Temer na cadeia Aécio na cadeia

Temer na cadeia Aécio na cadeia
Copiem e colem em seus perfis

terça-feira, 28 de abril de 2015

A GRANDE DEMÊNCIA


Amor é uma palavra para se ter cuidado
Porque quem tem amo é escravo
E quem ama domina
Então, quer amar ou ser amado?

Amar é domar
Apossar-se do outro ser
Desejar possuir
Mas merece ter?

Quem jura amor muito mente e até mata
Porque o amor é desejo de posse
Tem que se achar um meio que fosse
Menos cruel e que negasse o domínio

Que não resulte em extermínio
Mas que haja só carinho e afeto
Nunca a cólera e demência
O que será essa nossa carência de amar?

ATEU POETA

FEITO FÊNIX

FEITO FÊNIX

A mulher inspira mais ainda ao natural
O belíssimo pecado de sua nudez
Na pura mudez da carne
No monte de Vênus

É que Atenas desperta o poeta mais moribundo
E ele renasce das cinzas
Feito Fênix surgida do Tártaro de Hades
Que ao querer prendê-lo

O libertou mais ainda
Porque o poeta renasce em cada ferida
E a mulher é a mais completa guarida
Nela mora o leite de afeto mais profundo

Que um dia fomos o feto de suas entranhas
E noutro dia o seu amante
De pensamentos mais cavernosos
Que ascende a luz no fim do mundo

ATEU POETA
O Historiador de Pacoti

OBRA PRIMA


O que há de primor na obra prima?
Confesso que não sei
Serão segredos de Cervantes?
Algum deles eu herdei?

Nasce na ânfora do caos?
Os anjos tocam violino
No ocaso do alvorecer
Em plena luz do anoitecer?

Prima pela rima e ritmo passageiro?
Pretérito ligeiro do inquérito de algoritmo 
A sereia serpenteia a verve fugaz
Quando a inspiração vem vivaz a vida brota

Da bolha e da tecla
E pula para a tela de janela em janela

Ateu Poeta
29/04/2015

quarta-feira, 22 de abril de 2015

CONSELHO

CONSELHO

A maioria dos conselhos sempre estará errado 
Porque as pessoas não sabem analisar
Nem se aprofundar nas questões
Falam com hipócritas ilusões 

Ideologias idiossincráticas
Que na prática não se pode aplicar
Não aprenderam a pensar
Muito menos  calar 

E é bom dar pitaco
Quando a própria vida é um saco quadrangular
Formam máximas incautas
Contrárias à razão

Confundem emoção com verdade
Sanidade com bolha de sabão

Ateu Poeta
22/04/2015

segunda-feira, 20 de abril de 2015

NAVE ESPACIAL

http://ateupoeta.blogspot.com.br/2015/04/nave-espacial.html
NAVE ESPACIAL

Quem fala a minha língua mora em outra galáxia
Um dia eu construo a minha nave espacial
Rompendo o universo espectral dessa microcósmica caverna
Platônica existência de carbono em decadência

Interferência da prisão cultural sobre meus ombros atlânticos
Sisífica realidade da labuta sem alcance de Nêmesis
Tântalo, Hipnos, Aión, Arké Apolo-dionisíaca 
Aurora do alvorecer, Thanatizado ocaso ariano
Busca-se paz, mas a vida é Caos, Nix, Prometeus e Quimeras 

Que negam a maçã de Idun, perdida por Oxum no jardim
Comida por um Adam que deveria ser imortal querubim
Quem dera em alguma era sem Hera nem Zeus
 Deus preso na caixa de Pandora

Daiymon impere com amperes que amparem os perdidos 
E os provectos poetas prosperem

Ateu Poeta
20/04/2015

ORQUESTRA DE BALAS E BOMBAS

ORQUESTRA DE BALAS E BOMBAS

De eterno apenas a luta, o luto e a lida
A vida viaja em versos vorazes
Amargos nas vozes
Trágica tradução atrás das três tristes atrizes atrozes

A vez da foz jamais prolifera
A dominação da fera é feita deveras de feno feroz
Fere o faro, fino frio e forte
O universo se manifesta na estatística estática

Mesmo nos ladrilhos de barro da caverna
O que há na cabeça dessa gente
Que arranca o dente por ente que não há?
Crianças criadas como carrascos

Muitos monstros mordazes, ases para matar
Sombrios maestros da orquestra maldita

Ateu Poeta
20/04/2015

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A CAVERNA DA HERMENÊUTICA

A CAVERNA DA HERMENÊUTICA

Ateu anarquista de esquerda
Vindo na via da contramão
Diagrama sem dado dinamômetro
Pedaços de carbono nas vidraças da avenida

Diário sem diâmetro da contradição
A vida não nasceu na sua mão ferida
Tudo feneceu neste céu deprimente
Mundo mudo sem guarida ardente

Universo digital, diagonal, decadente
Caverna sem saída no seio do aforismo
Velha verve venta, veia voz inventa
Verso que ostenta diversidades elétricas

Tanta ternura tênue e tétrica
Tântalo intrínseco em tristes tempestades herméticas
  
Ateu Poeta
16/04/2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

SEIOS

SEIOS 

Camisetas compradas
Mulheres peladas
Cachê de 50 mil
Prisão por afronta

Seios belos e feios
Deste meu Brasil
Vão no meio do carnaval
A armação está pronta

Cabeças vazias querem mais fuzil
A bandeira da pátria ao lado da ditadura
Clamam por tortura por perderem a eleição
Sangrenta garra de gavião

Nem toda a nudez do mundo fará ser verdade
A mentira que se espalhada por leviandade 

Ateu Poeta
13/04/2015

domingo, 12 de abril de 2015

LIBERDADE RACIONAL

LIBERDADE RACIONAL

Informação não é conhecimento. Conhecimento não é razão. Razão não é certeza. Certeza não é verdade.

Informações são dados. Conhecimento é elasticidade cerebral. Razão é uma capacidade intelectual que nos permite controle sobre si e sobre o meio ou pelo menos age em consonância com a realidade.

A certeza várias vezes nos engana pois nos barra novas análises e testes para não haver perda de tempo para não haver perda de tempo ou por exaustão.

Já a verdade são as coisas como são, você entendendo ou não. Ela não pode ser dobrada a nenhum desejo, fé, ou lavagem cerebral. Está acima de qualquer ser, por isso não pode se render a nenhum falso ser supremo, seja chamado deus, duende ou qualquer outra enganação religiosa.

Religião não significa religar mas enganar para manter controle.

Apenas o conhecimento aliado à razão pode dar melhores condições de vida ao planeta e trazer o mais próximo daquilo que chamamos liberdade.

Ateu Poeta
12/04/2015

sábado, 11 de abril de 2015

INTERROGAÇÃO

INTERROGAÇÃO

Toda dúvida é fração
O cérebro faísca
Pulsa o coração
Cada órgão o sentir imprecisa

Muda o mundo aferir?
Talvez
Será estupidez vagar se tudo é ciclo?
Voltará tudo ao mesmo lugar 

Sonhar é voar a esmo
Sempre sobrará
A interrogação
Algum peso

Sem preço, pressa ou apreço 
Nas falhas da percepção

Ateu Poeta
12/04/2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

CEIFADOR SEM ROSTO

CEIFADOR SEM ROSTO

Thanátos, ceifador ingrato
Por que és assim tão cruel?
Levas meus amigos
Deixas o poeta sem abrigo

Se ao menos houvesse um Céu
Cada um riria e faria poesia
Com safiras de cordel
Em noites sem açoites

Em que cantasse Gardel
E tu não virias sorrateiramente
Ferindo com furor 
Este coração dolente

Feito urso no mel
Feia, fria, forte e febril foice de fel

Ateu Poeta
09/04/2015

QUEM SOU

QUEM SOU
E-book com 22 poetas
60 páginas
Para ler online ou baixar acesse: 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

PLUMA COLORIDA

PLUMA COLORIDA

É colorida a minha pluma
Porque há brumas no meu sangue
Maminoramas nas asas
Peito em brasa

Mente salutar de sonhador
Vislumbres de sofredor 
Porque sem dor não se vive
Neste céu do condor

Do diáfano é que ver o sabor
Cada cor floria 
No seio da sinfonia rupestre
Em noite sem mestre

Nostalgia campestre
Lua sempre em sangria

Ateu Poeta
07/04/2015

FUZIL

FUZIL

Enquanto isso no Brasil
Mais um garoto morre
Com um tiro de fuzil
A polícia é violenta

Mas o banditismo ostenta 
Crianças também matam
O poder paralelo
Faz elo com a bala

Alojada na cabeça
Só uma certeza abala
Na mortalha do encontro
Ávido confronto

Sem saída
A vida acabou

Ateu Poeta
04/04/2015