sexta-feira, 11 de outubro de 2019

ODE À FELICIDADE

https://ateupoeta.blogspot.com/2019/10/ode-felicidade.html
ODE À FELICIDADE

Felicidade é encontrar o ponto equilíbrio. Para se chegar a ele é preciso confiança em algo ou em si mesmo, de preferência. Felicidade está intimamente relacionada à segurança. E não a momentos de euforias, o que se chama alegria e é passageiro. Felicidade é algo permanente, equilíbrio de corpo e mente

"Momentos felizes" não é igual à felicidade. Alegria é prazer momentâneo. A FELICIDADE é um ponto de equilíbrio constante de mente e corpo são. É causada por um estado de segurança, ocasionado por fé em si mesmo ou daqueles que lhe estão próximos.

Ou ainda, uma pseudo felicidade: "momentos felizes" ou fé em algo inexistente, ou o famoso "carpe diem".

Diferente do que Nietzsche pensava, não é possível haver "momentos felizes" sem que a própria felicidade exista, esta é real e bem provável, pois é justamente um estado de confiança que faz com que o sujeito que o possua possa permanecer firme perante as mazelas do mundo, este, o feliz, não se mata porque Deus não existe ou porque ninguém lhe entende, uma vez que se eleva a esse grau de tranquilidade não há o que o abale constantemente.

Felicidade é a querida LIBERDADE que tanto buscamos, mas esta só é possível de alcance por um forte intelecto.

Ateu Poeta
21/11/08

SE

Resultado de imagem para Joker
SE

Se o rei fosse o curinga
Poderíamos desmascarar a graça da existência?
Se o império pertencesse ao trovador
As canções de amor dominariam os continentes?
Se em vez de cantar as mazelas do mundo
Eu almejasse a beleza nos olhos de Aline
E me rendesse às nereides tentadoras
Será que isso me bastaria?
Se os gladiadores dominassem todas as armas
Na política só tivessem boêmios
Todas as questões diplomáticas
Seriam resolvidas no punho da espada?
Se eu não fosse ateu
Só neste ano aceitaria a Teoria da Evolução?
Mas se a vida fosse um teatro escrito
Num poema Drummondiano
Interpretado por Paulo Autran
Quem sabe houvesse razão
No poder in natura
E uma última flor amarela germinaria
No jardim dos intelectuais
E um sorriso de moça
Regeria o universo
Ninguém careceria de meus versos
Para ser feliz

Ateu Poeta
12h e 5 min
19/10/2008

INTIMISMO

INTIMISMO


Nunca me apaixonei de fato
Adoro todas
Sem adorar nenhuma
Dentre os perfis mais distintos
Cada um belo a seu modo
Ou será instinto?
Perco a fala
Minto
Não decido se quero
Nem qual delas
Muito menos se eternamente em vida
Ou por um milésimo de quase morte
Não decido entre uma música de Chopin e um quadro de Rubens
A irreverência de Carlitos e as teias do Homem-Aranha
Qual chamarei para uma dança ou se vou embora
Se insisto ou desisto
Vale a pena tanto esforço se a vida é em vão?
Se soubesse porque desejo talvez minha vontade controlasse
O que fazer?
Sou deslumbrado em desencanto
Canto porque a noite me persegue
E a solidão me nina
Alcançando meus medos do insólito
Menina, aqui jaz um poeta
E o desatino é libertar-me
Dentro desse pavilhão
Amanhã, o ritual
Perdido entre a massa
Sonho feito intelectual
Enquanto o tempo passa


Ateu Poeta
06/10/08

PONTO DE EQUILÍBRIO

https://ateupoeta.blogspot.com/2019/10/ponto-de-equilibrio-felicidade-e.html
PONTO DE EQUILÍBRIO

Felicidade é alcançar o PONTO DE EQUILÍBRIO MENTAL E CORPORAL.

O que isso quer dizer?

Primeiramente, que todos nós temos sonhos, medos e carências. Logo, alcançar os sonhos, eliminar os medos e suprir às carências; isso é achar o ponto de equilíbrio.

Todavia, quando se alcança um sonho se constrói um maior. Quando se vão todos os medos podem até surgir outros ou não, muito dificilmente existirá quem não tema nada. E sempre haverá carências físicas e psíquicas.

O PONTO DE EQUILÍBRIO é saber lidar com esses medos sonhos e carências, administrando bem a vida em função deles e não deixando-se controlar por eles.

Para tanto é necessário conseguir estabilidade Emocional e Racional.

Ateu Poeta
2008

PIANO


https://ateupoeta.blogspot.com/2019/10/piano.html
PIANO

Faz-me flutuar em tuas tristes diretrizes
Irradiando prazer sinfônico num romantismo sem igual
Melodrama repleto de poesia e carnaval
Voo a dançar
Passos de euforia
Pérola-negra em caldas
Mil donzelas e meretrizes
Sideral espaçonave
Siderúrgica filamental
Ave em chamas
Conclave sem clave
Incógnita que nem Eratóstenes resolveria
Por ti transpassa a latitude ptolomesca de Pitágoras
Algarísmica alegoria de cunho artesanal
Frenesi sem o qual a humanidade se consumiria
Quando todos os gênios e deuses desabarem
A música ainda reinará na Távola de Arthur rei
Musa diáfana a compor-me desejos
Deus-dará
Irei
A Churman,  Chopin ou Bach,
Beetowen, Tchaikóviski, Mozart, sei lá!
Villa-Lobos, o oráculo brasileiro
Piano, dê-me uma nota preta de amor por inteiro
De tuas cordas vocais ouço a foz do conhecimento
Talvez seja só sentimento
Brota em meu peito uma dor que ao canto encanta
Não dói, acalanta
Emana palavras em vez de lamentos
Voz melodiosa de emoção
Avida é uma canção
Festa a ir e vir, estação
Manto da prisioneira liberdade
Expressão impressa
paisagem da tarde sem pressa
No baile da Deusa
Felicidade

Ateu Poeta
25/11/08
6:00

EPICUROTITÚMERA

EPICUROTITÚMERA

E se a cada dia eu esquecesse quem sou e o que sei, quem eu seria?

Eu sou o que penso?

E se não penso, não sou?

Sou o que penso que sou ou aquilo que pensam de mim?

Sou ação, pensamento, matéria bruta ou mero fruto cultural?

Essas e outras perguntas se fizeram muitos pensadores, dentre eles aqueles que a si intitularam ou receberam de outrem a alcunha de filósofos, cujo pensamente estivera sempre voltado para a dita VERDADE suprema que nunca surge, pois segundo Kant, ela simplesmente não há.

Entre os temas abordados, um bem complexo ainda hoje é a FELICIDADE, que muitos depois de Nietzsche crêem não existir. Neste barco não sigo, vou acompanhar o pensamento de um sujeito bem mais antigo chamado Epicuro que há mais de 2 mil anos atrás propôs três ingredientes para alcança-la. E me parecem bem racionais:

1.AMIGOS, daqueles verdadeiros e raros. E aconselhava que não se fizesse nenhuma refeição sem a presença de algum, pois comer só era feitio lobos e leões, jamais de homens. Mais importante seria a companhia que a própria comida.

2.AUTO-SUFICIÊNCIA, liberdade de ir e vir, independência financeira. Abandona Atenas por causa desse sentimento. O filósofo Diógenes constrói um muro com os ensinamentos mais tarde em que pessoas poderiam educar-se para a felicidade segundo o epicurismo.

3.AUTO-ANÁLISE, a própria vida deveria passar por reflexões constantes para que se possa escolher com clareza aquilo que vale ou não à pena.

Meus argumentos cromotófilos irão partir de um mimetismo intelectual, homotitúmera dos filamentos de Epicuro. Todavia, partirei da auto-análise, pois sou um analista do empirismo, materialismo, ateísmo, antimisticismo, racionalismo e livre-pensamento, além das minhas questões intimistas. Também sou um sintetizador.

A minha melatonina semântica cogita nesse jogo a criar o mimecrímero lírico capaz de juntar o trio de ingredientes do filósofo com outra pregação sua; justamente aquela que foi interpretada pelo avesso: o prazer para ele era essencial, contudo, nunca o exagero. Não defendia o luxo como fonte do bem-viver, e mesmo não luxava, pelo que consta.

Sem mais delongas, sintetizo daqui: não ao exagero + auto-análise + auto-suficiência + amigos = Aceitação social livre de qualquer ordem superior, sendo a pessoa em questão racional e controladora dos próprios desejos, havendo assim um equilíbrio tanto no quesito razão, quanto emoção, mantendo o seu corpo isento de vícios.

Tudo isso em síntese significa o seguinte: FELICIDADE = EQUILÍBRIO. Prossigo agora uma análise sobre o PONTO DE EQUILÍBRIO.

  • IMPULSO, referente ao ID Freudiano. É o primeiro obstáculo a ser quebrado, ele é responsável por salvar-nos a vida muitas vezes, quando há momento de perigo, contudo, o mesmo longe do perigo só nos estressa e pode levar ao suicídio. Quem é feliz não se mata.
  • DESEJO, diferenciá-lo de vontade. Esta parte mais do âmago que do exterior, é perene, forte, e mantém-se a mesma; enquanto aquele sacia-se a cada minuto um diferente, por isso mesmo pode partir mais de fora que de dentro, permitindo aos outros manipular-nos, pois é nossa maior fraqueza.
  • VONTADE, deve ser alimentada a todo custo no combate aos desejos falsos (vícios). Não que não atendamos nunca aos desejos, pelo contrário, não podemos fugir deles totalmente, pois são vitais, mas evitemos pelo menos os criados pela cultura dominante. A vontade deve superar toda e qualquer cultura, pois esta nos aprisiona sem precisão e aquela nos liberta de tudo e de todos. Solte suas amarras, todas elas.
  • NATUREZA, tudo nela está em constante procura pelo equilíbrio, pelo menos à parte que nos está cabível de amostra. É um ajuste-desajuste imperfeito e fenomenal, possivelmente finito ( por ser real) e muito extenso, onde habita a vida e o inanimado, o compasso e o caos.
  • VIDA, surge desse harmônico jogo impreciso. pegando o piagetiano equilíbrio da mente que tende para o desequilíbrio e vice-versa, sem limite, juntando-se à Lei de Lavoisier, e à Teoria da Evolução, pode-se até lembrar de atração da massa como estudou Newton, Gravidade. Isso tudo, química, física e biologia, sempre se esconde no semblante das ciências, das verdadeiras, ( não são ciências: Parapsicologia, Espiritualismo de Kardec nem outro qualquer, Positivismo de Comte, Nazismo de Hitler, Astrologia, entre outras religiões, com ou sem uma divindade ou mediunidade para lhe representar, Metafísica [pelo menos na parte em que se possa atravessar o tempo, como queria Einstein. E na parte dos buracos de minhoca ou buracos-brancos, em que se iria para os multi-versos de Holking], Filosofia da Mente, uma parte da Astronomia [Expansão do Universo e Big-Bang], Força da Mente [segundo os desse culto você pede ao Universo que ele lhe dará, e esse pedido é feito simplesmente imaginando; servindo tanto para puxar o dito BEM quanto o dito MAL para o ser pensante, portanto, deve-se ter sempre um PENSAMENTO POSITIVIVO, uma vez que a sua mente emanaria uma radição que atriria AZAR e SORTE, balela pura. É um simples caso de Neo-Positivismo Agudo], e às vezes a própria ciência, pois uns cientistas provam que outros estavam errados com frequência [como Galileu que provou que Aristóteles estava errado da Torre de Pizza sobre peso e gravidade e Antônio R. Damásio quie rebate o dualismo de Descartes, do Cógito em que mente e corpo estariam separados], como a Teoria das Inteligências Multiplas de Gardner que deveria ser recauchutada [excluindo-se a parte em que gênios existiriam, por exemplo]), no equilíbrio que sempre se mostra cedo ou tarde, como na primeira Lei da Termodinâmica em que energia não pode ser destruída nem criada.
  • PONTO DE EQUILÍBRIO HUMANO, este se dá não só pela moderação dos desejos, auto-análise, auto-suficiência, amigos e prazer, como também pelo suprimento de outras necessidades básicas, como: moradia, saúde, saneamento, emprego, família equilibrada, boa educação, alimentação de qualidade, condições de higiene tanto individual quanto do ar, água, visual, sonora e luminosa, etc.
SÍNTESE:
De tudo isso, o que mais importa é a auto-análise, e para tanto há que se ter saúde e acesso à leitura, muita de preferência. Acesso ao conhecimento é importante, pois sem ele não há como realizar uma análise realmente crítica da situação. Sem ver pensamentos diferentes não há como formar idéias próprias, logo; não se tem identidade.

A cultura em si não dá identidade ao homem, esta só é conquistada pela razão; aquela só deforma boa parte do que seria certo, transformando em errado perante a mente dos dominados (pecado e prisão) e fazendo-os matarem-se para que haja um domínio geral de alguém.

POR QUE É MAIS IMPORTANTE A AUTO-ANÁLISE?
  1. Porque através dela você descobre o que realmente vale à pena.
  2. Porque com ela você busca força de VONTADE.
  3. Porque pensando você consegue saber quais os IMPULSOS aceitáveis e reprováveis.
  4. E, acima de tudo, sem refletir você nunca saberá se é feliz nem que a FELICIDADE existe.
Ateu Poeta
10/12/2008
5:00 AM

terça-feira, 8 de outubro de 2019

A ANTI-HISTÓRIA

A ANTI-HISTÓRIA

Eu sou a minha
Própria falsificação
Em canção ou poesia
Somente a sangria

É real
Porque tudo que dói 
Corrói
E mata de nostalgia

Só é capaz de dar luz
O capaz que a rouba
As belas-artes são
Chave e cadeado

Neste maldito 
Furacão

Ateu Poeta
08/10/2019

sábado, 7 de setembro de 2019

LEI

Resultado de imagem para Adrasteia

Numa das partes mais profundas do cérebro fica uma glândula responsável pelo sentido de vingança que, quando ativada, liga, por assim dizer, a glândula geradora de prazer, tamanha a sua proximidade, liberando uma substância química, gerando uma sensação de bem-estar.

Mas, o que teria isso a ver com a criação da lei? Tudo. Uma vez que a lei existe para punir, sendo isso um modo de vingança, podemos afirmar que a a lei, ou seja, o sentido de justiça, causa um sentimento de bem-estar, embora que os malfeitores nada nos tenham feito e ainda que não sejamos nós a julgá-los.

Muitos não têm o sentido do prazer tão ativo, geneticamente, então, procuram ativá-lo pela glândula da vingança. O problema é que, tanto podem ser as pessoas mais certinhas, seguidoras de toa a lei, como o oposto, o pior dos bandidos. Mas, uma certeza temos, eles não serão normais, em outras palavras, ou seguem a lei ao pé da letra ou buscam sempre múltiplas formas de burlá-la.

Tanto causa prazer vingar-se que as pessoas com o distúrbio de pouca liberação de adrenalina, por vezes, fazem de tudo para ser "agredidas" somente para se vingar. Mentem mais facilmente e são frias e calculistas. Entretanto, essas pessoas são as mesmas que viram os "heróis", como bombeiros e policiais que se arriscam mais que os outros.

Já quem sofre do distúrbio da liberação exagerada de adrenalina seguirá a lei, pois estará sempre com medo. O problema é que a mesma adrenalina que causa, por exemplo, a síndrome do pânico, é responsável pelo sentimento de ódio. Por tanto, pessoas com esse distúrbio podem, em excesso de ira, ficar incontroláveis. Dificilmente serão corajosas, frias e calculistas como quem sofre do distúrbio contrário.

A lei existe para assegurar alguém no poder e, por vezes, os dominadores são enganados por ela, deixando mais fortes as elites. Isso se dá porque um povo regido por uma lei forte tem o senso de segurança elevado, ainda que não haja segurança alguma. 

Para se manter no poder é preciso brincar com a lei, iludindo as massas e persuadindo seus opositores, como fizeram: Átila, Aníbal, os césares, Hitler, Stalin, Mussolini, Viriato, Napoleão, o conde Vladimir, Mao-Tse-Tung, Getúlio Vargas, Juscelino, Dom Pedro e tantos outros ainda o fazem.

O homem é "um animal sentimental", como diria a banda Legião Urbana, movido por ódio, amor, e acima de tudo, por amor ao ódio, uma vez que o ódio e o poder são amantes da lei, nela emaranhados. Poder e ódio se alimentam no mesmo prato: a vingança, que tanto dá prazer como alivia o acúmulo de adrenalina no sangue. A vingança é a origem da lei.

Ateu Poeta
Pacoti-Ceará
23/05/2009
3h e 32 min

ARÍETE


Em cada livro
Um universo paralelo se apresenta
O leitor
É astronauta da informação
Argonauta do conhecimento
Escafandrista de sinapses
Um gladiador contra o mundo
Filamentos alheios
São seu sabre
A caneta
Lança dialética
Armadura cultural cognitiva
Aríete dantesco
Derrube as muralhas d'aporética

Ateu Poeta
Pacoti-Ceará, 20/07/2009
6h e 59min

BOTIJA DOS MAIA



Em 1906, nascia Maria Santina Maia, filha de Raimundo Pereira da Silva e Francisca Soares da Silva. O Maia do nome é porque eles se aparentaram com Maria Ceci Gonzaga de Arruda, ou Vó Ceci, neta de Maria Antonina Maia, ou Mãe Tonha, que era prima de Francisca Soares da Silva. 

Ana Maria Soledade e Francisco Soares Leitão, pais de Francisca Soares da Silva, ajudaram a criar Santina Maia, pois o pai desta viajara para o Acre no ciclo da borracha e nunca mais voltou. 

Santina Maia, ou Vó Santa, ganhou um grande rosário de ouro branco do seu avô, o vendendo em partes mais tarde. Seu pai, Raimundo da Silva, que fora embora quando ela tinha 11 meses de nascida, desenhando com sangue do indicador na parede uma tal cruz de Salomão, talvez um asterisco, e disse: "_Se em 6 meses eu não voltar, quebre este canto aqui, que vai dar pra vocês irem se mantendo." 

O tempo passou, e a família nunca soube o que tinha realmente dentro da parede, porém, outras pessoas quebraram e tiraram a sorte grande, quando já não morava ninguém na casa. Quem foram? Não sei. Porque a família mesmo não lucrou? Por medo das lendas. E o que continha de fato sob a dita cruz? Pelo que dizem, potes repletos de ouro e prata. 

Se for tudo verdade, minha herança pode ter sido pirateada.


Ateu Poeta
Pacoti-Ceará

11/06/2009