Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

domingo, 28 de agosto de 2011

A PUTA E O POETA

A PUTA E O POETA


Cena 1: Poeta, padre e pastor em discussão.

Poeta:_Todos nós passamos por aquilo que não somos por que não suportamos o peso de nossas falhas. Toda virtude é feita de vícios. O vício é a única virtude. A virtude é o maior dos vícios. O maior pecado é achar que o pecado exista.
Padre:_Tu não vais para o céu, meu filho.
Pastor:_Isso é a palavra do Demônio! Você precisa de um exorcista urgente! Venha à minha igreja que eu te curo.

Cena 2: Passam uma puta e um político.

Poeta:_Vocês formam os 4 pês que enriquecem: padre, pastor, puta e político. Vivem do dinheiro dos outros. Prometem o céu, mas a puta é a única que cumpre bem o seu papel, eleva ao nirvana; o paraíso é a cama, na liberdade efêmera que o meu dinheiro possa pagar.
Político:_Quem é você para nos julgar? Eu é que faço a lei e posso mandar prendê-lo por desacato!

O poeta dá um soco que o faz desmaiar.

Poeta:_Agora tem um motivo melhor para me tirar o que não podes dar.

Cena 3: O poeta na prisão

Prisioneiro 1:_ O que você fez para estar aqui, por que aqui todo mundo é inocente?
Poeta:_Dei um soco num político e o deixei desmaiado.
Prisioneiro 2:_Eu sempre quis fazer isso mas nunca tive a oportunidade.
Poeta:_Por que a gente não arma um plano de fuga?
Prisioneiro 1:_Fugir pra quê? Eu nunca trabalhei. Desde menino que vivo roubando e sendo preso. Pelo menos aqui a comida vêm a mim sem que eu tenha que fazer esforço.
Poeta:_ Mas, e a superpopulação aqui dentro?
Prisioneiro 3:_Quem sabe alguém de nós aqui te mata pra ver se cala esta boca!

Cena 4: O carcereiro aparece

Carcereiro:_Que confusão é esta aqui?

O poeta estava sendo segurado por dois presos e um terceiro tinha nas mãos um objeto pontiagudo para furá-lo.
Os guardas entram na cela e tiram o poeta de lá.

Carcereiro:_Poeta, você está livre! Pagaram a sua fiança.

Cena 5: A puta aparece na saída da cadeia.

Poeta:_Você?
Puta:_Paguei sua fiança. Sabe, sua fã.
Poeta:_Quanto é mesmo seu programa?
Puta:_100 à hora. Mas, também, posso ser dama de companhia; preço a negociar. Mas, pra você, eu faço uma sessão gratuita.

Cena 6: Puta e poeta fazem sexo, quando a porta é arrombada.

O poeta atira em um dos invasores, o prisioneiro que quis furá-lo na cadeia, que cai no chão da sala.
Na troca de tiros o outro invasor, o político, é atingido no braço e sai correndo. 
O poeta sai nu a persegui-lo com a arma na mão e o mata com um tiro na nuca.
Cena 7: O julgamento

Puta:_Promotor, eu posso fazer uma pergunta ao senhor?
Promotor:_Sim.
Puta:_Senhor juiz, eu posso fazer uma perguntar ao promotor?
Juiz:_Sim, eu autorizo à senhora a fazer uma pergunta ao promotor.
Puta:_Senhor promotor, eu posso perguntar mesmo?
Promotor:_Você é doida? Não vê que está me fazendo perder tempo? Está se fazendo de louca para defender esse homem que matou um político! Quantas vezes eu vou ter que responder que você pode fazer a pergunta?
Puta:_Sabia que este homem daí que ajudou o político a arrombar a porta da minha casa, e que foi pago para isso, também foi pago para matar o poeta na cadeia? E que ele é casado e tem um caso a filha do senhor e bate nela? Sabia que aquele olho roxo dela foi ele quem fez? Estão aqui os fatos que provam isso. O senhor quer ver?

O promotor fica vermelho de ódio.

Promotor:_Saiba que eu não tenho filha! Você mente descaradamente para este tribunal.

A puta mostra fotos ao juiz. O promotor vai olhar e pula sobre o réu, o esbofeteia.
 Réu:_O que eu fiz? O senhor nem filha tem?
Promotor:_Não. Mas eu tenho mulher, seu facínora! Você tem um caso com a minha mulher!
Juiz: _Promotor, contenha-se ou será preso!
Puta:_Promotor, o senhor pode vir aqui?

Ele vai e ela lhe dá outra foto. Ele começa a rir muito alto.

Promotor:_Senhor juiz, esse cara sai também com a filha do senhor. É dela olho roxo que ela falou.
Juiz:_Caso encerrado! O poeta é inocente! Mas esse outro, o réu, vai pegar 15 anos por tentativa duplamente qualificada de homicídio, assalto a mão armada e invasão de domicílio.

Cena 8: Advogado conversa com a puta e o poeta.

Advogado:_Entrem no meu carro. Agora estas são suas novas identidades. Peguem todos esses documentos. Esse foi o meu último caso. Agora eu serei este daqui. Isso nunca aconteceu.  Se o juiz e o promotor descobrissem que as fotos foram montadas, iríamos os três para a prisão.
Puta:_Aprenda a mentir e dobrará a lei aos seus pés.
Poeta:_Nunca mais eu digo a verdade, isso quase me mata!

ATEU POETA
28/08/2011
12 horas

sábado, 20 de agosto de 2011

ODE À NOSTALGIA


Nesta vida diminuta
Com ou sem labuta
Persista na luta
A nostalgia não vale da vida um minuto

Coragem para proferir
Força para não se ferir
Não vá sem ter que ir
Nem fique sem ter que vir

A morte não manda minuta
Consciência é o atributo da razão
Cuidado com a decisão sem volta

Nenhuma revolta lhe dará guarida
Tanta experiência há de ser adquirida
Analise o mundo à sua volta

ATEU POETA
8h e 45 min
20/08/2011

domingo, 7 de agosto de 2011

A CONTRA-HISTÓRIA


O padre condena a pedofilia, o deputado chama o povo de corrupto, o pastor vende o cartão de crédito do céu e acusa o fiel de blasfêmia

O redondo cobra do torto retidão, a mulher do seu filho varão que seja macho, o impotente cobra ereção do saudável

O papa satanisa o ateísmo, a polícia proíbe o tiro de espoleta e atira de escopeta na própria polícia fardada

O cego diz que o míope não vê, o agnóstico diz que o carola não crê, a prostituta protege os bons costumes

O gay encubado, que não se assume, ataca os gays com quem dormiu, o maior dos ladrões vigia a delegacia, o louco acusa o sábio de loucura

Manda o incapaz, o bandido vira capataz, a competência se priva, a companhia telefônica acusa o cliente de roubar os próprios créditos, a agência não devolve o dinheiro por que nunca erra, como um oráculo

O correto é que precisa de advogado, o sargento vai para a cadeia, dinheiro se guarda na meia, o invasor é o habitante da aldeia e não o da cidade

O traidor odeia a infidelidade, o bêbado acusa o sóbrio de boêmia, o banqueiro fala mal da burguesia

O ditador acusa a liberdade de tirana, o miserável chama de pobre a cama da classe média, os Estados Unidos chamam o Iraque de terrorista

O culpado procura uma pista que culpe o honesto, o bispo acusa o pajé de charlatanismo, a companhia de água vende barro na pia e cobra dobrado

A companhia de energia em vez de devolver os bilhões acumulados indevidamente, sobe o valor dez vezes enquanto promete que a conta do cidadão ficou mais reduzida

A gasolina sobe de preço apesar do pré-sal, os jornalistas são assassinados, virando a própria notícia

A Europa é que fale, os desordeiros deturpam a anarquia, o alienado chama o mundo de fantasia, a História é destruída pelo poder público, que jura ser para o bem

E o poeta escreve para um Brasil analfabeto

ATEU POETA
Pacoti-CE, 1h e 47 min
04/08/2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ALITERÁRIA

ALITERÁRIA

A dúvida paira neste coração vazio
Meu mundo está frio
A lira não alitera
A literária perdeu o lirismo
O mais eloquente aforismo  não incendeia a palha
Para a hora e o dia
O relógio arrepia a aurora do tempo bureau
A poesia inexiste a esta altura
A poética é tortura que ludibria
Perdura anestesia, ilusão
Mergulho no negro seio do universo
Para outra dimensão

ATEU POETA
Pacoti-CE, 31/07/2011
1h e 23min