quarta-feira, 30 de abril de 2014

SEM ALMA

SEM ALMA

Não tenho alma, calma nem religião
Mas poesia em um coração
Que canta na terra e no mar
Vivo a voar por multiversos  

Essa é a minha imortalidade
Entre o sonho e a realidade
Salve a literatura com toda a trivialidade
Que eleve a cultura e guarde

Para gerações além
Porque só faz sentido viver
Se deixar algo para alguém
E que seja conhecimento

Ou mesmo encanto
Sem o qual o sonho não vive

Ateu Poeta
30/04/2014

NO AVESSO DO VERSO


NO AVESSO DO VERSO

Se não houver poesia
Seguirei sozinho a cantar
Cair? Só de espada em punho
Arte é minha voz

Foz do meu ser
Prazer, trabalho e sonho
Sustentáculo quando tudo desabar
É o que me repõe o ar

Depois do dia desaguar na escuridão
É nela que viverei
Num viveiro ou bosque
Víveres ou verve de algum coração

Suspenso no seio do universo
No avesso do verso em rotação

Ateu Poeta
30/04/2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

FÂNTASOS E THANÁTOS


FÂNTASOS E THANÁTOS

Tua morte foi para mim sem amparo
Um disparo no coração
Disparate do universo
Até os meus versos choraram

Tudo ficou vão
Senti-me menos que um ampère de átomo atroz
Atrás da estrela que aqui jaz
Jazz que brilha no céu

Eu cá com meus ais e botões
A vida é feita de ilusões
Tudo um sonho de Fântasos 
Que um dia terá fim

Ciclo sem volta nem razão
Até o anátema de axioma no seio voraz da escuridão

Ateu Poeta
29/04/2014

PEDRAS E FLORES


PEDRAS E FLORES

Uma ação errada e mil críticas recaem sobre ti
Uma certa e as pedras serão um milhão
E depois esquecem a razão 
Pela qual endureceste o coração 

Não querem saber por que
Só sabem julgar
São muitas cruzes
Para pouco altar

Exigem que vingues o sangue com flores
Daí é que aflora o coquetel 
Entre balas e rojões
Granadas e bombas de gás

Ninguém nasce soldado
É o mundo que faz

Ateu Poeta
27/04/2014

O QUE É A SAUDADE?


O QUE É A SAUDADE?


Bate com força e invade o peito
Não tem jeito
Faz sangrar
Daí o corpo tremula

Os olhos transbordam um mundo
Um rio
Um mar
Um sonhar febril

Naufragar 
Encontro com o que existiu
Aquilo que ainda há em nós
Que a vida algoz sufoca

Mas que a memória se nega a apagar
Por já ser essência

Ateu Poeta
26/04/2014

CAPOEIRA É POESIA


CAPOEIRA É POESIA

Capoeira é poesia 
Ponteira, atabaque
Batuque, pandeiro
Berimbau ligeiro

A menina faceira que balança
É rasteira, dança
Jogo, luta e axé
No ar, no chão e de pé

Escorão, aú, canga-pé
Martelo, armada, meia-lua
Defesa, esquiva e a banda
Tesoura, Angola e Regional

Arte de rua e academia
Liberdade a serviço da harmonia

Ateu Poeta
26/04/214
13 anos de CAPOEIRA, 4 cursos de DEFESA PESSOAL, faixa amarela em KARATÊ, iniciante em MUAY-THAI e KRAV-MAGÁ

COLLOR ABSOLVIDO

COLLOR ABSOLVIDO

Agora a cara pintada
Só se for de palhaço
Absolveram Collor
Enfim, para que serve a lei?

No Brasil nada anda direito
A direita sempre ganha com barganhas diretas
Sente-se à direita do Superior Tribunal
Que as eleições estão aí

Pátria de risos que vai mal
Governada pelos irmãos-metralha
Toda tralha entra no poder
Digam-me, para eu saber

 Agora tudo é fuzuê?
Já é hora do baile e das máscaras de carnaval?

Ateu Poeta

29/04/2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

BELEZA, BUNDA E BOLA

BELEZA, BUNDA E BOLA

O Brasil confunde beleza e bunda
Esporte e bola
Política, partido e roubo
Liberdade e gaiola

Voto, veto e favor
Tem fé cega na corrupção
Fala tanto de bom coração
Mas, tenha sucesso

Que a rasteira com vela
 Virá sem dó e em verso 
Essa pátria gigante
Não sabe a diferença


Entre razão, religião e televisão
É tudo uma grande novela!

Ateu Poeta
24/04/2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O TEU CARMIM

O TEU CARMIM

Nem sempre a obra-prima vem
Prima donna
Primavera
Ou primor

Amor
Dor
Flor
Ardor

Às vezes nada tem princípio
Fim
Ou meio
Releio tudo que há em mim

A minha boca não tem freio
Para o teu carmim

Ateu Poeta
21/04/2014

domingo, 20 de abril de 2014

O AMOR ACABOU

O AMOR ACABOU

O amor acabou
 Mas eu sobrevivi
Acho que no fim
Nem sei o que senti

Foi tudo ilusão
Foi paixão, foi paixão
Hoje acho que não
Por isso vivo a sorrir

O meu peito é um leito
Frio, sereno e sem jeito
Acabou-se a tempestade
Talvez volte mais tarde

Mas aí será tarde
Ninguém faz alarde se o coração não arde

Ateu Poeta
20/04/2014

sábado, 19 de abril de 2014

Carbono


A IDEOLOGIA

A IDEOLOGIA

Será o sonho ideologia?
O desejo que me toma é o mesmo que vicia
No ritmo da perdição
Lira alta ao coração

Cancão cantando ao meio-dia
Estarei eu aprisionado na canção?
 Emoção sem sentimento
Razão sem sentido

Relâmpago sem clarão
Harmonia num trovão
Felicidade da nostalgia
Agonia do prazer

Dor da alegria
E no fundo do mar um condor em maestria

Ateu Poeta
19/04/2014

PIOR QUE A DERROTA SÓ O SUCESSO DO INIMIGO (ATEU POETA)

http://ateupoeta.blogspot.com/2014/04/pior-que-derrota-so-o-sucesso-do.html

sexta-feira, 18 de abril de 2014

QUEBRANDO A MATRIX

QUEBRANDO A MATRIX

Agora é hora de quebrar a Matrix
Explodir a caverna
Uma na taverna não constrói o homem
E um dia na lua não o destrói

Já é tarde demais
Se o fígado corrói os seus ancestrais
O momento pede o que se perde em anacronismo
Fora com o exorcismo!

As máquinas não nos dominam
São os mistérios que minam
Tora a nossa razão
Não é Dalila ou Sansão

Hércules nem Megara
Que faz cara presa e prisão

Ateu Poeta
18/04/2014

DOR SEM FIM

DOR SEM FIM

E Então vida te levou de mim
Sem som nem carmim
Nossos laços eram só visuais
Mas doeu demais

Uma dor sem fim
Não sei se era amor
Paixão ou ternura
Loucura ou louvor

Só a arte me cura
A saudade fura meu peito
Não conheci os teus traços ao vivo
Mas foi tão incisivo tudo o que senti

Tua simpatia está viva na aurora
E agora se esvai mais um dia sem ti

Ateu Poeta
18/04/2014

segunda-feira, 14 de abril de 2014

BÓBUS

BÓBUS

Quem dera não ser eu o Pierrot nessa valsa triste
Que insiste em me ver chorar
Quisera que as quimeras da vida fossem menores
Tudo viesse em flores

 Mil amores para sonhar
Não sei ser palhaço
Bóbus, bobo, bodas
 Tudo falso

Cadafalso é uma virtude que se adquire
A vida inquire veias de verves que não vi
Vim e venci o que pude
Mas a Terra não é bola de gude

No fim, todos erram e caem na mesma guerra
Mas poucos dançam ao som da própria música

Ateu Poeta
14/04/2014

sábado, 12 de abril de 2014

HISTÓRIA SEM FIM



A vida não é uma História sem fim
Mas bem que poderia
Ser melodia do eterno
Em vez de voltar à morte

Puro átomo fraterno
Por isso ponho meu terno
E vou dançar na chuva
Enquanto tiver sorte

Um dia irei a Marte
Sem amar-te nem um pouco
Perder-me em Astronomia
O universo é sinfonia do caos

Sem dor nem harmonia
Onde tudo vira poesia

Ateu Poeta
12/04/2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

FLOREM QUE AFLORAM

FLORES QUE AFLORAM

Flores flutuam pelo jardim
Afloram perfumes
E cores de outro mundo
Vivas verves

Poesia que ferve da flora
O temporal anoitece lá fora
Mas não apaga o brilho
 Que a primavera trará

O tempo a tudo aprimora
Estribilhos invadem meu ser a cantar
Meu violão mora no coração
 Qual condor no céu

O sabiá faz sinfonia
Da fotossíntese de um menestrel

Ateu Poeta

12/04/2014

TREVAS, TROVAS E TROVÕES

TREVAS, TROVAS E TROVÕES

Quando tudo é vão
O meu coração vê razão de cantar
Cada nota acelera
Porque meu peito-quimera

 Enxerga na escuridão
Propulsão para além
Universo afora
Cavalgando dragão

O violão não espera por ninguém
A música chama
Com chama de musa
Que clama e proclama

Enquanto o céu reclama em tristes trevas
Minhas trovas são trovões

Ateu Poeta

11/04/2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

É TUDO ILUSÃO

É TUDO ILUSÃO

Se ainda há em ti aquele menino
Preserve um pouco
Pois a vida levará
Não só a infância

Mas também toda a ânsia
Nada sobrará
A capa
 A moto

A espada do herói
Tudo o tempo destrói
Para que o ciclo recomece
É tudo ilusão

Mero paradoxo
Abstração

Ateu Poeta
11/04/2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

SEIO-ABISMO

SEIO-ABISMO

As curvas do teu corpo
Tiraram meu coração da reta
Divagando, Diva
Rumo ao teu seio-abismo

Perdido em poesia indireta
Estão turvas as águas do destino
Tua boca é o desiderato desatino
Que atina tudo em mim

Este peito de marfim
Não sabe quem canta lá fora
Se Ucóra, rouxinol ou sabiá
Somente uma certeza há

A luz do sol não é nada
Sem o brilho do teu olhar

Ateu Poeta

10/04/2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

CASEI-ME COM A LUA


CASEI-ME COM A LUA

Casei-me hoje com a Lua
Não é preciso fortuna
Nem mesmo ter um lar
Basta que seja noite

Verei de todo lugar
Espelho fiel do Sol
Às vezes mais bela que o arrebol
Faz a poesia florescer

Onde não há flor alguma
Quando tudo ao redor fenece
Cansei de esperar pelo que não vem
Não vi, não voga

E não aquece
Agora é hora de voar

Ateu Poeta
08/04/2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

DOCES LÁBIOS DE SEREIA


DOCES LÁBIOS DE SEREIA


E lá está a sereia
Com seus olhos-querubins
A invadir meu peito
Com a leveza de jasmins

Andei aos confins
Para conhecer seu jeito
Cantora de rabo perfeito
And puffy nipples twins

Neste mar me jogo
Afoito, me afogo
A força da maré é fogo
Levou-me a outro mundo-jogo

Neste chão me arrasto
Exausto, me gasto
Me entubo, me mastro
Repasto sobre a areia

De bobo, caio na teia
Sem saber voltar de Bóbus
Como quebrar o encanto da abóbora?
Quem mandou acreditar que real seria?

De tolo, quero a fantasia
Para encontrar a fórmula
Da geometria dos cubos
Nos meus versos místicos

São doces rios seus lábios
Sem ser sábio saí no polo sul
Fui otário se fugi do sol
Encantado de luz e som.

Ateu Poeta & Wasil Sacharuk

domingo, 6 de abril de 2014

MAR DE SINFONIAS



O poeta é um sonhador
Que mais haveria de ser?
Se o mundo não é azul
É pintá-lo para renascer 

Sob um blues víride de vidro
Da aurora mais tênue e melancólica
Poesia categórica
Não é mais que sinestesia

Se os sinos não badalam
Suas mãos cheias de calos
Calam cálamos e talos
Até a pluma florescer

Quando a primavera se aprimora
O seu coração mora num mar de sinfonias

Ateu Poeta

06/04/2014

sábado, 5 de abril de 2014

DIAMANTE CAP.11: ÂNITH


DIAMANTE

CAP 11: ÂNITH

Então, o malkaviano invade cavernas e enfia a espada, agora vermelha e coberta por diamante vermelho, agora ele também estava inteiramente feito de diamante vermelho do mesmo modo que Dion; cada ovo encontrado era perfurado e daí sua essência se fundia à Excalibur tornando-a cada vez mais dourada e densa mas ao mesmo tempo com uma leveza surpreendente.

Enquanto isso os inquisidores e milhares de filhos encontraram Dion e o atacaram todos de uma vez. Dion mau sentia seus golpes, estava tão forte que matava centenas em cada soco. E a sua velocidade foi aumentando até que restou apenas um inquisidor.

_E agora você tem mais algum truque?_ Perguntou Dion sadicamente.

_Na verdade eu não vou precisar. Veja o seu amigo malkaviano correndo para cá em desespero.

_E que bicho feio atrás dele é aquele?

_Aquilo é Ânith, um leão com cabeça de jacaré que comia o coração dos impuros no antigo Egito mas que depois passou a devorar tudo até mesmo deuses e seres maiores.

_E como ele ficou tão poderoso?

_Foi uma maldição jogada por Seth para acabar com o Escaravelho Vermelho, ou Hórus, o deus-sol-falcão supremo. Essa criatura sempre ressuscitaria junto com Apófis.

_E quem é Apófis?

_É uma cobra cuspidora de fogo que foi vencida somente com a união da maioria dos deuses egípcios juntos, mas que graças a essa maldição ela sempre volta mais forte.

Após partir ao meio o inquisidor, Dion fora alcançado e devorado inteiro por Ânith.

Um pouco longe dali, assim como o Zagreus grego, o Vampiro Supremo tinha seu corpo ressurgido da própria cabeça e viera mais forte. Atacado por milhões de filhos dos inquisidores ele também os aniquilou com a mesma impiedade de Dion.

O malkaviano corria assustado mas resolveu um último truque. Transformou-se na cópia de Apófis e começou a cuspir fogo. Quando Ânith o atacou ele se agigantou e o engoliu. Dion já sem ter o que fazer concentrou todo o seu poder e carbonizou Ânith e o malkaviano dando u pulo gigantes com o punho fechado e erguido, o que os fez esbagaçar.

Ateu Poeta

05/04/2014

SOL EM PANE



SOL EM PANE

Não há mágica na vida
Apenas sonhos e ilusões
Falsas percepções
Em grandes voos

Rajadas de rojões
Porque as verdades são trágicas
Como poesia pesada
Única jornada

Átomos do jamais
Num universo incompleto
Opaco anátema de antíteses e axiomas 
Pão e circo num grito de gol

Arrebol que não vem
Antes da pane do sol

Ateu Poeta
03/04/2014
Ateu Poeta, O Historiador de Pacoti. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.