Quanto imposto 
Imposto se paga?

A praga
Da ignorância
Corrompe
Qualquer tolerância

No confronto inevitável
Tudo já está instável
Só falta a explosão
Como paga

As cotas 
Serão o próximo alvoSó será salvo
Quem delas não precisar

Não adianta 
Pedir para Ishtar
Iansã, Atenas, Ossanha
Toda manha está no Congresso 

O que é de gesso
Já está pelo avesso
Congelado até o talo
No estalo do tálamo

Otelo, o Grande
Onde está Macunaíma? São deles as balas
Nosso peito é um ímã

Porque o dinheiro
Vale mais que o irmão
A marmelada já não é de goiaba
Mas de pizza

E a pisa do César
Não é Monalisa
Salutar a pensar
Na Torre de Pizza

Ateu Poeta
10/01/2017

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

FLASH

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2017/01/flash.html
FLASH

Depois que aquele raio me atingiu
Vermelho virou a minha cor
Com a pressão da fricção
Sou intocável e invisível

A todo vapor
O homem mais veloz do universo
Perseguido sem parar
Pelo Flash Reverso

Que roubou a minha história
Quer roubar a minha glória
Vindo do futuro
Vou voltar no tempo

E desfazer o destino duro
Mais que um velocista
Com panela na cabeça
E moto sem uso

Que talvez você esqueça
Para ter eficiência
É preciso referência
No calor da ciência

Correr, correr, correr
Para sobreviver
Um super-herói
Eu sempre ei de ser

Se irei vencer ou morrer
A batalha é quem dirá
Porque a justiça
Deve prosperar

Então, pago o preço
Se me apresso
Mudo de endereço
E pelo avesso

Deixo a minha vida
Sem quarida
Além da própria evolução
Não há saída

Entro no furacão
Porque além de escolha
É uma missão
Sou 5 em um

Vertentes diferentes
Cumprindo o legado
Do anterior
Com o mesmo sonho alado interior

O mundo proteger
Sobre tudo
Mesmo mudo
De medo a tremer

Ou a fenecer
Com intensa dor
Minha existência é intensa
Resiliência mais do que extensa

Impulsividade
Versus inteligência
Habilidade e eloquência
Contra depressão e carência

Enfrento de frente os assassinos
Por mais que pareça um desatino
A lágrima cai como um hino
Cada aliado abatido

Deixa o meu ego ferido
E derrete o meu coração
Feito magma em libido
No seio do vulcão

A erupção
Então explode
A ira contamina
E o mundo sacode

Você não sabe o quanto
O heroísmo me fascina
Esse é o ímpeto
Que me rege e domina

Sou mina engatilhada
Que arranca pedaços da estrada
Então, bandido
Pode correr

Meu sobrenome é perigo
E desistir
É só um termo, enfim
Que não existe para mim

Não sou responsável
Pela sorte de Pollux
Acabei virando
Um dos lanternas azuis

Nada mais irá me abater
Procuro paz
E os meus pais
Irão sobreviver

Salvarei o que tiver que ser
Com os poderes a crescer
Até o tempo parar
A minha vida

Eu mesmo vou controlar
E, no fim
Tudo dará certo
Eu sei que sim

Ateu Poeta
03/01/2017
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.