Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

sábado, 30 de novembro de 2013

BONECOS DE NEVE


BONECOS DE NEVE

Uns fazem a revolução
Outros assistem no trem
Enquanto aqueles persistem
Estes desistem dos sonhos

Uns aprendem a votar
Outros se deixam comprar
E elegem um congresso de gesso
Bonecos de neve risonhos

Viram cocaína
O país é feito de pás de cal
A Pax do concreto dobra a esquina
Helicóptero que baixa decreto

É a lei do crime
Que rege o alfabeto

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

30/11/2013

GRÃ-JOIO

GRÃ-JOIO

Para uma grande mente
Qualquer gaiola aperta
Sabe que não é liberta
O próprio universo é prisão

A existência só afrouxa os grilhões
Até se pode pensar quebrar as correntes
Mas as verdadeiras leis não estão escritas
Não dá pra burlar as regras

Por isso todo mundo finge
Um pouco de ilusão faz bem
Porque desafoga o coração na ribalta
O sentido é uma falsificação cognata

Que a prata consome
E chama de pão

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

30/11/2013

O MUNDO É UM MORFEMA



O MUNDO É UM MORFEMA


Em volta do ser
Um ecossistema
O trema da letra
O mundo é um morfema

E tudo se resume à Química
Na tabela periódica
Ligações atômicas que esqueci
Talvez sempre haja inequações

A música é a mais bela das ilusões
Seguida de perto pela poesia
Abstrações que fantasiam a vida
Por que a realidade é chata e vazia

É preciso calar o caos e a euforia
No soneto que o tédio faria

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR
Pacoti-Ceará, 30/11/2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

SINFONIA ESPECTRAL


SINFONIA ESPECTRAL

No seio blues do arrebol
A luz do sol me mata
Como vampiro de Sumatra
Ou boêmio da Baviera

Canto no frio e na solidão
Porque o mundo é vão
Vil em todas as eras
De sonhos e quimeras

Universo nunca foi verso ideal
Em nenhuma poesia
Mas, sinfonia sem maestro
O macro é só espectro fractal

A euforia do medo não muda nada
Minha pluma em segredo não faz carnaval

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR
Pacoti-Ceará, 28/11/2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

SONETO SIMPLES

SONETO SIMPLES

A vida não cabe num soneto
Mas que custa um sonho a mais
Antes da onda em Fortaleza
Das eleições no ano que segue

Ou que o acordo se quebre
Celebrando nova ogiva nuclear?
Nessa aresta inquieta
Ser poeta é o que me resta

Enquanto a serra vira sertão
E o sol me queima o juízo
Até o incisivo da constelação
Dívidas em desnível

E ainda apontam a ditadura
Como solução cabível

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR
26/11/2013

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

EQUINÓCIO


Se a poesia não preenche
Ainda haverá a música
Mas o vazio vem da própria busca
Só deve ser acompanhado da dúvida

Um mergulho para dentro de si
Volta ao mundo real
Lá onde a literatura não alcança
O universo dança onde não se possa ver

O tédio não vem do ócio
Mas do equinócio de não pertencer a mim mesmo
Um poço de insensatez
Para livrar da tênue tez-prisão

A vida é uma gaiola
As minhas asas querem flutuar

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR
23/11/2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

PERFUME


PERFUME

Teu perfume partiu
Em memória e saudade
História peremptória
Passageira mocidade

O ritmo
A beleza
Da noite
Se esvai no vento

A vida é açoite
Sem assento
Ou flores de abril
Um sorriso feminil

      Diáfana sinestesia
Na maestria de um momento

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

22/11/2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

EU SOU ATEU


EU SOU ATEU

Os deuses da guerra são a nossa perdição (3x)
Os deuses da guerra são a perdição da Terra
Eu sou ateu (3x)
Não sou muçulmano, mas também não sou judeu

O deuses da guerra são a nossa perdição (3x)
Os deuses da guerra só maltratam o coração
Eu sou ateu (3x)
 Não sou muçulmano, mas também não sou judeu

O deuses da guerra querem te crucificar (3x)
Não há salvação, querem te fazer sangrar
Eu sou ateu (3x)
 Não sou muçulmano, mas também não sou judeu

Eu sou ateu (3x)
Eu sou questionador, eu não acredito em Deus

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

20/11/2013

terça-feira, 19 de novembro de 2013

XADREZ DA VIDA


XADREZ DA VIDA

A vida real é mais brutal
Os teus piões sempre mudam de lado
E nenhum destilado te fará parar de sangrar
O mundo emudece e nada muda

Em jardins de mudas a música fenece
Eu quero gritar que existo
Mas o teu ouvido tem o direito de me olvidar
Existem muitos exércitos, alguns levianos

Mercenários farão de tudo produto
Roubando teu fruto e a tua bandeira
Estrela vermelha que brilha no céu
Barão em quartel

O soneto não existe
Mas não desiste do defeito

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

19/11/2013

sábado, 16 de novembro de 2013

NO TOPO DA TERRA

NO TOPO DA TERRA

A vida acelera
E o meu peito é quimera
Só o silêncio conduz
À luz dessa ilusão

Vazio que vai e vem
Trem que não para
Salto no nada
Tempestada no mar

No emblema da magnitude
Horas se vão pelo ar
De asas abertas na pluma
Horizonte que se estende 

Um novo olhar sobre a serra
No topo da Terra é meu lar

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR
Pacoti-CE, 16/11/2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

DANÇA DE CRIANÇA



DANÇA DE CRIANÇA


A vida poderia ser uma dança
Sorriso de criança
Música de Vivaldi
Daquelas que invadem o coração

Em vez dessa contramão de vida adulta
Essa luta que adultera todos os sentidos
Por que não um desenho
De todas as cores

Em um mundo sem dores
Atores
Saudades?
Mas, tudo é resumido

Em calor, pressão, frialdade...
E um silêncio perdido na cidade

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

14/11/2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

BRASIL: A INDEPENDÊNCIA QUE NÃO VEIO


BRASIL: A INDEPENDÊNCIA QUE NÃO VEIO

O Brasil tem grandes mentes
Mas não acredita no próprio potencial
Copia de fora a fora
Até o mais insignificante ideal

As novas tendências sempre vieram
Do mundo afora
Chamado de primeiro
Acreditou estar em berço

Quando este solo aparenta ser mais velho
Em vez de derradeiro
Até as palavras mais belas
São latinas, mas não sinceras

Francesas ou estadunidenses
Será de fato algum dia independente?

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

11/11/2013

sábado, 9 de novembro de 2013

O TEMPORAL

O TEMPORAL

A vida é feita de dor e doença
Efervescência da morte
No universo é banal
Versos versáteis versados no paradoxo

Um vai e vem ortodoxo
Que parece mudança
Dança do caos, carbono e hidrogênio
Oxigênio e hélio no seio do sol

Arrebol que se esvai no fio do regaço
A galáxia gira sem nenhum ideal
E essa doce ilusão da noite e do dia
Queima a calmaria das horas em vão

Processo sem nexo e atemporal
Crônico temporal anacrônico

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

09/11/2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DEPRESSA


DEPRESSA

É a droga o que consome
Mata o nome e o animal
Ritual desfaz o homem
Cheiram cola no sinal

Escola assaltada
A educação vai mal
Roubalheira no congresso
Está impresso o ritual

Tantas mortes na estrada
Amargurada está a cidade
Tempestade abissal
Balas de insanidade

A vida não tem preço
Essa pressa é banal

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

06/11/2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A SOMBRA DA NOITE


A SOMBRA DA NOITE

A vida é uma piada
Você come o que não nutre
Venera o que não existe
Trabalha pra não ter nada

E ainda insiste em sonhar
Comprar o que não precisa
Sem tempo para o que deseja
Escravo da solidão

Sozinho na multidão
É tudo deserto, vazio, imensidão...
E todo caminho leva ao mesmo fim
Assim, se passam dias, décadas, decadências...

Enquanto a poesia tardia anoitece
Sem sentido de existência

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

05/11/2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ARMA X


ARMA X

Dúvidas e dívidas que movem o mundo
Dividendos na operação fractal do sistema
Diadema de diamantes de sangue
Limite de menos b sob 2 a

E o dólar com o saldo da NASDAQ não cura tua dor
A cotação do ecossistema como anda?
Mísseis e tanques arrancam rebeldias do âmago
Ânima que morre a cada bala no ar

Um caça a caçar caça humana
Da savana a Marte
Há morte
Sorte

Se parte
Na vida tecnologicamente programada

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

04/11/2013