sábado, 16 de abril de 2011

QUASE ÍCARO















Desiluda de uma vez este coração poeta
Prefiro  um não  a sonhar mil céus e cair qual Ícaro ao sol
É preciso pousar   a pena , declamar poesia
Calo o cálamo, que do calo nasça o canto
No arrebol a sinfonia adoça o peito
Satisfeito ou não o caminho é curto, então prossigo
Andarilho sem destino
O seio do mundo é um abrigo temporário

ATEU POETA
Fortaleza-CE
10h  e  15min
16/04/2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A FÁBULA DO CÃO PASTOR















Quando a morte fortemente beija o lobo o cão pastor come a ovelha

O rato reza pro gato e pastora o queijo
Certo vez o lobo matou o cão pastor e morreu de fome quando o dono vendeu o rebanho
Hoje cães e lobos são amigos e cultivam seus próprios rebanhos
Enquanto o gato compra queijo e contrata o rato pra ser vigia.

ATEU POETA

terça-feira, 5 de abril de 2011

BELA ADORMECIDA


O poeta é um ser apaixonado por tudo quanto não pode ser
Seu coração balança e é alvo fácil embalado pela canção proibida
Mil flechas em seu peito atingido avermelham as asas do Cupido traiçoeiro
O cálamo lapislásuli desenha uma armadura de pedra azul ultra-marino
Acordar Brunhilde despertará a fúria de Odin
Seria bom evitar o mesmo fim de Sigurd?
Nem todos nasceram para heróis
O encanto da valquíria deveria ser quebrado?
A que o poeta se renderá, à razão de melindres ou ao instintivo desejo de vencer o fogo de Loki?
Herói é aquele que se rende ou o que vence cortez a cupidez platônica?
Uma mente atônita na batalha das incetezas se perdeu na fortaleza da vida
Não há guarida para aquele que questiona

ATEU POETA
05/04/2011

sábado, 2 de abril de 2011

MORDAÇA

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2011/04/mordaca.html
MORDAÇA

à tua mordaça padeço

a um terço de quase vida
poesia que morre em berço
poeta, empalideço 
sofrida arte sem retorno
entorno a caneta sem pena
entorto a letra maldita
depois de aberta ferida
com ferro fere e queima
cada artista tem seu papel
é menestrel no quartel devido
meus olhos de vidro não se haverão
à escuridão já não se olvida
Ouve-se o que não existe
Haverá em torno?

ATEU POETA

O FAKE E O ESQUIZOFRÊNICO

O FAKE E O ESQUIZOFRÊNICO

De repente, nasce um sacerdote...
quer o seu naco de pão da vida.
Um ateu pretende compartilhar sua fé...
quer seu quinhão da santa ceia.

Eu? Sigo sem ter nada de certeza
com a fé ou na falta dela.
Fake é o que atrás do véu senta-se,
atinando com o olho escondido

o umbigo de alguma alma ou veia.
As sementes podem florescer,
tanto as do bom convívio
como as degradantes daninhas...

mas se somos de tudo um tanto ou pouco,
atiçamos egos e idolatrias na arena desta rinha.
Qualquer fala ateia fogo na ventas,
dos que surfam no mar da ira.

Qualquer afago abranda o peito,
dos que penam por seus naturais defeitos.
Ateus, poetas e fakes esfaqueiam as mentes com poesias dementes
Crentes e descrentes em livre-pensamento herege de Hermes

Um hermético louco-bar-taverna,
Diria mais até, sanatório templo de Baco
As bacantes escrevem de forma bacana
Textos sem forma 

Sinfonias líricas se misturam a torpes e nobres opiniões
_Não sou fake!
_Que és tu, então, fake, uma idéia de Platão?
_Eu? Sou só ilusão de tua mente esquizofrênica!

Ateu Poeta e Juleni Andrade
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.