terça-feira, 31 de janeiro de 2017

ISABEL

ISABEL

Qual latitude?
Qual o teu nome em Latim?
Que altitude
Que atitude, enfim

Qual a virtude
Olhos de Querubim
Para atingir a longitude
De teu coração

Onde a canção brota
De bálsamo em jasmim?
Perdi teu rosto
Em um esboço qualquer

Em alvoroço
Brincas de mal-me-quer
És primorosa rosa
Desabrochando em botão

És tentação
Musa de frenesi
Mas, tuas pistas de pão
Não têm sustentação

Toda a paixão
Emana de ti
És a fascinação nua
O luar em si

A escuridão dá abrigo
Ao papel
O meu violão decifra
Cifras ao léu

Nenhum cifrão
No balão de Babel
A solidão é sólida
Isabel

Venhas comigo
Da libido ao céu
Do colorido sabor
Êxtase de mel

A transformar o mundo
Em carrossel
Sobre um negro corcel
Perambular por aí

No jardim de sinfonia
E torpor
Até o tempo mais lento decantar
Em vapor

Ateu Poeta
31/01/2017
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.